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Dor muscular é sinal de treino eficiente?

28 de julho de 2026

Quem nunca ouviu a frase “se não doeu, o treino não funcionou”? Essa ideia é bastante comum entre quem pratica atividade física, especialmente na musculação. Mas será que ela é verdadeira? A resposta é não. Embora a dor muscular possa ocorrer após um treino intenso ou diferente do habitual, ela não é um indicador confiável […]

Dor muscular é sinal de treino eficiente?

Quem nunca ouviu a frase “se não doeu, o treino não funcionou”? Essa ideia é bastante comum entre quem pratica atividade física, especialmente na musculação. Mas será que ela é verdadeira?

A resposta é não. Embora a dor muscular possa ocorrer após um treino intenso ou diferente do habitual, ela não é um indicador confiável de que o exercício foi mais eficiente ou trouxe melhores resultados.

Por que sentimos dor depois de treinar?

A dor muscular que costuma aparecer entre 12 e 24 horas após a prática de exercícios, atingindo seu pico entre 24 e 72 horas, é conhecida como dor muscular de início tardio (DMIT) ou Delayed Onset Muscle Soreness (DOMS).

De acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte (American College of Sports Medicine – ACSM), esse desconforto é uma resposta natural do organismo, especialmente após exercícios aos quais o corpo ainda não está adaptado ou que envolvem maior esforço excêntrico, quando o músculo produz força enquanto se alonga, como acontece ao descer uma escada ou controlar a descida de um agachamento.

Durante esse processo, ocorrem pequenas lesões nas fibras musculares e no tecido conjuntivo, desencadeando uma resposta inflamatória temporária. É essa resposta, e não o acúmulo de ácido lático, como se acreditava no passado, a principal responsável pela dor que surge horas depois do exercício.

Então, um treino sem dor foi “fraco”?

Não necessariamente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), a evolução do condicionamento físico faz com que o organismo se adapte aos estímulos do treinamento. Isso significa que, com o passar do tempo, é comum sentir menos dor após exercícios semelhantes, mesmo continuando a ganhar força, resistência e massa muscular.

Além disso, resultados como hipertrofia, melhora do condicionamento cardiorrespiratório e aumento da força dependem de fatores como frequência dos treinos, progressão da carga, alimentação adequada, descanso e recuperação. A presença ou ausência de dor não determina, sozinha, a eficácia do treinamento.

Quando a dor merece atenção?

Nem toda dor após o exercício é considerada normal.

A dor muscular de início tardio costuma ser difusa, afeta os músculos trabalhados e melhora gradualmente em poucos dias.

Já uma dor intensa, localizada, que surge de forma repentina durante o exercício ou é acompanhada por inchaço importante, perda de força, limitação dos movimentos ou hematomas pode indicar uma lesão muscular e deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Da mesma forma, dores persistentes que impedem a realização das atividades do dia a dia ou que não apresentam melhora após alguns dias também merecem investigação.

Como aliviar a dor muscular?

Embora não exista uma estratégia capaz de eliminar completamente a dor muscular de início tardio, algumas medidas podem contribuir para a recuperação.

Uma revisão publicada no British Journal of Sports Medicine aponta que exercícios leves de recuperação, sono adequado, hidratação e alimentação equilibrada favorecem o processo de recuperação muscular. Técnicas como massagens também podem reduzir a percepção da dor em alguns casos, embora seus efeitos variem entre as pessoas.

Manter uma progressão gradual da intensidade dos treinos também é uma das formas mais eficazes de reduzir a ocorrência da DMIT.

O mais importante é a constância

A dor muscular pode fazer parte do processo de adaptação do organismo, especialmente quando um novo exercício é iniciado ou quando há aumento da intensidade do treino. No entanto, ela não deve ser utilizada como parâmetro para avaliar a qualidade de uma sessão de exercícios.

De acordo com as diretrizes do American College of Sports Medicine, os melhores resultados estão relacionados à regularidade da prática, ao planejamento do treinamento e ao tempo adequado de recuperação entre as sessões, e não à intensidade da dor sentida no dia seguinte.

Em outras palavras, um treino eficiente é aquele que respeita os limites do corpo, promove adaptações progressivas e pode ser mantido de forma consistente ao longo do tempo.

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O corpo muda antes de pedir socorro: por que alguns sinais não devem ser ignorados

24 de julho de 2026

Uma voz que ficou diferente. Uma dificuldade para engolir que começou de forma discreta. Uma ferida na boca que parece não cicatrizar. Um caroço no pescoço que continua ali mesmo depois de alguns dias. É comum que essas mudanças sejam atribuídas ao cansaço, a uma gripe recente ou a um problema passageiro. Na maioria das […]

O corpo muda antes de pedir socorro: por que alguns sinais não devem ser ignorados

Uma voz que ficou diferente. Uma dificuldade para engolir que começou de forma discreta. Uma ferida na boca que parece não cicatrizar. Um caroço no pescoço que continua ali mesmo depois de alguns dias.

É comum que essas mudanças sejam atribuídas ao cansaço, a uma gripe recente ou a um problema passageiro. Na maioria das vezes, de fato, elas têm causas benignas. Mas quando persistem, deixam de ser apenas um incômodo e passam a merecer investigação.

Essa é uma das principais mensagens do Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado em 27 de julho: aprender a reconhecer alterações persistentes pode fazer diferença no diagnóstico de diversas doenças, inclusive do câncer.

Quando um sintoma deixa de ser “normal”

O organismo muda o tempo todo. Depois de um resfriado, por exemplo, é esperado que a voz fique rouca por alguns dias. Uma afta pode surgir após um trauma ou um período de estresse. Gânglios no pescoço podem aumentar temporariamente durante infecções.

O que merece atenção não é o sintoma isolado, mas sua duração.

Rouquidão persistente, dificuldade para engolir, dor ao engolir, feridas na boca que não cicatrizam, sensação constante de algo preso na garganta, manchas na cavidade oral e caroços na região do pescoço são exemplos de alterações que devem ser avaliadas quando permanecem por semanas ou surgem sem uma causa aparente.

Esses sinais não significam, necessariamente, um diagnóstico de câncer. Eles podem estar relacionados a diferentes condições clínicas, desde inflamações até doenças benignas. Ainda assim, são manifestações que não devem ser ignoradas.

Um grupo de tumores que ainda é pouco conhecido

Apesar de afetar milhares de brasileiros todos os anos, o câncer de cabeça e pescoço ainda recebe menos atenção do que outros tipos de tumor.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), milhares de novos casos são registrados anualmente no país envolvendo estruturas como boca, língua, laringe, faringe, cavidade nasal e glândulas salivares. Embora cada localização tenha características próprias, todas fazem parte do chamado grupo dos cânceres de cabeça e pescoço.

O desafio é que muitos desses tumores começam de maneira silenciosa, com sintomas que podem ser facilmente confundidos com problemas comuns do dia a dia.

O diagnóstico ainda acontece tarde

Um dos maiores obstáculos no tratamento desses tumores não é a falta de sintomas, mas o tempo que muitas pessoas levam para buscar avaliação.

Uma pesquisa inédita divulgada pelo INCA em 2025, que analisou mais de 145 mil casos registrados no Brasil, mostrou que aproximadamente 80% dos pacientes receberam o diagnóstico já em estágios avançados da doença.

Esse dado ajuda a explicar por que campanhas de conscientização insistem tanto na importância de observar mudanças persistentes. Quanto mais cedo uma alteração é investigada, maiores costumam ser as possibilidades de tratamento e melhores os resultados clínicos.

Isso não significa transformar qualquer sintoma em motivo de preocupação. Significa entender que persistência é um critério importante quando se fala em saúde.

Os fatores de risco estão mudando

Durante décadas, o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas foram os principais fatores associados ao câncer de cabeça e pescoço, e continuam tendo papel importante.

Hoje, porém, outro fator também merece destaque: a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano), especialmente nos tumores da orofaringe.

Essa mudança reforça a importância da vacinação contra o HPV, uma estratégia reconhecida por reduzir o risco de diferentes tipos de câncer relacionados ao vírus. Além disso, abandonar o cigarro, moderar o consumo de álcool, manter uma boa higiene bucal e realizar consultas periódicas com profissionais de saúde continuam sendo medidas fundamentais de prevenção.

O papel dos exames

Quando existe uma alteração persistente, a investigação começa pela avaliação clínica. Dependendo dos sintomas, o médico pode solicitar exames de imagem para compreender melhor o que está acontecendo.

Ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e outros métodos diagnósticos ajudam a avaliar estruturas da cabeça e do pescoço, identificar alterações e direcionar os próximos passos da investigação.

É importante lembrar que esses exames não têm o objetivo de confirmar, sozinhos, um diagnóstico de câncer. Eles fazem parte de um processo que considera também o histórico do paciente, o exame físico e, quando necessário, outros procedimentos complementares.

Conhecer o próprio corpo também é uma forma de cuidado

Nem toda mudança representa uma doença grave. Mas toda mudança persistente merece ser observada.

Na rotina acelerada, é comum adiar uma consulta ou esperar que um sintoma desapareça sozinho. No entanto, prestar atenção ao próprio corpo não significa viver em estado de alerta permanente. Significa reconhecer quando algo deixa de fazer parte do habitual.

E, diante de qualquer alteração persistente, buscar orientação médica é sempre o melhor caminho.

 

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Ler pode ser uma pausa para o cérebro e a ciência explica por quê

21 de julho de 2026

Quando a rotina fica mais intensa, é comum procurar formas rápidas de aliviar o estresse. Algumas pessoas recorrem à música, outras fazem uma caminhada ou assistem a uma série. Mas existe um hábito simples, acessível e muitas vezes esquecido que também pode contribuir para o bem-estar: a leitura. Mais do que uma forma de entretenimento, […]

Ler pode ser uma pausa para o cérebro e a ciência explica por quê

Quando a rotina fica mais intensa, é comum procurar formas rápidas de aliviar o estresse. Algumas pessoas recorrem à música, outras fazem uma caminhada ou assistem a uma série. Mas existe um hábito simples, acessível e muitas vezes esquecido que também pode contribuir para o bem-estar: a leitura.

Mais do que uma forma de entretenimento, ler é uma atividade capaz de envolver diferentes áreas do cérebro ao mesmo tempo. Linguagem, memória, atenção, imaginação e processamento emocional trabalham em conjunto enquanto acompanhamos uma história, aprendemos algo novo ou refletimos sobre um texto.

O resultado vai além do conhecimento adquirido. A ciência mostra que a leitura também pode contribuir para reduzir o estresse, estimular o cérebro e favorecer a saúde mental ao longo da vida.

O que acontece com o cérebro quando lemos?

Ao contrário do que pode parecer, ler não é uma atividade passiva.

Para compreender um texto, o cérebro precisa interpretar palavras, construir significados, recuperar informações da memória, manter a atenção e, muitas vezes, imaginar cenários, pessoas e situações. É um exercício cognitivo complexo, que mobiliza diferentes regiões cerebrais de forma simultânea.

Pesquisas vêm mostrando que a leitura faz mais do que ampliar o repertório. Uma meta-análise publicada em 2024 no Journal of Experimental Psychology: General, um dos principais periódicos da área de Psicologia, reuniu os resultados de 69 experimentos e encontrou benefícios pequenos, mas consistentes, da leitura de ficção para habilidades como empatia e compreensão da perspectiva de outras pessoas.

Embora esses efeitos variem entre as pessoas, o conjunto das evidências reforça que manter o cérebro ativo por meio da leitura faz parte de um estilo de vida saudável.

Uma pausa para a mente

Talvez um dos benefícios mais interessantes da leitura esteja na forma como ela ajuda o cérebro a mudar o foco da atenção.

Quando nos envolvemos em uma narrativa, deixamos de concentrar energia apenas nas preocupações do dia a dia. Em vez de alimentar o ciclo de pensamentos repetitivos, conhecido como ruminação, a mente passa a acompanhar personagens, informações ou ideias, criando um período de descanso para o cérebro.

Esse efeito pode ser percebido até mesmo em poucos minutos.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Sussex observou que apenas seis minutos de leitura foram capazes de reduzir os níveis de estresse em até 68%, resultado superior ao obtido por outras atividades relaxantes avaliadas na pesquisa, como ouvir música ou tomar uma bebida quente.

Embora esse percentual seja específico desse estudo e não deva ser interpretado como uma regra para todas as pessoas, ele ilustra como a leitura pode funcionar como uma estratégia simples para desacelerar a mente.

Ler também é cuidar da saúde do cérebro

Os benefícios da leitura não se limitam ao momento em que o livro está aberto.

Especialistas apontam que o hábito de ler contribui para o desenvolvimento da chamada reserva cognitiva, uma capacidade do cérebro de criar conexões e estratégias para lidar melhor com o envelhecimento e com algumas alterações cognitivas.

Isso não significa que ler impeça o surgimento de doenças neurológicas, mas estudos sugerem que manter o cérebro intelectualmente ativo ao longo da vida está associado a uma melhor saúde cognitiva e pode contribuir para preservar funções como memória, linguagem e raciocínio.

É mais um exemplo de como hábitos cotidianos podem influenciar a saúde a longo prazo.

Existe um tipo de leitura ideal?

A resposta é simples: o melhor livro é aquele que desperta seu interesse.

Romances, biografias, livros de divulgação científica, reportagens, crônicas ou até poesias podem oferecer benefícios quando a leitura acontece de forma prazerosa e frequente.

O mais importante não é a quantidade de páginas nem a complexidade do texto, mas a criação de um momento de atenção sustentada, algo cada vez mais raro em uma rotina marcada por notificações e estímulos constantes.

Trocar alguns minutos de rolagem nas redes sociais por alguns minutos de leitura pode representar uma oportunidade para descansar a mente e estimular o cérebro ao mesmo tempo.

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Só quem pratica esportes pode ter lesões? Esse é um mito comum

8 de julho de 2026

Durante grandes competições de futebol, é comum vermos jogadores afastados dos gramados por lesões musculares, entorses ou problemas nos ligamentos. Essa exposição pode reforçar a ideia de que esse tipo de lesão acontece apenas com atletas. Na prática, porém, qualquer pessoa pode sofrer uma lesão, seja durante a prática de exercícios, em atividades do trabalho […]

Só quem pratica esportes pode ter lesões? Esse é um mito comum

Durante grandes competições de futebol, é comum vermos jogadores afastados dos gramados por lesões musculares, entorses ou problemas nos ligamentos. Essa exposição pode reforçar a ideia de que esse tipo de lesão acontece apenas com atletas. Na prática, porém, qualquer pessoa pode sofrer uma lesão, seja durante a prática de exercícios, em atividades do trabalho ou até em tarefas simples do dia a dia.

Muitas dessas lesões podem ser evitadas com alguns cuidados, mas, quando acontecem, o diagnóstico precoce é fundamental para definir o tratamento mais adequado e prevenir complicações. Por isso, conhecer os principais fatores de risco e saber quando procurar atendimento faz toda a diferença.

Lesões fazem parte do dia a dia, não apenas do esporte

Embora sejam frequentemente associadas ao futebol e a outras modalidades esportivas, as lesões também podem ocorrer em situações comuns, como levantar peso de forma inadequada, subir escadas, realizar movimentos repetitivos no trabalho, sofrer uma queda ou até iniciar uma atividade física sem preparo.

O sedentarismo também merece atenção. Pessoas que passam longos períodos sem praticar exercícios e realizam um esforço intenso de forma repentina podem apresentar maior risco de lesões musculares e articulares.

Quais são as lesões mais comuns?

As lesões podem afetar músculos, tendões, ligamentos, articulações e ossos. Entre as mais frequentes estão:

  • distensões musculares;
  • entorses, principalmente de tornozelo e joelho;
  • tendinites;
  • lesões ligamentares;
  • dores na coluna causadas por sobrecarga ou movimentos inadequados.

Cada uma dessas condições exige uma avaliação individual para identificar a gravidade do problema e definir a melhor abordagem.

Quando procurar atendimento médico?

Nem toda dor significa uma lesão grave, mas alguns sinais indicam a necessidade de procurar avaliação médica, como:

  • dor intensa ou persistente;
  • inchaço importante;
  • dificuldade para movimentar o membro afetado;
  • hematomas extensos;
  • sensação de instabilidade na articulação;
  • dor que não melhora após alguns dias de repouso.

Buscar atendimento precocemente pode evitar que uma lesão simples evolua para um problema mais complexo.

O papel dos exames no diagnóstico

Após a avaliação clínica, o médico pode solicitar exames para confirmar o diagnóstico e entender a extensão da lesão.

A radiografia costuma ser indicada para investigar fraturas e alterações ósseas. Já a ultrassonografia auxilia na avaliação de músculos, tendões e algumas articulações. Em casos mais específicos, exames como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada permitem uma análise mais detalhada, contribuindo para um planejamento mais preciso do tratamento.

A escolha do exame depende dos sintomas apresentados e da suspeita clínica.

Como prevenir lesões?

Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de lesões no esporte e nas atividades do dia a dia:

  • praticar atividade física regularmente, respeitando os limites do corpo;
  • realizar aquecimento antes dos exercícios quando indicado;
  • fortalecer a musculatura;
  • utilizar calçados adequados para cada atividade;
  • evitar sobrecargas e movimentos repetitivos sem pausas;
  • manter uma boa postura durante o trabalho e nas tarefas diárias.

Pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença na prevenção e contribuir para uma melhor qualidade de vida.

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Não sente nada? Mesmo assim, vale a pena consultar um oftalmologista

É comum associar a saúde dos olhos apenas ao momento em que a visão começa a falhar ou surge algum desconforto. No entanto, essa percepção pode ser enganosa. Muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa, sem causar sintomas nas fases iniciais, o que torna as consultas periódicas ao oftalmologista fundamentais para a prevenção e o […]

Não sente nada? Mesmo assim, vale a pena consultar um oftalmologista

É comum associar a saúde dos olhos apenas ao momento em que a visão começa a falhar ou surge algum desconforto. No entanto, essa percepção pode ser enganosa. Muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa, sem causar sintomas nas fases iniciais, o que torna as consultas periódicas ao oftalmologista fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce.

A lembrança ganha ainda mais relevância durante o Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho. Mais do que uma data comemorativa, ela reforça a importância de cuidar da visão antes que qualquer problema apareça.

Nem toda doença ocular dá sinais

A ausência de sintomas não significa, necessariamente, que os olhos estão saudáveis. Diversas condições podem se desenvolver lentamente, comprometendo a visão de forma gradual e, muitas vezes, irreversível quando descobertas tardiamente.

Entre elas estão o glaucoma, considerado uma das principais causas de cegueira evitável no mundo, além de doenças como a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. Em muitos casos, essas alterações só são identificadas durante um exame oftalmológico completo.

Por que fazer consultas de rotina?

Além de avaliar a qualidade da visão, a consulta oftalmológica permite analisar a saúde de diferentes estruturas do olho, como córnea, cristalino, retina e nervo óptico. Dependendo da idade, do histórico familiar e das condições de saúde do paciente, o médico pode solicitar exames específicos para investigar alterações que ainda não provocam sintomas.

O acompanhamento periódico também permite atualizar o grau dos óculos ou lentes de contato quando necessário, orientar sobre hábitos que ajudam a preservar a saúde ocular e identificar sinais de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, que podem apresentar manifestações nos olhos.

Quem deve consultar um oftalmologista?

A recomendação é que todas as pessoas façam avaliações oftalmológicas regularmente, mesmo sem queixas. A frequência pode variar conforme a idade e os fatores de risco de cada paciente.

O acompanhamento é especialmente importante para:

  • crianças, para identificar alterações que possam interferir no desenvolvimento visual;
  • adultos com histórico familiar de glaucoma ou outras doenças oculares;
  • pessoas com diabetes, hipertensão ou doenças autoimunes;
  • quem utiliza óculos ou lentes de contato;
  • adultos acima dos 40 anos, fase em que aumenta o risco de algumas doenças oculares relacionadas ao envelhecimento.

O oftalmologista é o profissional indicado para definir o intervalo mais adequado entre as consultas de acordo com cada caso.

Pequenos cuidados também fazem diferença

Embora as consultas periódicas sejam indispensáveis, alguns hábitos ajudam a proteger a visão no dia a dia:

  • utilizar óculos de sol com proteção contra os raios UV;
  • fazer pausas durante o uso prolongado de telas;
  • manter doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, sob controle;
  • evitar coçar os olhos com frequência;
  • manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes importantes para a saúde ocular.

Essas medidas contribuem para reduzir fatores de risco, mas não substituem a avaliação médica.