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Pressão alta: 5 sinais de alerta que muita gente ignora

11 de maio de 2026

A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, e também uma das mais silenciosas. Muitas pessoas convivem durante anos com a pressão alta sem perceber nenhum sintoma evidente, o que aumenta o risco de complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência renal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca […]

Pressão alta: 5 sinais de alerta que muita gente ignora

A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, e também uma das mais silenciosas. Muitas pessoas convivem durante anos com a pressão alta sem perceber nenhum sintoma evidente, o que aumenta o risco de complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência renal.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,28 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos vivem com hipertensão no mundo. Desse total, aproximadamente 46% não sabem que têm a doença.

No Brasil, a condição também preocupa. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 27,9% da população brasileira adulta possui diagnóstico de hipertensão arterial.

Mesmo sendo silenciosa na maior parte do tempo, o corpo pode emitir alguns sinais de alerta que merecem atenção.

1. Dor de cabeça frequente

Nem toda dor de cabeça está relacionada à pressão alta, mas dores persistentes, especialmente na região da nuca e principalmente pela manhã, podem ser um sinal de alerta.

Em casos de pressão muito elevada, a dor pode surgir acompanhada de tontura, sensação de peso na cabeça e mal-estar.

O problema é que muitas pessoas associam o sintoma apenas ao estresse ou ao cansaço do dia a dia e deixam de investigar a causa.

2. Tontura e sensação de desequilíbrio

Alterações na pressão arterial podem interferir diretamente na circulação sanguínea e na oxigenação do organismo.

Por isso, episódios frequentes de tontura, visão escurecida ou sensação de instabilidade merecem atenção, principalmente quando aparecem sem motivo aparente.

Embora esses sintomas possam estar ligados a diferentes condições, a hipertensão é uma das possibilidades que precisam ser avaliadas.

3. Falta de ar durante pequenos esforços

Subir poucos degraus, caminhar pequenas distâncias ou realizar atividades simples e sentir cansaço excessivo pode indicar que o coração está trabalhando sob sobrecarga.

Quando a pressão permanece alta por muito tempo, os vasos sanguíneos sofrem maior resistência à passagem do sangue. Isso obriga o coração a fazer mais força continuamente.

Com o tempo, esse esforço pode comprometer o funcionamento cardiovascular.

4. Alterações na visão

Visão embaçada, pontos luminosos ou dificuldade para enxergar com clareza também podem estar associados à hipertensão.

A pressão elevada pode afetar pequenos vasos sanguíneos presentes nos olhos, causando alterações na retina e prejudicando a visão.

Em alguns casos, essas mudanças acontecem de forma gradual e passam despercebidas no início.

5. Sangramento nasal frequente

Embora não seja um sintoma exclusivo da hipertensão, episódios frequentes de sangramento nasal podem acontecer quando a pressão arterial está muito elevada.

Isso ocorre porque os vasos sanguíneos ficam mais sensíveis e sujeitos a rompimentos.

Quando o sintoma se repete, especialmente acompanhado de dores de cabeça ou tontura, é importante investigar.

Por que a hipertensão é chamada de “doença silenciosa”?

O maior desafio da hipertensão é justamente o fato de que muitas pessoas não apresentam sintomas claros.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, grande parte dos diagnósticos acontece apenas durante exames de rotina ou após o surgimento de complicações.

Enquanto isso, a pressão alta continua causando danos progressivos ao organismo, afetando coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos.

Por isso, medir a pressão regularmente é uma das formas mais importantes de prevenção e diagnóstico precoce.

Quais fatores aumentam o risco?

Diversos hábitos e condições podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão, como:

  • Excesso de sal na alimentação;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Tabagismo;
  • Estresse frequente;
  • Histórico familiar;
  • Noites mal dormidas.

O avanço da idade também aumenta o risco, mas a hipertensão não afeta apenas idosos. Casos em adultos jovens têm se tornado cada vez mais frequentes.

Controle e prevenção fazem diferença

A hipertensão tem controle e quanto antes ela é identificada, menores são os riscos de complicações futuras.

Mudanças no estilo de vida costumam ser parte essencial do tratamento, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e acompanhamento médico periódico.

Em muitos casos, exames de rotina ajudam a identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas.

 

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Nem todo tênis é feito para treinar: usar o calçado errado pode prejudicar sua saúde

8 de maio de 2026

Começar uma rotina de exercícios físicos é uma das decisões mais importantes para a saúde. Caminhar, correr, fazer musculação ou praticar esportes ajuda no controle do peso, melhora a circulação, fortalece músculos e articulações e ainda contribui para a saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem praticar entre 150 e 300 […]

Nem todo tênis é feito para treinar: usar o calçado errado pode prejudicar sua saúde

Começar uma rotina de exercícios físicos é uma das decisões mais importantes para a saúde. Caminhar, correr, fazer musculação ou praticar esportes ajuda no controle do peso, melhora a circulação, fortalece músculos e articulações e ainda contribui para a saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem praticar entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e outros problemas crônicos.

Mas, apesar dos benefícios, existe um detalhe que muitas pessoas ignoram no início da prática esportiva: o uso do tênis adequado.

Nem todo tênis foi desenvolvido para treinar. Alguns modelos são feitos apenas para uso casual e priorizam estética e conforto momentâneo, sem oferecer estabilidade, amortecimento ou suporte biomecânico suficientes para exercícios físicos. O resultado pode ir além do desconforto e causar dores, sobrecarga muscular e até lesões.

O impacto do tênis no corpo durante os exercícios

Durante atividades físicas, o corpo absorve impactos constantes. Em uma corrida leve, por exemplo, os pés podem receber uma carga equivalente a até três vezes o peso corporal a cada passada. Sem o suporte adequado, esse impacto se distribui de maneira incorreta pelas articulações.

O tênis funciona como um sistema de absorção e estabilidade. Quando ele não oferece estrutura suficiente, outras partes do corpo acabam compensando o desequilíbrio, principalmente tornozelos, joelhos, quadril e coluna.

Além disso, cada atividade física exige movimentos diferentes. Exercícios de corrida demandam amortecimento e impulsão. Já treinos de musculação e funcional pedem maior estabilidade e firmeza no contato com o solo. Usar um modelo inadequado para determinada prática pode alterar a postura e aumentar o risco de lesões.

Problemas que podem surgir com o uso do calçado inadequado

As consequências nem sempre aparecem imediatamente. Em muitos casos, o desconforto começa de forma leve e evolui com o tempo.

Entre os problemas mais comuns estão:

Dores nos pés

Tênis inadequados podem causar excesso de pressão em determinadas regiões dos pés, favorecendo dores na sola, calosidades e inflamações.

Uma das condições mais frequentes é a fascite plantar, inflamação do tecido que conecta o calcanhar aos dedos. O problema costuma provocar dor intensa logo nos primeiros passos do dia.

Dores nos joelhos

O joelho é uma das articulações mais afetadas pelo impacto durante exercícios. Quando o tênis não absorve adequadamente a carga ou não oferece estabilidade, o alinhamento das pernas pode ser comprometido.

Isso aumenta o risco de dores na região anterior do joelho, desgaste articular e sobrecarga muscular.

Sobrecarga na coluna e no quadril

O impacto repetitivo também pode afetar a postura corporal. Um tênis sem suporte adequado interfere no alinhamento da pisada e altera a distribuição de forças pelo corpo.

Com o tempo, isso pode gerar dores lombares, tensão muscular e desconfortos no quadril.

Maior risco de torções

Modelos casuais geralmente possuem estrutura mais flexível e menos estabilidade lateral. Em treinos que envolvem deslocamentos rápidos ou mudanças de direção, isso aumenta o risco de torções no tornozelo.

Como identificar se um tênis é adequado para treino

Nem sempre o modelo mais caro é o mais indicado. O ideal é observar características relacionadas ao tipo de atividade física praticada.

Alguns pontos importantes incluem:

  • Amortecimento compatível com o impacto da atividade;
  • Estabilidade para evitar movimentos excessivos;
  • Solado com aderência adequada;
  • Boa ventilação;
  • Ajuste confortável, sem apertar ou sobrar espaço.

Também é importante considerar o tipo de pisada e a frequência dos treinos. Pessoas que praticam exercícios regularmente tendem a desgastar o tênis mais rapidamente, o que reduz sua capacidade de absorção de impacto.

Sinais de que o tênis pode estar causando problemas

O corpo costuma dar sinais quando algo não vai bem durante os exercícios.

Entre os principais alertas estão:

  • Dores persistentes após os treinos;
  • Sensação de instabilidade;
  • Desconforto nos joelhos ou tornozelos;
  • Bolhas frequentes;
  • Desgaste irregular na sola do tênis;
  • Dores na lombar após atividades físicas.

Ignorar esses sintomas pode favorecer o desenvolvimento de lesões por esforço repetitivo.