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Dormir menos do que o necessário: 5 consequências para a sua saúde

27 de agosto de 2025

O sono é um dos pilares da saúde, assim como a boa alimentação e a prática de atividade física. No entanto, muitas pessoas não dormem a quantidade adequada de horas por noite. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um adulto precisa em média de 7 a 9 horas de sono diárias para […]

Dormir menos do que o necessário: 5 consequências para a sua saúde

O sono é um dos pilares da saúde, assim como a boa alimentação e a prática de atividade física. No entanto, muitas pessoas não dormem a quantidade adequada de horas por noite. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um adulto precisa em média de 7 a 9 horas de sono diárias para manter o organismo em equilíbrio. Quando esse tempo não é respeitado, diversos sistemas do corpo podem ser prejudicados.

Confira cinco riscos da privação de sono para a saúde:

1. Queda da imunidade

Dormir pouco compromete o sistema imunológico, deixando o organismo mais vulnerável a infecções como gripes e resfriados. Estudos apontam que pessoas que dormem menos de 6 horas por noite têm maior chance de adoecer em comparação às que dormem o suficiente.

2. Dificuldades de memória e concentração

O sono é essencial para consolidar a memória e manter o bom funcionamento cognitivo. A falta dele pode causar lapsos de memória, dificuldade de concentração e até reduzir a capacidade de aprendizado.

3. Alterações metabólicas e ganho de peso

A privação de sono desequilibra hormônios ligados à fome e à saciedade, como grelina e leptina. Isso aumenta o apetite, favorecendo o consumo excessivo de calorias e, consequentemente, o ganho de peso. Além disso, há maior risco de desenvolver resistência à insulina, um fator associado ao diabetes tipo 2.

4. Risco cardiovascular

Dormir pouco aumenta a pressão arterial e favorece a inflamação nos vasos sanguíneos. Com o tempo, esses fatores elevam o risco de doenças cardíacas, como hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

5. Saúde mental comprometida

A falta de sono está diretamente ligada a alterações de humor, irritabilidade, ansiedade e maior risco de depressão. Dormir bem é fundamental para o equilíbrio emocional e para a regulação de neurotransmissores no cérebro.

 

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Alterações nas unhas podem revelar sinais de problemas de saúde

25 de agosto de 2025

Quando se pensa em exames e diagnósticos, as unhas dificilmente vêm à mente. Porém, esses pequenos detalhes do corpo podem funcionar como verdadeiros sinais de alerta. Alterações na cor, no formato ou na textura podem indicar que algo não vai bem com a saúde e, em muitos casos, servem como pistas importantes para identificar doenças […]

Alterações nas unhas podem revelar sinais de problemas de saúde

Quando se pensa em exames e diagnósticos, as unhas dificilmente vêm à mente. Porém, esses pequenos detalhes do corpo podem funcionar como verdadeiros sinais de alerta. Alterações na cor, no formato ou na textura podem indicar que algo não vai bem com a saúde e, em muitos casos, servem como pistas importantes para identificar doenças de forma precoce.

A unha como espelho do corpo

As unhas são formadas basicamente por queratina e crescem a partir da matriz ungueal, região rica em vasos sanguíneos. Por isso, mudanças no organismo podem refletir diretamente na sua aparência.

Em condições normais, as unhas apresentam uma superfície lisa, coloração clara e base levemente rosada. Quando surgem manchas, deformações ou mudanças de cor, pode haver relação com deficiências nutricionais, alterações hormonais ou até problemas em órgãos internos.

Alterações mais comuns

Alguns sinais costumam chamar mais atenção dos médicos:

  • Unhas amareladas: podem estar associadas a infecções por fungos ou doenças respiratórias.
  • Unhas azuladas: sugerem baixa oxigenação no sangue, geralmente relacionada a problemas pulmonares ou cardíacos.
  • Manchas brancas: em alguns casos indicam deficiência nutricional ou doenças hepáticas.
  • Ondulações e quebras frequentes: podem aparecer em quadros de psoríase, estresse físico ou carências vitamínicas.
  • Unhas grossas e deformadas: muitas vezes ligadas a micoses ou problemas circulatórios.

Importância do olhar atento

Pesquisas científicas reforçam essa relação. Uma revisão publicada no British Journal of Dermatology analisou mais de 7 mil pacientes e concluiu que em cerca de 30% dos casos, alterações nas unhas aparecem antes de outros sintomas de doenças sistêmicas.

Esses dados reforçam a importância de não ignorar mudanças persistentes no aspecto das unhas.

Muitas vezes, alterações ungueais passam despercebidas ou são vistas apenas como questão estética. No entanto, observar esses sinais pode ser um recurso simples para identificar precocemente alterações de saúde.

Ao notar mudanças na cor, formato ou resistência das unhas, é recomendável procurar atendimento médico. Dependendo da avaliação, podem ser solicitados exames laboratoriais ou de imagem para investigar a causa e orientar o tratamento adequado.

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Novos modelos de preservativo chegam ao SUS e podem incentivar uso entre a população

19 de agosto de 2025

O Ministério da Saúde começou a distribuir gratuitamente dois novos modelos de camisinha no Sistema Único de Saúde (SUS): a texturizada e a fina. A iniciativa busca aumentar a adesão ao uso, especialmente entre jovens, e reforçar a prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações […]

Novos modelos de preservativo chegam ao SUS e podem incentivar uso entre a população

O Ministério da Saúde começou a distribuir gratuitamente dois novos modelos de camisinha no Sistema Único de Saúde (SUS): a texturizada e a fina. A iniciativa busca aumentar a adesão ao uso, especialmente entre jovens, e reforçar a prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações não planejadas.

As novas versões, com embalagens modernas e a mesma eficácia dos modelos tradicionais, se somam à camisinha externa, feita de látex, e à interna, produzida em látex ou borracha nitrílica. A previsão é distribuir 400 milhões de unidades em 2025.

A ampliação da variedade integra a estratégia de Prevenção Combinada, que reúne diferentes métodos de proteção, como uso de preservativos, gel lubrificante, profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), diagnóstico e tratamento de ISTs, vacinação e promoção da saúde sexual e reprodutiva.

A medida responde a desafios recentes, como a queda no uso do preservativo e a menor solicitação do insumo por estados e municípios após a pandemia de Covid-19. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE 2019), apenas 22,8% das pessoas com mais de 18 anos disseram usar camisinha em todas as relações sexuais, enquanto 59% relataram não utilizá-la em nenhuma ocasião.

O acesso é gratuito e facilitado: os preservativos podem ser retirados nas Unidades Básicas de Saúde, sem necessidade de apresentação de documentos e sem limite de quantidade.

Saiba mais: como colocar o preservativo corretamente

      1. Verifique a validade e a embalagem

Não use preservativos com prazo vencido ou embalagens danificadas.

      2. Abra com cuidado

Use as mãos, evitando dentes ou objetos que possam rasgar o látex.

      3. Coloque antes de qualquer contato

O preservativo deve ser colocado antes da penetração, para evitar o contato com fluidos corporais.

      4. Posicione corretamente

Com o lado certo voltado para fora, segure a ponta para retirar o ar e desenrole até a base do pênis ereto.

      5. Após a relação

Segure a base ao retirar, evitando vazamentos, e descarte no lixo, nunca no vaso sanitário.

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Aleitamento materno: benefícios que vão muito além da nutrição

18 de agosto de 2025

Agosto é conhecido como Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização e promoção do aleitamento materno. A data reforça a importância dessa prática para a saúde do bebê e da mãe, além de estimular políticas públicas e ações de apoio à amamentação. O nome faz referência à cor dourada, símbolo de padrão ouro de qualidade para […]

Aleitamento materno: benefícios que vão muito além da nutrição

Agosto é conhecido como Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização e promoção do aleitamento materno. A data reforça a importância dessa prática para a saúde do bebê e da mãe, além de estimular políticas públicas e ações de apoio à amamentação. O nome faz referência à cor dourada, símbolo de padrão ouro de qualidade para o alimento oferecido ao recém-nascido.

O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável do bebê, além de anticorpos que fortalecem o sistema imunológico e ajudam na proteção contra infecções e doenças. Também contribui para o desenvolvimento cognitivo e para a criação de um vínculo afetivo único entre mãe e filho.

Para a mãe, o ato de amamentar auxilia na recuperação pós-parto, reduz o risco de hemorragia, contribui para a perda de peso adquirida na gestação e está associado à diminuição das chances de desenvolvimento de câncer de mama e ovário.

Apesar dos benefícios comprovados, muitas mulheres enfrentam dificuldades para amamentar. Entre os desafios mais comuns estão dor, fissuras nos mamilos, baixa produção de leite ou pega incorreta pelo bebê. Nessas situações, é fundamental buscar orientação profissional. Unidades de saúde e bancos de leite humano oferecem acompanhamento especializado e gratuito, ajudando a identificar e solucionar problemas, além de oferecer apoio emocional.

O Agosto Dourado reforça que amamentar é um ato natural, mas que pode exigir aprendizado e suporte. Garantir informação, acolhimento e acesso a profissionais de saúde é essencial para que mais mães consigam oferecer esse alimento único e insubstituível aos seus filhos.

Dicas para facilitar a amamentação

  1. Procure um ambiente calmo: um local tranquilo favorece a concentração e o relaxamento, tanto da mãe quanto do bebê.
  2. Verifique a pega correta: o queixo do bebê deve encostar no seio e a boca cobrir boa parte da aréola, não apenas o mamilo.
  3. Amamente sob livre demanda: ofereça o peito sempre que o bebê demonstrar sinais de fome, sem rigidez de horários.
  4. Hidrate-se bem: a produção de leite depende também de uma boa ingestão de líquidos ao longo do dia.
  5. Busque apoio profissional: em caso de dor, fissuras ou dúvidas, procure uma Unidade de Saúde ou Banco de Leite Humano para orientação.

 

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Coração em alerta: por que controlar o colesterol pode salvar a sua vida

8 de agosto de 2025

No Brasil, o colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no país. Ainda assim, ele segue sendo silencioso e, muitas vezes, negligenciado. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é essencial lembrar que cuidar da saúde cardiovascular vai muito além […]

Coração em alerta: por que controlar o colesterol pode salvar a sua vida

No Brasil, o colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no país. Ainda assim, ele segue sendo silencioso e, muitas vezes, negligenciado. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é essencial lembrar que cuidar da saúde cardiovascular vai muito além de evitar alimentos gordurosos: envolve mudanças de hábitos, informação e acompanhamento médico regular.

O colesterol é um tipo de gordura presente em todas as células do corpo, fundamental para funções como a produção de hormônios e a digestão de alimentos. Ele é dividido entre duas frações principais: o HDL (colesterol “bom”) e o LDL (colesterol “ruim”). O problema ocorre quando os níveis de LDL aumentam e começam a se depositar nas paredes das artérias, formando placas que dificultam ou impedem a passagem do sangue.

Essa obstrução é responsável por quadros como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. E o mais preocupante: o colesterol alto não apresenta sintomas evidentes, o que reforça a importância de exames periódicos para monitorar sua evolução.

De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, mais de 40% da população brasileira adulta tem níveis elevados de colesterol. O número assusta, mas pode ser revertido com atitudes simples no dia a dia.

Como manter o colesterol sob controle?

A base de qualquer prevenção está em uma alimentação equilibrada. Reduzir o consumo de gorduras saturadas, encontradas em carnes vermelhas, embutidos, frituras e produtos industrializados, é um primeiro passo. Substituí-las por fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, castanhas, abacate e peixes ricos em ômega-3, pode ajudar a aumentar o HDL e diminuir o LDL.

Além disso, incluir fibras solúveis na dieta, como as presentes na aveia, na maçã e na cenoura, contribui para a redução da absorção de colesterol no intestino. E vale lembrar: refrigerantes, bebidas alcoólicas e açúcar em excesso também influenciam negativamente nos níveis de colesterol.

A prática regular de atividade física é outro pilar. Caminhadas, corridas leves, natação ou ciclismo, por pelo menos 150 minutos semanais, já apresentam efeitos benéficos para a saúde cardiovascular. O exercício estimula a elevação do colesterol bom (HDL) e favorece o metabolismo como um todo.

Evitar o tabagismo e manter um peso corporal adequado também são atitudes recomendadas. O cigarro, além de lesar as artérias, reduz o HDL e agrava o risco de doenças cardíacas.

Por fim, mesmo quem adota hábitos saudáveis precisa realizar check-ups regulares. O exame de sangue que avalia o perfil lipídico é simples, rápido e essencial para o diagnóstico precoce. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicação para controlar os níveis de colesterol, sempre com prescrição e acompanhamento médico.

Neste 8 de agosto, a mensagem é clara: colesterol controlado é sinônimo de prevenção. Cuidar do coração hoje é garantir mais qualidade de vida amanhã.

 

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Respire fundo: como exercícios de respiração podem aliviar ansiedade e estresse

5 de agosto de 2025

O simples ato de respirar pode ser uma poderosa ferramenta contra a ansiedade e o estresse. Em meio à rotina acelerada, preocupações constantes e estímulos por todos os lados, o corpo e a mente entram em estado de alerta com mais frequência do que o necessário. É nesse cenário que os exercícios de respiração ganham […]

Respire fundo: como exercícios de respiração podem aliviar ansiedade e estresse

O simples ato de respirar pode ser uma poderosa ferramenta contra a ansiedade e o estresse. Em meio à rotina acelerada, preocupações constantes e estímulos por todos os lados, o corpo e a mente entram em estado de alerta com mais frequência do que o necessário. É nesse cenário que os exercícios de respiração ganham protagonismo como uma forma acessível e eficaz de recuperar o equilíbrio.

A respiração está diretamente ligada ao sistema nervoso autônomo, responsável por regular funções involuntárias do corpo, como os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a digestão. Quando estamos ansiosos, a tendência é que a respiração se torne curta e rápida, o que envia ao cérebro sinais de perigo, intensificando os sintomas físicos do estresse, como taquicardia, sudorese, tensão muscular e inquietação.

O caminho inverso também é verdadeiro: ao respirar de forma profunda e controlada, é possível acalmar o organismo, ativar o sistema parassimpático (associado ao relaxamento) e interromper o ciclo de ansiedade. Por isso, técnicas respiratórias têm sido cada vez mais indicadas por médicos, psicólogos e terapeutas como práticas complementares de autocuidado.

Técnicas simples para o dia a dia

Existem diversos tipos de exercícios de respiração, e a maioria pode ser feita em casa, no trabalho ou em qualquer ambiente calmo. Abaixo, estão três técnicas eficazes que ajudam a reduzir os níveis de estresse:

  1. Respiração diafragmática (ou abdominal)

Sente-se ou deite-se confortavelmente. Coloque uma mão sobre o peito e a outra sobre o abdômen. Inspire pelo nariz, direcionando o ar para a barriga (a mão sobre o abdômen deve se mover, enquanto a do peito permanece parada). Expire lentamente pela boca. Faça esse ciclo por 5 a 10 minutos.

  1. Respiração 4-7-8

Inspire silenciosamente pelo nariz contando até 4. Segure a respiração por 7 segundos. Em seguida, expire pela boca lentamente contando até 8. Repita de 4 a 8 vezes. Essa técnica ajuda a reduzir a atividade cerebral e preparar o corpo para o relaxamento.

  1. Respiração alternada pelas narinas (nadi shodhana)

Essa prática da ioga ajuda a equilibrar os hemisférios cerebrais. Use o polegar direito para fechar a narina direita e inspire pela esquerda. Em seguida, feche a narina esquerda com o dedo anelar e expire pela direita. Inspire pela direita, feche-a novamente e expire pela esquerda. Repita o ciclo por alguns minutos.

 

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Câncer de Cabeça e Pescoço: prevenção e diagnóstico são aliados na luta contra a doença

27 de julho de 2025

No dia 27 de julho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data serve como um importante alerta para a população e para os profissionais de saúde sobre uma doença que, embora afete regiões visíveis do corpo, ainda é pouco conhecida por grande parte dos brasileiros. […]

Câncer de Cabeça e Pescoço: prevenção e diagnóstico são aliados na luta contra a doença

No dia 27 de julho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data serve como um importante alerta para a população e para os profissionais de saúde sobre uma doença que, embora afete regiões visíveis do corpo, ainda é pouco conhecida por grande parte dos brasileiros. Mais do que uma lembrança pontual no calendário, esse tipo de câncer exige atenção constante, sobretudo pela sua relação direta com hábitos de vida e pela possibilidade real de cura quando diagnosticado precocemente.

O que é o câncer de cabeça e pescoço?

O termo “câncer de cabeça e pescoço” se refere a um grupo de tumores que acometem diferentes regiões localizadas entre a base do crânio e a clavícula. Isso inclui lábios, cavidade oral (língua, gengiva, céu da boca), faringe, laringe, fossas nasais, seios paranasais e glândulas salivares. Em alguns casos, a doença também pode envolver estruturas como a tireoide e os linfonodos cervicais.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são registrados mais de 40 mil novos casos por ano no Brasil, sendo que a maioria está associada a fatores de risco evitáveis, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

Fatores de risco e sinais de alerta

O tabaco é o principal fator de risco isolado para o desenvolvimento da doença, seguido pelo álcool. Quando associados, esses hábitos aumentam exponencialmente o risco. Além disso, o papilomavírus humano (HPV) tem se destacado como causa crescente de tumores, principalmente na orofaringe, em pessoas mais jovens e que não fumam.

Outros fatores incluem má higiene bucal, exposição prolongada ao sol (no caso de câncer de lábio), dieta pobre em nutrientes e histórico familiar de câncer.

Os sintomas, muitas vezes silenciosos no início, podem incluir:

  • Feridas na boca ou na garganta que não cicatrizam
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade ou dor ao engolir
  • Caroços no pescoço
  • Alterações na voz
  • Sangramentos sem causa aparente

A presença de qualquer desses sinais por mais de 15 dias deve ser investigada por um profissional de saúde.

A importância do diagnóstico precoce

Quando identificado nas fases iniciais, o câncer de cabeça e pescoço apresenta altas taxas de cura e menor impacto funcional e estético para o paciente. Já os diagnósticos tardios costumam exigir tratamentos mais agressivos, com maior risco de sequelas permanentes.

Nesse contexto, o acesso rápido e preciso a exames é decisivo para o sucesso terapêutico. A medicina diagnóstica desempenha um papel central ao possibilitar a detecção precoce da doença e orientar a conduta médica de forma mais segura.

Além disso, a conscientização é essencial: muitas vezes, o primeiro passo para o diagnóstico vem do próprio paciente, ao perceber alterações no corpo e procurar avaliação especializada.

 

 

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Lipedema: a doença silenciosa que afeta milhões de mulheres

24 de julho de 2025

Durante muito tempo confundido com obesidade ou inchaço comum, o lipedema é uma condição crônica e progressiva que afeta principalmente mulheres e ainda é pouco conhecida. Mais do que uma questão estética, trata-se de uma doença que causa dor, desconforto físico e prejuízos à qualidade de vida. Conforme ganha visibilidade na medicina, o lipedema deixa […]

Lipedema: a doença silenciosa que afeta milhões de mulheres

Durante muito tempo confundido com obesidade ou inchaço comum, o lipedema é uma condição crônica e progressiva que afeta principalmente mulheres e ainda é pouco conhecida. Mais do que uma questão estética, trata-se de uma doença que causa dor, desconforto físico e prejuízos à qualidade de vida.

Conforme ganha visibilidade na medicina, o lipedema deixa de ser visto apenas como um problema de aparência para ser reconhecido como uma condição clínica que exige diagnóstico correto e tratamento adequado.

O que é o lipedema?

O lipedema é uma alteração na distribuição da gordura subcutânea, caracterizada pelo acúmulo anormal de tecido adiposo, geralmente de forma simétrica nas pernas, coxas e quadris, e, em alguns casos, também nos braços. A doença costuma se manifestar com dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, inchaço e tendência a hematomas espontâneos.

Diferente da obesidade, o lipedema não responde de maneira significativa a dietas ou exercícios físicos, o que pode gerar frustração e atraso no diagnóstico. Além disso, pode ser confundido com o linfedema, embora as duas condições tenham causas e características distintas.

Quem pode desenvolver lipedema?

O lipedema afeta quase exclusivamente mulheres. Um estudo publicado no Journal of Plastic Surgery and Hand Surgery estima que cerca de 11% das mulheres em todo o mundo possam ter a condição, embora muitos casos ainda não sejam diagnosticados formalmente.

A doença costuma se manifestar ou se agravar em períodos de alteração hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa. Há também indícios de componente genético, com histórico familiar presente em muitos casos.

Principais sintomas

Entre os sinais mais comuns de lipedema, destacam-se:

  • Acúmulo simétrico de gordura nas pernas e/ou braços, poupando mãos e pés
  • Dor ou sensibilidade exagerada nas áreas afetadas
  • Inchaço que aumenta ao longo do dia
  • Hematomas frequentes sem traumas aparentes
  • Dificuldade para perder gordura localizada, mesmo com mudanças no estilo de vida
  • Progressiva limitação da mobilidade, em estágios mais avançados

Em muitos casos, o lipedema também está associado a sintomas emocionais, como baixa autoestima, ansiedade e frustração, especialmente quando há demora no diagnóstico ou estigmatização do corpo da paciente.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do lipedema é, sobretudo, clínico, baseado na avaliação médica dos sintomas, histórico familiar e exame físico. Porém, como a doença pode se confundir com outras condições, exames de imagem são frequentemente utilizados para auxiliar no diagnóstico diferencial.

Entre os exames mais utilizados estão a ultrassonografia com doppler, que permite avaliar a integridade dos vasos sanguíneos e linfáticos, e a ressonância magnética, que ajuda a visualizar o tipo de tecido adiposo presente. Esses exames são importantes, sobretudo, para afastar condições como linfedema, insuficiência venosa crônica ou lipohipertrofia.

Existe tratamento?

Embora o lipedema ainda não tenha cura, há diversos recursos terapêuticos que podem melhorar os sintomas e a qualidade de vida das pacientes. O tratamento costuma ser multidisciplinar, envolvendo:

  • Uso de meias compressivas
  • Drenagem linfática manual
  • Terapia física (como exercícios específicos de baixo impacto)
  • Cuidados nutricionais
  • Apoio psicológico
  • E, em casos selecionados, lipoaspiração especializada, voltada para a retirada do tecido adiposo doente sem comprometer vasos linfáticos

A cirurgia não é indicada para todos os casos e deve ser cuidadosamente avaliada por especialistas experientes. O objetivo do tratamento é sempre reduzir a dor, melhorar a mobilidade, controlar o avanço da doença e recuperar o bem-estar da paciente.

 

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Raiva e saúde mental: o que seu corpo está tentando te dizer?

15 de julho de 2025

Sentir raiva é humano. Essa emoção faz parte do nosso repertório desde sempre, e tem um papel evolutivo importante: defender, proteger, reagir diante de ameaças. No entanto, quando a raiva se torna constante, explosiva ou desproporcional, ela pode ser um sinal de que algo não vai bem, principalmente quando falamos em saúde mental. A raiva, […]

Raiva e saúde mental: o que seu corpo está tentando te dizer?

Sentir raiva é humano. Essa emoção faz parte do nosso repertório desde sempre, e tem um papel evolutivo importante: defender, proteger, reagir diante de ameaças. No entanto, quando a raiva se torna constante, explosiva ou desproporcional, ela pode ser um sinal de que algo não vai bem, principalmente quando falamos em saúde mental.

A raiva, quando não compreendida ou canalizada de forma saudável, pode ser um sintoma de estresse crônico, ansiedade, depressão e até transtornos de personalidade. Por isso, mais do que controlar, é preciso entender o que ela está querendo comunicar.

A raiva como sintoma, não vilã

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos mentais já afetam mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, e muitas delas relatam episódios de irritabilidade intensa ou raiva descontrolada como um dos sintomas. Isso acontece porque a raiva pode ser a “ponta do iceberg” de sentimentos mais profundos como frustração, medo, exaustão ou sentimento de impotência.

Em alguns casos, a raiva pode surgir como mecanismo de defesa para esconder outras emoções que são mais difíceis de lidar, como tristeza ou vergonha. Ela funciona, portanto, como um alarme interno. Ignorar esse alarme pode levar a comportamentos impulsivos, dificuldade de relacionamento e prejuízos emocionais.

O impacto no corpo e no cérebro

A raiva ativa o sistema de resposta ao estresse, liberando adrenalina e cortisol, acelerando os batimentos cardíacos e elevando a pressão arterial. Quando esses picos acontecem com frequência, o corpo começa a sofrer: problemas cardiovasculares, insônia, dores de cabeça e até distúrbios digestivos são comuns em pessoas que vivem em constante estado de irritação.

Além disso, o cérebro também sente os efeitos. Estudos mostram que altos níveis de raiva estão associados a alterações em regiões como a amígdala (ligada à emoção) e o córtex pré-frontal (relacionado ao autocontrole e tomada de decisões).

O que fazer quando a raiva não passa

É importante buscar ajuda quando a raiva deixa de ser pontual e começa a interferir nas relações, no trabalho ou na forma como a pessoa se enxerga. Terapias como a cognitivo-comportamental ajudam a identificar gatilhos, entender padrões de pensamento e desenvolver estratégias para lidar com a emoção de forma mais equilibrada.

Além disso, práticas como a meditação, o exercício físico regular, a respiração consciente e o sono de qualidade podem ajudar a reduzir a intensidade das reações impulsivas.

Se a raiva tem feito parte da sua rotina de forma intensa ou constante, isso pode ser um sinal importante de que sua saúde mental precisa de atenção. Ouvir o que o corpo e as emoções estão tentando dizer é um ato de cuidado, e o primeiro passo para viver com mais equilíbrio.

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5 motivos para começar a limpar a língua hoje mesmo

14 de julho de 2025

Você escova os dentes, passa fio dental e visita o dentista com frequência. Mas e a sua língua, você lembra de cuidar dela? A limpeza da língua ainda é negligenciada por grande parte da população, mesmo sendo uma etapa essencial da higiene bucal. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), mais de 90% dos casos […]

5 motivos para começar a limpar a língua hoje mesmo

Você escova os dentes, passa fio dental e visita o dentista com frequência. Mas e a sua língua, você lembra de cuidar dela? A limpeza da língua ainda é negligenciada por grande parte da população, mesmo sendo uma etapa essencial da higiene bucal. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), mais de 90% dos casos de mau hálito têm origem bucal, sendo que cerca de 40% estão diretamente relacionados à saburra lingual, aquela camada esbranquiçada que se forma na superfície da língua.

A seguir, listamos 5 motivos para incluir o uso do limpador de língua na sua rotina agora mesmo e colher os benefícios rapidamente.

  1. Redução do mau hálito

A halitose é uma das principais queixas nos consultórios odontológicos e, na maioria dos casos, está ligada ao acúmulo de resíduos e bactérias na língua. O limpador de língua, também conhecido como raspador, é mais eficaz do que a escova dental comum na remoção dessa saburra. Usar o limpador diariamente ajuda a controlar o odor e promove uma sensação de frescor duradoura.

  1. Prevenção de doenças bucais

A língua é um ambiente ideal para a proliferação de bactérias. Se não for limpa corretamente, essas bactérias podem migrar para outras regiões da boca, contribuindo para o desenvolvimento de cáries, gengivite e periodontite. Um estudo publicado no Journal of Periodontology mostrou que a higienização da língua reduz significativamente a carga bacteriana presente na saliva.

  1. Melhora no paladar

Com o acúmulo de resíduos sobre as papilas gustativas, o paladar pode ficar prejudicado. Remover essa camada com um limpador de língua contribui para uma melhor percepção dos sabores, algo que pode parecer pequeno, mas impacta diretamente na sua experiência com a alimentação.

  1. Auxílio à digestão

A digestão começa na boca. Quando você mastiga, a saliva, que já contém enzimas digestivas, é liberada. Ter uma língua limpa contribui para o equilíbrio da flora bucal e melhora a qualidade da saliva produzida, o que favorece o processo digestivo desde o início.

  1. Hábito rápido e acessível

Não é preciso gastar muito tempo nem dinheiro para cuidar bem da língua. Os limpadores de língua são acessíveis, reutilizáveis e fáceis de usar. Em menos de 30 segundos por dia, você adiciona uma camada importante de proteção à sua saúde bucal como um todo.