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Exercícios físicos reduzem em 60% o risco de ansiedade

16 de março de 2022

A ansiedade é um transtorno que já atinge cerca de 264 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo caracterizado pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo aconteça. Durante as crises de ansiedade, o indivíduo sente uma grande tensão, muitas vezes sem um […]

Exercícios físicos reduzem em 60% o risco de ansiedade

A ansiedade é um transtorno que já atinge cerca de 264 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo caracterizado pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo aconteça. Durante as crises de ansiedade, o indivíduo sente uma grande tensão, muitas vezes sem um motivo aparente, o que pode levar a sintomas físicos, além dos psicológicos. Mas você sabia que é possível driblar a doença? É o que mostra um dos maiores estudos epidemiológicos já realizados, que indica que a prática regular de atividade física reduz em 60% o risco de desenvolver o distúrbio.

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Atividade física intensifica e prolonga resposta imunológica de vacinas contra Covid-19

Os exercícios físicos já são amplamente aplicados como estratégia para o tratamento da ansiedade e agora estão também extensivamente interligados à prevenção da doença, como revela o estudo produzido por pesquisadores na Suécia e publicado na Frontiers in Psychiatry. Foram analisados dados de 400 mil pessoas que participaram da maior corrida de esqui cross-country do mundo, a Vasaloppet, entre 1989 e 2010. Os resultados mostraram que aqueles que participaram do evento esportivo apresentaram um risco significativamente menor de desenvolver ansiedade em comparação com não esquiadores.

Segundo os pesquisadores, que integram o Departamento de Ciências Médicas Experimentais da Universidade de Lund, o estudo confirmou a associação entre um estilo de vida fisicamente ativo e um menor risco de ansiedade em homens e mulheres. O grupo mais ativo apresentou uma redução de quase 60% de chance de desenvolver o transtorno ao longo de um período de acompanhamento de até 21 anos. Acredita-se que a relação entre exercício e os sintomas de ansiedade é provavelmente afetada por fatores genéticos, psicológicos e traços de personalidade, que não foram possíveis de investigar.

Apesar da pesquisa contemplar apenas esquiadores, os autores acreditam que os resultados podem ser aplicados para outros tipos de exercícios físicos. Eles ressaltaram ainda que o fato da atividade ser praticada ao ar livre pode ter impacto positivo nos números apresentados, levando-se em consideração diversos outros estudos que mostram que o contato com a natureza é benéfico tanto para o bem-estar quanto para a saúde física e mental.

Já considerada como o mal do século, a ansiedade pode afetar qualquer pessoa em qualquer momento ou época. Porém, ela normalmente se desenvolve no início da vida e estima-se que seja duas vezes mais comum em mulheres. Além disso, o transtorno pode envolver uma predisposição biológica, psicológica e a exposição a fatores estressores, porém nem sempre eles são necessários para que a doença se instale.

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Atividade física intensifica e prolonga resposta imunológica de vacinas contra Covid-19

11 de março de 2022

A atividade física é capaz de intensificar e prolongar a resposta imunológica das vacinas contra a Covid-19, que tende a diminuir com o passar do tempo. Foi o que mostrou um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), realizado com 748 pacientes do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da […]

Atividade física intensifica e prolonga resposta imunológica de vacinas contra Covid-19

A atividade física é capaz de intensificar e prolongar a resposta imunológica das vacinas contra a Covid-19, que tende a diminuir com o passar do tempo. Foi o que mostrou um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), realizado com 748 pacientes do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A pesquisa investigou a relação entre a prática regular de exercícios e a presença dos anticorpos anti-Sars-CoV-2 persistentes no organismo. 

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O estudo foi realizado em pacientes com doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus, esclerose sistêmica e miopatias inflamatórias, em um período de seis meses após o esquema de duas doses com a vacina CoronaVac. Os dados foram divulgados em formato preprint, ainda sem revisão por pares, na plataforma Research Square.

“A atividade física parece não somente montar uma resposta de anticorpos à vacina mais robusta, como também parece aumentar a durabilidade do efeito protetor do imunizante. Se isso se confirmar, teríamos uma ferramenta barata e potencialmente capaz de reduzir a baixa resposta vacinal de grupos de risco, como pessoas com sistema imune disfuncional”, explicou Bruno Gualano, professor do Departamento de Clínica Médica da FMUSP, especialista em fisiologia do exercício e primeiro autor do artigo, em entrevista ao Jornal da USP. 

Estudos têm mostrado que os anticorpos induzidos pela vacina contra o coronavírus diminuem a longo prazo. Os anticorpos neutralizantes contra a variante Beta, por exemplo, foram reduzidos consideravelmente seis meses após a segunda dose da Moderna e da Janssen, da Johnson & Johnson. Da mesma forma, também houve redução substancial da resposta imunológica depois da aplicação da Pfizer Biontech, principalmente entre homens, pessoas maiores de 65 anos e pacientes com imunossupressão.

O imunizante CoronaVac também apresentou resultados semelhantes de declínio de anticorpos seis meses após o ciclo completo do esquema vacinal de duas doses. O mesmo padrão de diminuição de anticorpos foi identificado no caso de pacientes com doenças reumáticas autoimunes, de acordo com o mesmo estudo clínico. 

Por isso, segundo o pesquisador, é fundamental reunir conhecimento sobre os fatores de risco potenciais relacionados à baixa persistência da imunidade. “A proposta é desenvolver estratégias para aumentar a durabilidade da imunogenicidade, bem como priorizar os indivíduos para receber uma dose de reforço. As evidências que sugerem que a atividade física pode atuar como uma espécie de adjuvante das vacinas são de extrema importância”, afirmou. 

A fim de avaliar o grau de imunidade que a vacina foi capaz de conferir aos pacientes, foram feitos exames sorológicos para verificar as taxas de anticorpos IgG e a presença de anticorpos neutralizantes, que são indicativos de resposta ao imunizante. Para determinar os pacientes ativos ou inativos fisicamente, foi utilizado o parâmetro da Organização Mundial da Saúde (OMS), que diz que uma pessoa é ativa quando realiza alguma atividade física moderada ou vigorosa por 300 minutos semanais.

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68% dos brasileiros poderão estar com excesso de peso até 2030

O número de pessoas com excesso de peso tem aumentado consideravelmente ao longo dos anos no Brasil. Somente entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população acima de 20 anos mais do que dobrou no país, passando de 12,2% para 26,8%, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde 2019, realizada pelo Instituto […]

68% dos brasileiros poderão estar com excesso de peso até 2030

O número de pessoas com excesso de peso tem aumentado consideravelmente ao longo dos anos no Brasil. Somente entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população acima de 20 anos mais do que dobrou no país, passando de 12,2% para 26,8%, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, não é à toa que projeções afirmam que 68% dos brasileiros poderão estar com excesso de peso até 2030, o que corresponde a sete em cada 10 pessoas. Já a obesidade pode atingir 26% da população geral, ou seja, um a cada quatro indivíduos. 

Os dados alarmantes são do estudo “A Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS”, realizado por uma equipe formada por 17 pesquisadores de diversas universidades do Brasil e uma do Chile. Ele mostra ainda que, no Brasil, a prevalência do excesso de peso aumentou de 42,6% em 2006 para 55,4% em 2019 na população, enquanto a obesidade saltou de 11,8% para 20,3% no mesmo período.

A obesidade é uma epidemia que afeta bilhões de pessoas e trata-se de uma doença crônica, recidivante e multifatorial. Por isso, no Dia Mundial da Obesidade, comemorado neste 4 de março, vamos tirar algumas dúvidas sobre essa que já é considerada a segunda principal causa de morte no mundo todo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A obesidade e suas consequências 

A obesidade é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura em diferentes partes do corpo. Existem causas diversas para a obesidade, sendo a principal delas a alimentação inadequada ou excessiva. Para que uma pessoa tenha um peso ideal, é preciso que a quantidade de energia gasta durante o dia seja equilibrada com o número de calorias ingeridas.

Além disso, fatores genéticos, onde a pessoa herda a disposição para obesidade; o metabolismo mais lento, que facilita o acúmulo de gordura corporal e dificulta o emagrecimento; o aumento de peso por conta das oscilações hormonais e fatores psicológicos, como a dificuldade de lidar com o estresse ou as frustrações que podem desencadear crises de compulsão alimentar, também são capazes levar um indivíduo à condição. 

Existem algumas maneiras de determinar se uma pessoa está obesa ou não, uma delas é o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), onde o peso do paciente é divido por sua altura elevada ao quadrado. A tabela possui valores para índices abaixo do peso normal, dentro do peso normal, acima do peso, obesidade grau I, obesidade grau II e obesidade grau III. Em conjunto com o IMC, também podem ser utilizados o cálculo da porcentagem de gordura e a medida da circunferência abdominal. 

  • ​​Abaixo do peso: IMC abaixo de 18,5
  • Peso normal: IMC entre 18,5 e 24,9
  • Sobrepeso: IMC entre 25 e 29,9
  • Obesidade Grau I: IMC entre 30 e 34,9
  • Obesidade Grau II: IMC entre 35 e 39,9
  • Obesidade Grau III: IMC acima de 40

Há diferentes tipos de obesidade, sendo a obesidade de grau I considerada obesidade leve, a obesidade de grau II é a obesidade moderada e a obesidade de grau III é a obesidade mórbida. Quanto maior o índice, maiores são as chances do paciente desenvolver doenças como diabetes, hipertensão arterial, apneia do sono, depressão, acúmulo de gordura no fígado, além de problemas cardiovasculares e nas articulações. A obesidade também pode estar associada ao surgimento de alguns tipos de câncer.

Prevenção e tratamento

O excesso de peso ocorre a partir do sobrepeso. Por isso, a obesidade é uma doença que pode ser evitada desde a infância, com a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividades físicas ao longo da vida. Conte com a ajuda de profissionais de nutrição e educação física para auxiliar na retomada ou começo de novas rotinas em busca de saúde e bem-estar. 

Quando instalada a obesidade, o paciente necessita de acompanhamento médico contínuo. A doença pode ser tratada através do uso de medicamentos, desde controladores de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo. Em casos mais graves, a cirurgia bariátrica pode ser indicada, especialmente para quem possui o IMC acima de 35 e tem doenças associadas à obesidade, e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem emagrecer com outros tratamentos. 

Confira algumas recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira, que integra a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN):  

  • Tenha uma alimentação com base em alimentos in natura ou minimamente processados, variados e predominantemente de origem vegetal;
  • Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar;
  • Limite o consumo de alimentos processados (conservas, compotas, queijos, pães);
  • Evite o consumo de ultraprocessados;
  • Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias, principalmente com crianças e jovens;
  • Planeje a alimentação como um todo, desde a compra e organização dos alimentos até a definição do cardápio e preparo das refeições;
  • Quando estiver fora de casa, prefira comer em locais que sirvam refeições frescas. 
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Bebeu muito? Confira dicas científicas de como curar a ressaca

Dor de cabeça, enjoo, vômito, diarreia, cansaço. Esses são alguns sintomas comuns de quem exagerou no consumo de bebida alcoólica. Chamado de ressaca, esse processo natural do corpo acontece devido à desidratação causada pelo excesso de álcool na corrente sanguínea, somado ao trabalho extra do fígado para eliminar as toxinas que circulam pelo sangue.  Não […]

Bebeu muito? Confira dicas científicas de como curar a ressaca

Dor de cabeça, enjoo, vômito, diarreia, cansaço. Esses são alguns sintomas comuns de quem exagerou no consumo de bebida alcoólica. Chamado de ressaca, esse processo natural do corpo acontece devido à desidratação causada pelo excesso de álcool na corrente sanguínea, somado ao trabalho extra do fígado para eliminar as toxinas que circulam pelo sangue. 

Não existe um consenso sobre uma quantidade segura de álcool, capaz de evitar uma ressaca, já que a dose varia de acordo com cada pessoa. Mas uma regra é clara: se não quer sofrer com os efeitos do excesso de bebida alcoólica, o ideal é consumir com moderação. Mas se você já passou da conta, existem algumas dicas da ciência para ajudar o corpo a se recuperar. Acompanhe! 

  1. Deixe o corpo descansar

A ingestão de bebida alcoólica prejudica, de forma momentânea, os reflexos e as habilidades cognitivas, além de inflamar o organismo como um todo e fazer com que o fígado trabalhe mais do que o comum. Por isso, depois de exagerar no álcool, o corpo necessita de descanso para se recuperar. Procure dormir e evitar atividades físicas extenuantes durante esse período. 

  1. Hidrate-se 

O álcool tem efeito diurético, que faz com que o corpo aumente a eliminação de líquidos pela urina. Como consequência desse processo, o organismo sofre com a desidratação, responsável por boa parte dos sintomas da ressaca. Por isso, intensifique a ingestão de água e complemente a hidratação com água de coco e chás naturais. Uma dica extra para evitar o mal-estar é sempre intercalar uma dose de bebida com um copo de água. 

  1. Beba café

Duas xícaras de café preto e forte ao acordar são suficientes para dar mais energia para enfrentar um dia de ressaca. Isso porque a cafeína age dilatando vasos sanguíneos, o que facilita a circulação do sangue e auxilia na eliminação das toxinas do álcool. Mas não exagere no cafezinho, já que o excesso pode agravar ainda mais os sintomas de desidratação. 

  1. Alimente-se bem 

Com o fígado, estômago e intestino sobrecarregados pelo excesso de álcool, aposte em uma alimentação leve e com pouca gordura para driblar a ressaca e se livrar dos sintomas. Saladas, arroz integral, peito de frango grelhado ou uma sopa de legumes são ótimas opções, assim como as frutas, que garantirão energia e disposição através da ingestão de açúcares. 

  1. Reponha os sais minerais 

O sódio e o potássio, assim como outros sais minerais, são eliminados em excesso do corpo, através da urina, após a ingestão de álcool. Para repor essas substâncias e ajudar a equilibrar os nutrientes no organismo após a bebedeira, as bebidas isotônicas são excelentes opções. 

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Micose no verão: saiba como evitar e tratar a doença

O aparecimento de micoses durante o verão é algo bastante comum. Como o Brasil é um país tropical, essa época do ano tem como principais características as altas temperaturas e o grande volume de chuvas, condições ideais para a proliferação de fungos, os microorganismos responsáveis pela doença. Aliado a esses fatores, o excesso de suor, […]

Micose no verão: saiba como evitar e tratar a doença

O aparecimento de micoses durante o verão é algo bastante comum. Como o Brasil é um país tropical, essa época do ano tem como principais características as altas temperaturas e o grande volume de chuvas, condições ideais para a proliferação de fungos, os microorganismos responsáveis pela doença. Aliado a esses fatores, o excesso de suor, o uso prolongado de roupas de banho molhadas, de sapatos fechados e de toalhas e roupas emprestadas podem favorecer a contaminação. Por isso, a gente te explica o que é esse problema, como tratar e evitar. 

O que são micoses?

A micose é uma infecção causada por fungos, que costuma atacar a pele, unhas e couro cabeludo. Os principais sintomas são coceira, manchas brancas, rachaduras entre os dedos e deformação nas unhas. Ela pode ser classificada em superficiais, que ocorrem devido a condições do ambiente que favorecem o crescimento do microorganismo no nosso corpo, como o calor, umidade e pouca luz, ou profundas, que acometem indivíduos que apresentam grave deficiência imunológica.

Quais são os principais tipos? 

Também conhecida como pé de atleta, a frieira é uma das micoses mais comuns. Os fungos se espalham entre os dedos, provocando bolhas de água, coceira, descamação e rachaduras na pele. Os pés e mãos também podem ser atingidos pela onicomicose, uma infecção fúngica que deixa as unhas deformadas, grossas e amareladas.

A pitiríase versicolor, chamada popularmente de micose de praia ou pano branco, é causada pelo fungo Malassezia furfur. Apesar de ser um habitante natural da pele, o calor e a oleosidade favorecem esse tipo de fungo e provocam o surgimento de manchas nas regiões das costas, pescoço e rosto. Diferente da maioria das micoses, a pitiríase versicolor não provoca coceira. 

Já a Candida albicans pode alterar as mucosas e causar um tipo de micose conhecido como sapinho. Essa infecção é comum em bebês e produz dolorosas placas brancas. O couro cabeludo é a região menos atingida pela micose entre os adultos, porém apresenta alta incidência em crianças. Os fungos se alimentam da queratina dos cabelos e formam pequenas placas arredondadas, fazendo com que o local sofra com coceira e ardência. 

Principais sintomas

  • Coceira, inflamação ou descamação da pele;
  • Manchas brancas ou em tons de marrom; 
  • Vermelhidão;
  • Rachadura entre os dedos;
  • Unhas deformadas e amareladas.

Como tratar? 

Os ferimentos causados pelas micoses podem facilitar a entrada de outros microorganismos prejudiciais à saúde. Quando não tratadas, infecções simples podem se transformar em outras doenças mais graves. Por isso, ao identificar algum sinal de anormalidade no corpo, procure um médico dermatologista para que seja feito o diagnóstico.

Para o tratamento de micose é comum o uso de medicamentos antifúngicos em formato de cremes, sprays e esmaltes. Em alguns casos, o médico pode receitar remédios via oral. A duração da terapia também varia, podendo durar semanas ou meses, de acordo com a resistência do fungo, por isso requer disciplina e não deve ser descontinuada antes do prazo recomendado. 

Como prevenir

  • Enxugue bem o corpo após o banho de mar, de piscina ou de chuveiro;
  • Não ande descalço em academias e clubes;
  • Não compartilhe roupas, toalhas ou utensílios de uso pessoal;
  • Prefira peças de roupa de algodão, que absorvem melhor o suor; 
  • Evite sapatos abafados ou que favorecem a transpiração dos pés; 
  • Fique atento aos seus animais de estimação, pois eles também podem contrair fungos no couro cabeludo; 
  • Na manicure, observe se os instrumentos estão sendo bem esterilizados ou leve os seus próprios. 

Leia também: Cuidados para se exercitar no verão de forma saudável

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Dicas para preservar a saúde óssea

Você sabe qual é a principal inimiga dos ossos? A osteoporose, uma doença bastante comum, caracterizada pela perda progressiva de massa óssea e que torna os ossos enfraquecidos e mais predispostos a fraturas. Porém, aqui vai uma boa notícia: a osteoporose pode ser prevenida através de três pilares, boa alimentação, atividade física e acompanhamento médico.  […]

Dicas para preservar a saúde óssea

Você sabe qual é a principal inimiga dos ossos? A osteoporose, uma doença bastante comum, caracterizada pela perda progressiva de massa óssea e que torna os ossos enfraquecidos e mais predispostos a fraturas. Porém, aqui vai uma boa notícia: a osteoporose pode ser prevenida através de três pilares, boa alimentação, atividade física e acompanhamento médico. 

Estima-se que a osteoporose seja um problema que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros. No mundo, ela acomete uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos. Todavia, além da osteoporose, o raquitismo em crianças e a osteomalácia em adultos são doenças ósseas comuns, ambas caracterizadas por defeitos da mineralização óssea. 

Quer saber como reduzir os riscos de desenvolver a osteoporose através de hábitos saudáveis ou caso já possua o diagnóstico, de que maneira prevenir fraturas ósseas no futuro? Acompanhe o nosso guia!

Faça atividades físicas

Não é segredo para ninguém o quanto as atividades físicas trazem benefícios ao corpo humano, garantindo saúde e longevidade. Quando falamos em saúde dos ossos, manter o corpo em movimento é um dos fatores que estimulam a densidade mineral óssea. Diversos estudos apontam que a combinação de dieta rica em cálcio e atividades físicas regulares maximiza o pico de massa óssea e, assim, reduz o risco de osteoporose.

A massa muscular também é de extrema importância para a saúde, já que ela exerce uma força de tração nos ossos, capaz de fortalecer o esqueleto. Por isso, quando o corpo humano perde músculo, o estímulo à formação óssea diminui. Com o passar dos anos, é natural que haja uma perda óssea e muscular à medida que envelhecemos. Sendo assim, é recomendado manter uma rotina que envolva exercícios físicos e uma dieta alimentar rica em cálcio, vitamina D e proteínas. Isso se torna ainda mais significativo na fase da menopausa, fim da fase reprodutiva da vida da mulher, e entre idosos. 

Outro fator considerável quando se fala de saúde óssea é o peso corporal. Ao contrário do que se pode imaginar, tanto a perda de peso quanto o excesso podem ser prejudiciais aos ossos, tendo impactos negativos sobre a osteoporose e aumentando o risco de fraturas. Diante disso, é muito importante manter uma alimentação equilibrada, acompanhada preferencialmente por um profissional de nutrição, principalmente em trabalhos de redução de peso, para que sejam preservadas a massa muscular e a saúde óssea.

Cuide da sua alimentação

O cálcio é o principal mineral que atua diretamente na manutenção da saúde óssea, sendo essencial para o nosso organismo. A necessidade de consumo desse mineral varia ao longo da vida, sendo maior entre crianças, adolescentes, gestantes e idosos. As melhores fontes de cálcio, que possuem maior absorção, são os laticínios bovinos. Além dos leites de origem animal e vegetal e os seus derivados, outros alimentos ricos em cálcio são vegetais verde-escuros, feijão, lentilha, milho, salmão, sardinha, entre outros. 

Para homens e mulheres acima dos 30 anos, é recomendado o consumo de 1000 a 1200 mg de cálcio todos os dias. Para atingir esse valor diário, basta consumir de forma habitual os alimentos recomendados ao longo das refeições. No entanto, não basta ingerir o cálcio, ele precisa ser absorvido pelo organismo, e para isso necessita das vitaminas, como a D e K, e as proteínas, que auxiliam nesse processo. 

Além de ajudar na absorção do cálcio, a vitamina D tem um papel valioso para a saúde óssea, uma vez que melhora a qualidade e a resistência dos ossos. Em casos de deficiência grave dessa vitamina, o risco é maior para o desenvolvimento de raquitismo e osteomalácia e aumento da perda óssea na osteoporose. Esse nutriente é encontrado em alguns alimentos, como peixes, óleo de fígado de bacalhau, leite fortificado, carnes bovinas, frango e manteiga. 

Para sintetizar a vitamina D, é indicado tomar sol diariamente, entre cinco e dez minutos, sem protetor solar, em horários de menor incidência de raios UV, como antes das 10 horas da manhã e após as 16h. Já a reposição é feita através de suplementos, sempre com o acompanhamento médico. 

Essencial para a coagulação sanguínea e poderoso regulador da disposição do cálcio na matriz óssea, a vitamina K, quando em falta no organismo, também eleva o risco de osteoporose e de fraturas. As vitaminas K1 e K2, formas naturais desse nutriente, são consideradas protetoras ósseas potenciais e podem ser encontradas em legumes com folhas verde-escuras, oleaginosas e frutas como abacate, kiwi, figo e uva.

Faça check-up médico regularmente 

Realizar consultas médicas e exames de forma regular é a principal maneira de descobrir fatores de riscos para desenvolver doenças ósseas. Além disso, é possível diagnosticar as patologias ainda em seu início, impedindo a evolução e agravamento. Afinal, quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores as chances de sucesso. 

Portanto, aliando a prática de exercícios, alimentação equilibrada e hábitos saudáveis às consultas médicas regulares, a sua saúde óssea sai na frente nos quesitos prevenção e cuidado.

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Automedicação: você conhece os perigos dessa prática?

28 de janeiro de 2022

Remédios para dor, relaxantes musculares e anti-inflamatórios fazem parte da rotina de muitas pessoas. Basta sentir um incômodo, que o medicamento está na mão, pronto para consumo. A automedicação, que é o ato de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica, é um hábito na vida de sete em cada dez brasileiros acima de […]

Automedicação: você conhece os perigos dessa prática?

Remédios para dor, relaxantes musculares e anti-inflamatórios fazem parte da rotina de muitas pessoas. Basta sentir um incômodo, que o medicamento está na mão, pronto para consumo. A automedicação, que é o ato de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica, é um hábito na vida de sete em cada dez brasileiros acima de 18 anos. E embora pareça inofensivo, o uso irrestrito de fármacos pode trazer sérios riscos à saúde.

Ainda de acordo com o levantamento feito pela plataforma Consulta Remédios, os principais medicamentos usados são analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios, todos esses vendidos sem receita. Porém, o que é visto muitas vezes como uma solução rápida para o alívio de algum sintoma, na verdade pode trazer graves problemas. Isso porque o uso de medicamentos de maneira incorreta é capaz levar ao agravamento de uma doença, já que o efeito faz com que determinados sinais sejam camuflados.

Se o remédio utilizado for um antibiótico, as consequências podem ser ainda mais graves, pois o uso indiscriminado desses produtos é capaz de facilitar o aumento da resistência de microorganismos e comprometer a eficácia de tratamentos. Outro fator que requer atenção quando se fala de automedicação, é a combinação inadequada com outras substâncias, que pode anular ou potencializar o efeito do outro medicamento.

A verdade é que todo medicamento possui riscos, os chamados “efeitos colaterais”, e o uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, consequências como reações alérgicas, intoxicação, dependência e até a morte. Por isso, antes de ingerir qualquer medicamento, busque um atendimento médico. Confira algumas das possíveis complicações da automedicação.

Reação alérgica: a utilização de medicamentos sem orientação médica pode causar reações não esperadas no organismo. A depender da gravidade, elas chegam a ser fatais.

 Intoxicação: o uso inadequado de remédios, sem a orientação e indicação sobre a posologia, pode causar uma overdose da substância no organismo, o que leva à intoxicação.

Alívio dos sintomas que mascara o diagnóstico correto: a utilização de remédios para alívio de dores e mal-estar pode esconder a real causa dos sintomas, fazendo com que a doença não seja tratada corretamente e possa se agravar.

Interação medicamentosa: o uso de dois ou mais medicamentos é capaz de anular ou potencializar os efeitos do outro. A situação pede ainda mais atenção quando o paciente utiliza medicação de uso contínuo, o que pode prejudicar o tratamento em curso.

Dependência: algumas substâncias presentes em remédios apresentam maiores chances de vício quando ingeridas em doses incorretas ou por um tempo acima do indicado por um profissional de saúde.

Resistência ao medicamento: a automedicação pode facilitar o aumento da resistência dos microrganismos àquela substância presente no remédio. No caso dos antibióticos, por exemplo, é capaz de prejudicar a eficácia de tratamentos em infecções futuras.

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Hanseníase: o que é, causas, sintomas e tratamentos

25 de janeiro de 2022

O mês de janeiro é dedicado à campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, uma doença ainda vista com muito preconceito e desinformação. Anteriormente conhecida como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma enfermidade infecciosa, contagiosa, que causa lesões nos nervos periféricos e na pele, podendo provocar deformidades ou sérias incapacidades físicas. De […]

Hanseníase: o que é, causas, sintomas e tratamentos

O mês de janeiro é dedicado à campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, uma doença ainda vista com muito preconceito e desinformação. Anteriormente conhecida como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma enfermidade infecciosa, contagiosa, que causa lesões nos nervos periféricos e na pele, podendo provocar deformidades ou sérias incapacidades físicas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30 mil novos casos de hanseníase são registrados anualmente no Brasil, o que coloca o país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás apenas da Índia. E apesar de ter cura, ela ainda é estigmatizada e negligenciada. Conheça mais sobre as causas, os sintomas e tratamentos da hanseníase, patologia considerada uma das mais antigas da humanidade.

Entenda a doença

 A hanseníase é uma doença crônica, infecciosa, causada por uma actinobacteria chamada Mycobacterium leprae. Ela é capaz de afetar qualquer pessoa e se caracteriza pela alteração, diminuição ou perda de sensibilidade térmica, dolorosa, tátil ou força muscular, principalmente em mãos, braços, pernas e olhos, provocada por lesões nos nervos. O paciente com a doença pode apresentar manchas ou não na região do corpo diagnosticada com a falta de sensibilidade.

O período de incubação da hanseníase, que representa desde o momento em que o indivíduo entra em contato com a bactéria até o aparecimento dos sintomas da doença, pode durar, em média, dois a sete anos. Por isso, é considerada uma patologia crônica de evolução lenta. A sua transmissão ocorre por meio das vias aéreas superiores, através das secreções nasais, gotículas da fala, tosse e espirro. Quando em tratamento regular ou após alta, o paciente não é mais capaz de transmitir a doença.

Sintomas da hanseníase

  • Manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, geralmente com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, frio, à dor e ao tato;
  • Caroços na pele;
  • Áreas com diminuição dos pelos;
  • Formigamento, sensação de choque, dores e fisgadas nas extremidades do corpo;
  • Entupimento, ressecamento e sangramento nasal;
  • Olhos secos;
  • Diminuição de força;
  • Inchaço nas mãos e nos pés.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da hanseníase é feito através de uma avaliação dermatológica e neurológica, com o auxílio de exames laboratoriais para a confirmação da doença. A OMS propôs a classificação da patologia em quatro tipos diferentes, de acordo com o grau e quantidade de lesões: indeterminada, borderline ou dimorfa, tuberculóide e virchowiana. Porém, em termos terapêuticos, somente dois tipos são considerados: paucibacilar e multibacilar. As manifestações clínicas da enfermidade estão diretamente relacionadas ao tipo de resposta imunológica do paciente à bactéria.

Ambos os tipos de hanseníase, paucibacilar e multibacilar, são tratados com o uso de antibiótico e outras medicações, variando de duração de acordo com cada caso. O kit de medicamentos para a doença é fornecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde. A hanseníase é uma doença curável, porém pode ser transmitida e deixar sequelas se o diagnóstico demorar muito para ser feito. Por isso, quanto mais cedo for identificada a enfermidade, menos transmissões, complicações e deficiências irão ocorrer.

Após o tratamento, é possível que o paciente, mesmo apresentando a forma mais leve da doença, não recupere totalmente a sensibilidade nos locais das lesões. Em casos mais graves, pode haver sequelas como a perda de força, que impõe limitações físicas. É importante lembrar que parentes e pessoas que fazem parte do convívio do indivíduo infectado devem procurar atendimento médico para serem examinados, já que a bactéria é capaz de permanecer incubada no organismo por anos sem apresentar sinais.

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5 aplicativos que ajudam a cuidar da saúde mental

21 de janeiro de 2022

Os problemas de saúde mental têm se tornado cada vez mais comuns. Esse cenário, que já era preocupante, ganhou um novo sinal de alerta com a pandemia do coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo sofrem de depressão. Dessas, 12 milhões são brasileiras. E […]

5 aplicativos que ajudam a cuidar da saúde mental

Os problemas de saúde mental têm se tornado cada vez mais comuns. Esse cenário, que já era preocupante, ganhou um novo sinal de alerta com a pandemia do coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo sofrem de depressão. Dessas, 12 milhões são brasileiras. E não para por aí. A ansiedade, por exemplo, atinge mais de 260 milhões de indivíduos, sendo o Brasil o país com o maior número de ansiosos: 9,3% da população, também segundo a OMS.

Felizmente, uma pesquisa realizada pelo Instituto IPSOS, em 30 países, mostrou que os brasileiros são os que mais se preocupam com a saúde mental. De acordo com o estudo, 75% da população afirma que pensa com frequência em seu próprio bem-estar mental e oito em cada dez entrevistados acreditam que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física. E para 40% dos entrevistados no Brasil, a saúde mental é um dos maiores problemas sanitários que o país enfrenta na atualidade.

Com a tecnologia a serviço da saúde, as nossas emoções e sentimentos ganham um forte aliado para lidar contra a tristeza, ansiedade, estresse, falta de foco e energia. Assim é o caso dos aplicativos de saúde e bem-estar, tendência em todo o planeta, que proporcionam diversas possibilidades de desacelerar a mente, o corpo e praticar o autocuidado. Então, que tal conhecer cinco aplicativos que ajudam a manter a saúde mental em dia? Acompanhe!

1 – Calm

O Calm oferece exercícios de respiração, músicas tranquilizantes e programas de meditação guiada que ajudam a combater a ansiedade, melhorar a qualidade do sono e auxiliar na concentração. O aplicativo conta ainda com sons de ondas do mar, chuva e fogueira, conteúdos de atenção plena, treinos de alongamento do corpo e uma biblioteca de histórias para dormir. A plataforma é gratuita, mas possui recursos exclusivos na versão paga, e está disponível para iOS e Android.

2 – Cíngulo

Através de sessões de terapia guiada, o Cíngulo busca aliviar crises de ansiedade, diminuir o estresse, melhorar a autoestima, trabalhar o medo e a falta de ânimo. O aplicativo oferece testes de personalidade e monta programas específicos para o usuário, com o objetivo de tratar as questões identificadas. A plataforma está disponível para iOS e Android, nas versões gratuita e paga.

3 – Happify

Projetado com o apoio de cientistas e especialistas em psicologia cognitivo-comportamental, psicologia positiva e mindfulness, o Happify tem como promessa ajudar usuários a viver mais felizes, através de programas simples e interativos, com exercícios práticos, jogos e atividades divertidas que contribuem para liberar o estresse e aumentar o bem-estar emocional. O app oferece uma série personalizada de ferramentas e artigos científicos para atingir as trilhas de crescimento pessoal, atenção plena e meditação, trabalho e dinheiro, relacionamento, saúde, dentre outras. Disponível para iOS e Android, a plataforma é gratuita, mas possui recursos exclusivos na versão paga.

4 – Daylio

O Daylio é um aplicativo que funciona como um diário de emoções, onde o usuário registra seu estado emocional diariamente e o justifica através da escolha de emojis, sem precisar escrever nada. Com isso, a plataforma é capaz de monitorar o humor e fornecer relatórios mensais sobre as variações, ajudando a entender hábitos e ter maior controle sobre atividades sociais, tarefas diárias, saúde, qualidade de sono e alimentação. O aplicativo está disponível para iOS e Android, nas versões gratuita e paga.

5 – Brain.fm

 Música para melhorar o foco, ajudar na concentração, relaxamento e até o sono. Esse é o objetivo do Brain.fm, um app que une a neurociência à inteligência artificial e personaliza uma lista de reprodução de músicas, com modulação rítmica específica, que interagem diretamente com o cérebro, impedindo que o usuário se distraia. A plataforma é paga e está disponível em browser e para iOS e Android.

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Cólicas em recém-nascidos: como identificar e aliviar dores

19 de janeiro de 2022

Choro alto e agudo, extensão e flexão das perninhas, punhos cerrados, face avermelhada. Essa é uma situação que pode deixar muitos pais de recém-nascidos aflitos e assustados, mas não é preciso desespero. As cólicas, que são contrações da musculatura abdominal, são naturais, esperadas nos primeiros meses de vida do bebê e fazem parte do desenvolvimento […]

Cólicas em recém-nascidos: como identificar e aliviar dores

Choro alto e agudo, extensão e flexão das perninhas, punhos cerrados, face avermelhada. Essa é uma situação que pode deixar muitos pais de recém-nascidos aflitos e assustados, mas não é preciso desespero. As cólicas, que são contrações da musculatura abdominal, são naturais, esperadas nos primeiros meses de vida do bebê e fazem parte do desenvolvimento da criança.

O início dos episódios de cólica normalmente acontece entre a sexta e a oitava semana após o nascimento. Não existe uma causa bem estabelecida para o surgimento das dores, mas até onde se sabe está associada a fatores gastrointestinais – o bebê ainda está se acostumando a digerir o leite e a flora intestinal ainda não está formada, por isso é necessária uma adaptação para que o corpo da criança aprenda a lidar com o volume do alimento e com os gases -, biológicos e psicossociais.

As cólicas normalmente permanecem durante os primeiros meses do bebê, podendo uma crise durar minutos ou até mesmo horas. Caso elas persistam por muito mais tempo, a recomendação é que a criança passe por uma avaliação pediátrica, já que muitas crianças podem apresentar refluxo, doenças inflamatórias intestinais ou sensibilidade a algum alimento da dieta da mãe, por exemplo.

Conheça oito sinais básicos de que o bebê está com cólica

  1. Chora sem parar;
  2. Foi alimentado, feita a troca de fralda, não está com frio ou calor e mesmo assim segue chorando;
  3. Se contorce e flexiona as perninhas em direção ao abdômen;
  4. Barriga endurecida;
  5. Solta gases;
  6. Rosto avermelhado;
  7. Mãos com os punhos fechados;
  8. Expressão de dor e sofrimento.

Apesar de não ter como preveni-las, existem diversas formas de aliviar as dores da cólica e trazer mais conforto ao bebê durante esse período. Desde que prescrito pelo pediatra, é possível utilizar medicamentos específicos, como os antiespasmódicos, ou probióticos, que contribuem para a formação da flora intestinal do bebê e costumam diminuir a dor.

É importante que os pais estejam em alerta a alguns sinais associados às crises de cólicas, tais como: febre, sonolência excessiva, vômitos, abdômen distendido, perda de peso, recusa às mamadas. Caso notem algum desses sintomas, procure uma avaliação médica.

Dicas práticas de como aliviar as cólicas do bebê

 Mantenha-se tranquilo para poder acalmar a criança;

  • Dê colo e carinho para o bebê na hora do choro;
  • Deite o bebê de bruços e embale-o nos braços;
  • Coloque a barriguinha do bebê em contato com o seu abdômen;
  • Deixe o ambiente aconchegante e relaxante, à meia luz, sem barulhos ou estímulos ambientais;
  • Dê banho morno no bebê;
  • Esquente um pano ou use uma bolsa térmica quente (tome cuidado para não esquentar demais e nunca encoste a superfície quente direto na pele da criança);
  • Evite amamentar o bebê, pois a sucção estimula as contrações intestinais e pode agravar as dores;
  • Faça massagens circulares em sentido horário no abdômen e ao redor do umbigo;
  • Deite o bebê de costas e flexione as suas perninhas sobre o abdômen.