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Burnout x boreout: você sabe a diferença?

18 de julho de 2022

A síndrome de burnout tornou-se bastante conhecida nos últimos anos, especialmente durante a pandemia de Covid-19. O que muitas pessoas não sabem é que há um outro problema que vem se tornando cada vez mais comum no ambiente de trabalho: a síndrome de boreout. Entender qual a diferença entre burnout e boreout é essencial para […]

Burnout x boreout: você sabe a diferença?

A síndrome de burnout tornou-se bastante conhecida nos últimos anos, especialmente durante a pandemia de Covid-19. O que muitas pessoas não sabem é que há um outro problema que vem se tornando cada vez mais comum no ambiente de trabalho: a síndrome de boreout. Entender qual a diferença entre burnout e boreout é essencial para a construção de locais de trabalho mais saudáveis e conscientes.

Com a instabilidade no mercado de trabalho e as mudanças provocadas pelo home office durante a pandemia, os casos de burnout cresceram bastante. De acordo com pesquisa de uma empresa de recursos humanos, 38% dos profissionais entrevistados relataram ter sofrido com sintomas da síndrome ao longo de 2021.

Mas a síndrome de boreout também vem se tornando cada vez mais comum no contexto laboral, e trabalhadores, profissionais de RH e psicólogos precisam ficar cada vez mais atentos a esses distúrbios. Saiba qual a diferença entre burnout e boreout.

Síndrome de burnout

A síndrome de burnout é um distúrbio emocional provocado por um contexto de trabalho estressante e exaustivo. O excesso de tarefas, prazos e metas inalcançáveis e chefes abusivos contribuem para um ambiente e uma cultura de trabalho tóxicos que, assim, sobrecarregam o trabalhador.

Os sintomas da síndrome de burnout incluem:

  • Cansaço físico e mental;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Dores de cabeça;
  • Sensação de impotência e insuficiência;
  • Alterações de humor;
  • Mudanças no apetite.

A ideia comumente difundida de que é comum se sentir pressionado e estressado no trabalho – e de que isso é, inclusive, característica de bons profissionais – agrava o problema. Muitos trabalhadores têm a vida seriamente afetada pelo burnout e deixam até de realizar atividades antes consideradas prazerosas em seu dia a dia, tamanho o esgotamento físico e psicológico provocado pela síndrome.

A síndrome de boreout

Menos conhecida, a síndrome de boreout situa-se no extremo oposto do burnout. Nesse caso, o profissional sente-se extremamente entediado e desestimulado pelas tarefas exercidas no trabalho, o que pode ocorrer pela falta de identificação com a profissão ou devido à escassez de atividades.

O nome da síndrome vem do inglês “boring”, que se refere a algo ou alguém entediante. A falta de estímulo e de reconhecimento podem levar ao aparecimento do boreout, cujos sintomas incluem:

  • Estresse;
  • Falta de motivação;
  • Depressão;
  • Esgotamento psicológico.

Quando procurar ajuda profissional

Muitos sintomas são comuns às síndromes de burnout e boreout, por isso é importante procurar ajuda de um psicólogo caso desenvolva algum deles no ambiente de trabalho. Picos momentâneos de adrenalina e estresse relacionados ao trabalho são comuns, mas no caso do burnout e boreout eles são persistentes e tendem a aumentar com o tempo.

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Check-up ocular: o que é e quando fazer

13 de julho de 2022

Muitas pessoas costumam fazer uma bateria anual de exames para verificar como está o estado geral da sua saúde. Mas os olhos são comumente negligenciados nesses exames de rotina, e os pacientes só procuram atendimento médico quando começam a sentir algum desconforto visual, o que pode levar ao desenvolvimento e agravamento de doenças e distúrbios. […]

Check-up ocular: o que é e quando fazer

Muitas pessoas costumam fazer uma bateria anual de exames para verificar como está o estado geral da sua saúde. Mas os olhos são comumente negligenciados nesses exames de rotina, e os pacientes só procuram atendimento médico quando começam a sentir algum desconforto visual, o que pode levar ao desenvolvimento e agravamento de doenças e distúrbios. Por isso, é importante fazer sempre um check-up ocular.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 35 milhões de brasileiros sofrem com algum problema ocular. Apesar desse número, a quantidade de pessoas que nunca foram a um oftalmologista também é alta: 34% dos brasileiros, de acordo com pesquisa do Ibope.

Realizar um check-up anual para checar a saúde dos olhos é essencial. Além de identificar condições e problemas na visão, o check-up ocular pode também fornecer indicações de doenças em outras regiões do corpo, como tumores, hipertensão e colesterol alto.

Durante o check-up, o oftalmologista realizará exames como fundo de olho e aferição da pressão ocular – exame conhecido como tonometria -, analisando a capacidade visual do paciente e identificando possíveis desvios e infecções.

Além disso, também são realizados os testes de acuidade visual (um exemplo é o famoso exame em que o paciente identifica as letras projetadas a certa distância), com o objetivo de identificar erros refrativos comuns como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

Quando fazer o check-up

Desde a infância, os pais devem ficar atentos a qualquer sinal ou reclamação da criança que possa indicar algum problema de visão. O primeiro exame de vista, chamado de teste do olhinho, é realizado logo após o nascimento e tem a capacidade de detectar doenças como a catarata e o glaucoma congênitos.

Após esse período, o ideal é que os exames sejam realizados uma vez por ano. Esse cuidado deve ser redobrado no momento em que as crianças entram em idade escolar, pois muitos dos erros refrativos costumam surgir nessa época com o esforço visual feito durante os estudos e o aumento do uso de aparelhos eletrônicos, que podem ser prejudiciais à visão se não forem utilizados moderadamente.

Os check-ups devem ser mantidos durante a idade adulta. Após os 40 anos, o paciente fica mais suscetível à presbiopia ou “vista cansada”, condição natural ao envelhecimento dos olhos, em que há uma dificuldade progressiva de focar em objetos próximos. Com um diagnóstico rápido e fácil, a presbiopia pode ser corrigida com a utilização de lentes.

Após os 50 anos, tornam-se mais comuns doenças como a catarata – principal causa de cegueira no mundo – e glaucoma.

Dicas para cuidar da saúde dos seus olhos

Além de manter os exames oftalmológicos em dia, algumas dicas podem ser seguidas para cuidar da saúde dos seus olhos:

  • Tenha uma alimentação saudável – as vitaminas do complexo B são especialmente benéficas para a visão – e pratique atividades físicas;
  • Proteja seus olhos do sol, usando óculos escuros quando precisar se expor à luz solar;
  • Conheça o histórico da sua família: muitas doenças oculares têm caráter hereditário;
  • Use aparelhos eletrônicos com moderação: quando ficamos muito tempo na frente do celular ou computador, tendemos a abrir mais os olhos e piscar menos, o que pode provocar uma redução da lubrificação natural dos olhos. Procure fazer pausas a cada 20 ou 30 minutos de uso e ajuste o brilho da tela para evitar o excesso de claridade;

Evite o uso de colírios sem indicação médica.

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Dia Mundial da Alergia: veja como se prevenir das alergias de inverno

8 de julho de 2022

O dia 8 de julho marca o Dia Mundial da Alergia, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre essa condição, uma das doenças mais frequentes do mundo e que, em casos graves, pode levar à morte. Saiba como se prevenir das alergias de inverno, época do ano em que […]

Dia Mundial da Alergia: veja como se prevenir das alergias de inverno

O dia 8 de julho marca o Dia Mundial da Alergia, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre essa condição, uma das doenças mais frequentes do mundo e que, em casos graves, pode levar à morte. Saiba como se prevenir das alergias de inverno, época do ano em que elas costumam aumentar em frequência e intensidade.

A alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico a alguma substância. Os mecanismos de defesa do sistema imunológico são normalmente ativados quando o corpo entra em contato com algum agente patológico, como vírus e bactérias.

Nas alergias, esses mecanismos são ativados também por substâncias inofensivas, como alguns alimentos, medicamentos ou até mesmo poeira.

Durante o inverno, as alergias relacionadas a problemas respiratórios se tornam mais comuns, devido a fatores como queda da umidade e diminuição brusca das temperaturas. Dentre elas, se destacam a asma (também conhecida como bronquite alérgica) e rinite alérgicas, que podem provocar sintomas como espirros, coriza, falta de ar, tosse, dores de cabeça e chiados no peito.

Além das alergias respiratórias, o inverno pode provocar também alergias de pele, como a dermatite atópica e a urticária do frio. Pacientes com urticária apresentam erupções avermelhadas na pele, coceira, dor nas extremidades dos pés e mãos e, em casos mais graves, inchaço.

Algumas medidas podem ser adotadas para evitar o aparecimento ou amenizar os sintomas das alergias de inverno. Saiba como se prevenir:

  • A medida mais básica a tomar é evitar ao máximo a exposição ao frio e o contato com substâncias frias. Assim, durante o inverno não é recomendada a prática de atividades como natação e banhos de piscina ou mar. Em casa, o ideal é evitar os banhos com água gelada;
  • Ao sair de casa, mantenha o corpo aquecido usando roupas apropriadas para o período de inverno. Agasalhos, casacos, luvas e gorros podem ajudar a evitar o aparecimento de reações alérgicas por causa das baixas temperaturas;
  • É comum que, no período de inverno, as casas fiquem fechadas para evitar a chuva ou as baixas temperaturas. Isso pode levar ao acúmulo de poeira e ao aparecimento de mofo e bolor. Os próprios fungos podem provocar reações alérgicas; além disso, eles são alimentos para os ácaros, um dos maiores responsáveis pelas alergias. É importante, assim, manter os ambientes limpos e ventilados durante o inverno e higienizar com frequência roupas de cama, sofás, tapetes e cortinas;

Medicamentos anti-histamínicos, popularmente conhecidos como antialérgicos, ajudam a amenizar as reações alérgicas provocadas pelo frio. A utilização desses medicamentos deve, como sempre, ser feita mediante a recomendação de um médico.

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Nova vacina contra herpes-zóster chega ao Brasil: quem pode tomar?

7 de julho de 2022

Muitas pessoas tiveram catapora durante a infância ou foram vacinadas contra a doença. Mas nem todo mundo sabe que o vírus que provoca a catapora, o varicela-zoster, permanece no corpo da pessoa infectada e pode gerar uma outra condição anos mais tarde, chamada de herpes-zoster. A boa notícia é que o Brasil acaba de receber […]

Nova vacina contra herpes-zóster chega ao Brasil: quem pode tomar?

Muitas pessoas tiveram catapora durante a infância ou foram vacinadas contra a doença. Mas nem todo mundo sabe que o vírus que provoca a catapora, o varicela-zoster, permanece no corpo da pessoa infectada e pode gerar uma outra condição anos mais tarde, chamada de herpes-zoster. A boa notícia é que o Brasil acaba de receber uma nova vacina contra o herpes-zoster.

A vacina é chamada de Shingrix, do laboratório GSK, e é aplicada em duas doses. O público-alvo é composto por pessoas acima de 50 anos e imunossuprimidos.

O imunizante chega em um momento importante, considerando que, de acordo com um estudo baseado em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), os casos de herpes-zoster cresceram 35% durante a pandemia de Covid-19.

Os pesquisadores suspeitam que o aumento do estresse e ansiedade durante a pandemia seja responsável por uma queda na imunidade dos pacientes, o que favorece o aparecimento da doença.

O que é o herpes-zoster?

A maior parte das pessoas tem contato com o varicela-zoster na infância – algumas desenvolvem a catapora, outras não. Depois desse primeiro contato, o vírus pode permanecer por anos no organismo sem se manifestar.

Em casos de baixa imunidade provocada por uma outra doença ou pela idade, ele é reativado, provocando o herpes-zoster, condição popularmente conhecida como “cobreiro”.

Os principais sintomas incluem o aparecimento de vesículas e bolhas dolorosas nas partes do corpo onde o vírus estava situado. Os locais mais comuns de surgimento das lesões são o tronco, abdômen e a face.

Muito raramente, o vírus pode provocar a síndrome de Ramsay-Hunt, uma inflamação em um nervo da face que leva à paralisia dos músculos do rosto.

Nova vacina contra o herpes-zoster: quem pode tomar?

 O Brasil já possuía uma vacina de dose única contra herpes-zoster, o imunizante Zostavax, do laboratório MSD, disponível para pessoas acima de 50 anos. A nova vacina, por ser feita com pedaços do vírus, é indicada também para imunossuprimidos e tem um grau de efetividade de 90%.

O grupo de pessoas imunossuprimidas – que inclui pessoas vivendo com HIV, pacientes em tratamento oncológico ou que passaram por transplantes -, caso não esteja vacinado, é mais propenso a desenvolver dor crônica e problemas nos pulmões e no cérebro após a infecção por herpes-zoster, o que justifica a importância da vacinação contra a doença.

O imunizante Zostavax, assim, é recomendado para pessoas acima de 50 anos. Já Shingrix pode ser aplicada nesse público e em pessoas imunossuprimidas com idade superior a 18 anos.

Ambos os imunizantes só podem ser adquiridos na rede privada de saúde.

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Exercício físico na gestação traz benefícios para a mãe e o bebê

1 de julho de 2022

É sabido que a prática regular de exercícios físicos é um hábito saudável para a população em geral, inclusive para as mulheres grávidas. O que você talvez não saiba é que a realização de exercícios durante a gravidez é benéfica não apenas para a futura mamãe, mas também para o bebê. A prática regular de […]

Exercício físico na gestação traz benefícios para a mãe e o bebê

É sabido que a prática regular de exercícios físicos é um hábito saudável para a população em geral, inclusive para as mulheres grávidas. O que você talvez não saiba é que a realização de exercícios durante a gravidez é benéfica não apenas para a futura mamãe, mas também para o bebê.

A prática regular de atividades físicas durante a gravidez deve ser conversada com o obstetra. Se não houver qualquer problema ao longo da gestação, os exercícios são altamente recomendados e ajudam a evitar problemas de saúde graves, como pressão alta e a diabetes gestacional.

No Brasil, a prevalência de diabetes mellitus gestacional (DMG) é, de acordo com o Ministério da Saúde, de 7,6% – número considerado alto. Além disso, cerca de 20% das mulheres no país são consideradas obesas, o que aumenta as chances de desenvolverem uma gravidez de risco.

Os exercícios físicos são, assim, importantes aliados para uma gravidez saudável e tranquila. Atividades como caminhada, ioga, natação, hidroginástica e pilates estão entre as mais recomendadas para as mamães. A musculação também pode ser praticada, mas é preciso ter cuidado para não exagerar nos pesos.

Dentre os principais benefícios que a atividade física traz para a mãe, estão:

  • Diminuição das dores musculares provocadas pela barriga;
  • Melhora da respiração;
  • Redução do inchaço provocado pela retenção de líquidos;
  • Redução do risco de pré-eclâmpsia (hipertensão);
  • Diminuição do estresse e tensão;
  • Controle do índice glicêmico;
  • Evita a obesidade durante a gestação.

Atividade física traz benefícios para o bebê

A prática regular de exercícios não faz bem apenas à saúde da mãe. Por estimular a circulação sanguínea, os exercícios melhoram o transporte de nutrientes e oxigênio do organismo materno para o bebê, que se dá por meio da placenta e do cordão umbilical. A melhor oxigenação do cérebro pode trazer, inclusive, benefícios cognitivos, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Montreal, no Canadá.

Por sua vez, um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que uma substância produzida pela placenta após a prática de exercícios tem efeitos positivos sobre a saúde da criança, reduzindo as chances dela desenvolver diabetes no futuro.

Além disso, as endorfinas, hormônios ligados ao bem-estar liberados durante a atividade física, também podem atravessar a barreira placentária e chegar até o bebê.

São vários, portanto, os benefícios advindos da prática de exercícios, tanto para a mãe quanto para o bebê. Antes de suar a camisa,  é importante conversar com seu obstetra sobre a modalidade que melhor se adequa ao seu corpo, gosto e necessidades. Assim, você e seu filho podem se beneficiar das atividades físicas com tranquilidade e segurança.

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Saiba como diminuir o consumo de açúcar

30 de junho de 2022

O cafezinho pela manhã, um docinho após o almoço, no suco para refrescar: são muitas as situações em que o açúcar, um dos ingredientes mais comuns na cozinha dos brasileiros, é utilizado em nosso dia a dia. Por isso é tão importante saber como diminuir o consumo de açúcar. A substância está presente em muitos […]

Saiba como diminuir o consumo de açúcar

O cafezinho pela manhã, um docinho após o almoço, no suco para refrescar: são muitas as situações em que o açúcar, um dos ingredientes mais comuns na cozinha dos brasileiros, é utilizado em nosso dia a dia. Por isso é tão importante saber como diminuir o consumo de açúcar.

A substância está presente em muitos alimentos que consumimos com frequência – especialmente nos industrializados, como biscoitos, bolos e refrigerantes. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a quantidade diária de açúcar recomendada é de, no máximo, 25 gramas por dia. Em comparação, apenas uma latinha de refrigerante de 350ml possui, em média, 38 gramas de açúcar.

Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro consome uma média de 80 gramas de açúcar por dia, colocando o país na quarta posição entre os maiores consumidores do mundo.

Esse excesso de açúcar na nossa alimentação provoca uma série de doenças e malefícios para a saúde. E o consumo exagerado acaba formando um ciclo vicioso: o açúcar estimula a produção de um hormônio chamado dopamina, responsável pelas sensações de prazer e bem-estar. Assim, aos poucos, o organismo vai se tornando “viciado” e exigindo um consumo cada vez maior.

É verdade que nem todo açúcar é prejudicial: frutas e verduras, por exemplo, também possuem a substância, que é essencial para o fornecimento de energia para o corpo. Mas a maior parte do açúcar presente em nossa comida é do tipo branco, que é altamente processado e mais prejudicial à saúde.

Dentre as doenças que podem ser provocadas pela ingestão excessiva de açúcar, estão:

  • Obesidade: segundo o Ministério da Saúde, a obesidade cresceu 72% no país entre 2006 e 2019, atingindo 20,9% da população;
  • Diabetes;
  • Cáries;
  • Colesterol alto;
  • Câncer;
  • Gastrite;
  • Pressão alta.

Apesar de parecer difícil se livrar do açúcar em nossos hábitos alimentares, é possível reeducar o paladar e começar a adoçar menos os alimentos e bebidas, além de substituir preparos ultraprocessados por opções mais saudáveis e naturais.

Veja algumas dicas para diminuir a utilização de açúcar no seu dia a dia:

  • Corte aos poucos: uma restrição imediata do consumo de açúcar pode levar a uma espécie de “abstinência”, o que pode aumentar a vontade de comer doces e provocar hábitos como a compulsão alimentar. Assim, o ideal é cortar o açúcar aos poucos: em vez de três colheres no cafezinho, comece colocando apenas duas;
  • Aumente o consumo de frutas: as frutas possuem seu próprio açúcar, denominado frutose. Embora ele também deva ser evitado em excesso, a frutose é muito mais saudável que o açúcar refinado dos alimentos industrializados; além disso, as frutas possuem outras substâncias benéficas à saúde, como fibras e vitaminas;
  • Cuidado com as bebidas: sucos, refrigerantes e refrescos muitas vezes possuem quantidades muito altas de açúcares, então é preciso ter cuidado ao consumi-los. Sucos naturais devem ser adoçados com cautela, e evite refrigerantes e outras bebidas industrializadas;
  • Substitua o açúcar por outros adoçantes: o mel, quando usado com parcimônia, é uma boa opção para adoçar alimentos. Adoçantes industrializados, embora sejam úteis para pessoas com diabetes, devem ser utilizados com bastante moderação, pois podem induzir o cérebro a exigir comidas mais doces até estarmos satisfeitos;
  • Preste atenção aos rótulos: em alimentos industrializados, o açúcar frequentemente vem mascarado sob outros nomes, como xarope de milho, sacarose, maltodextrina e glicose;
  • Consuma com sabedoria: doces e refrigerantes são frequentemente utilizados como válvulas de escape em nosso dia a dia. O recomendado é consumir açúcar junto a outros alimentos, para aumentar a sensação de saciedade e de fato aproveitar os momentos em que resolver comer um docinho ou apreciar um café adoçado: o consumo irrefletido corre o risco de se tornar, com o tempo, mecânico e compulsivo.
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Os perigos dos cigarros eletrônicos e vaporizadores

24 de junho de 2022

Os cigarros eletrônicos, vaporizadores ou vapes são itens cada vez mais populares entre os jovens. De acordo com pesquisa realizada pela associação civil Umane, cerca de 20% dos jovens entre 18 e 24 anos no Brasil – ou seja, uma em cada cinco pessoas – utilizam os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), como são conhecidos […]

Os perigos dos cigarros eletrônicos e vaporizadores

Os cigarros eletrônicos, vaporizadores ou vapes são itens cada vez mais populares entre os jovens. De acordo com pesquisa realizada pela associação civil Umane, cerca de 20% dos jovens entre 18 e 24 anos no Brasil – ou seja, uma em cada cinco pessoas – utilizam os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), como são conhecidos esse tipo de equipamento.

Apesar da alta popularidade entre a população mais jovem, a utilização de cigarros eletrônicos vaporizadores vem crescendo em todas as faixas etárias. Muitas pessoas são atraídas pelos diferentes sabores e aromas e pela crença de que esses dispositivos seriam menos prejudiciais para a saúde em relação ao cigarro tradicional. Tanto que, inicialmente, eles foram publicizados como uma alternativa para quem queria parar de fumar.

Assim, os vapes e cigarros eletrônicos foram atingindo um grande público, desde adolescentes que veem nos dispositivos um instrumento de socialização até pessoas que fumam há muitos anos e acreditam que estão adotando hábitos mais saudáveis ao trocar o tabaco por um cigarro eletrônico.

O problema é que, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os DEFs não são inofensivos, possuem diversas substâncias tóxicas além da nicotina e podem provocar doenças graves e incapacitantes.

Desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a venda, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil. Apesar disso, os dispositivos continuam a ser comercializados no país.

Perigo à saúde

Ao contrário do cigarro comum, os dispositivos eletrônicos não precisam de combustão para funcionar. Os cigarros eletrônicos produzem um vapor ou aerossol contendo nicotina e substâncias como o propilenoglicol, formaldeído e a glicerina vegetal, que, quando submetidas a altas temperaturas, formam diversas outras substâncias tóxicas e cancerígenas. Já os vaporizadores aquecem o tabaco picado ou outras ervas secas.

Os aromatizantes utilizados nesses dispositivos também podem ser prejudiciais à saúde, provocando doenças como enfisema pulmonar, dermatites, problemas cardiovasculares e câncer.

Além disso, muitos dispositivos eletrônicos possuem quantidades de nicotina superiores ao cigarro normal, o que aumenta o risco de dependência já a partir do primeiro uso.

Uma das condições mais graves associadas ao uso de vaporizadores é a EVALI, sigla em inglês para designar uma série de doenças pulmonares provocadas pela utilização de cigarro eletrônico ou vaporizador.

Pessoas acometidas pela EVALI podem apresentar sintomas como tosse, falta de ar, febre, palpitações, dor no peito, náusea e vômito, diarreia e fadiga. Os sintomas se desenvolvem ao longo de dias ou semanas e não costumam responder à terapia com antibióticos. Em casos graves, os pacientes podem desenvolver pneumonia e insuficiência respiratória.

O tratamento geralmente é longo e requer internação com a utilização de oxigênio e medicamentos como corticoides, que ajudam a reduzir a inflamação.

De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), desde 2019 vem se verificando um aumento de casos da condição entre jovens.

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Saiba o que fazer em caso de queimaduras

22 de junho de 2022

Durante as festas juninas, cresce o número de pessoas – especialmente crianças – que dão entrada nos atendimentos de urgência e emergência com queimaduras. Por isso, é importante que pais e responsáveis saibam o que fazer em caso de queimaduras provocadas por fogueiras, rojões e fogos de artifício. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), […]

Saiba o que fazer em caso de queimaduras

Durante as festas juninas, cresce o número de pessoas – especialmente crianças – que dão entrada nos atendimentos de urgência e emergência com queimaduras. Por isso, é importante que pais e responsáveis saibam o que fazer em caso de queimaduras provocadas por fogueiras, rojões e fogos de artifício.

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), em média 500 pessoas são internadas anualmente, em todo o país, por causa do manejo inadequado de fogos de artifício. Um terço dessas internações ocorre entre os meses de maio e julho, período das festividades juninas. A prevalência é de queimaduras de segundo grau.

As causas mais comuns das queimaduras durante o São João estão relacionadas ao acendimento de fogos de artifício, rojões, bombas, fogueiras e brasas. O contato com esses materiais geralmente provoca queimaduras nas mãos, mas em casos graves pode acarretar em ferimentos que atingem uma grande extensão do corpo, como o pescoço e a cabeça.

Algumas medidas podem ser tomadas para minimizar o risco de queimaduras durante as brincadeiras de São João:

  • Os pais devem estar sempre presentes e supervisionar a utilização dos fogos por crianças – mesmo aqueles que são considerados de baixo risco, como os traques e cobrinhas;
  • Fogos mais potentes, como bombas e rojões, devem ser manuseados apenas por adultos. É importante que as crianças se mantenham a uma distância segura no momento do disparo;
  • Estabeleça uma distância de segurança ao redor de fogueiras e churrasqueiras, de modo a evitar a aproximação de crianças;
  • Evite guardar bombas e rojões no bolso. Disparos acidentais podem provocar queimaduras graves;
  • Não tente reacender fogos que falharam;
  • Não é recomendada a utilização de roupas de nylon durante o período junino. O material é altamente inflamável e pode agravar pequenos acidentes;
  • Ao manusear fogos de artifício e bombas muito potentes, procure utilizar luvas de proteção e evitar locais fechados, com muitas pessoas ou próximos à rede elétrica;
  • Tenha atenção para não apontar os fogos na direção de outras pessoas;
  • Soltar balões que possam provocar incêndios é crime de acordo com a legislação brasileira. Portanto, eles não devem ser utilizados em nenhuma circunstância.

Apesar dos cuidados, o risco de acidentes sempre existe ao entrar em contato com fogueiras e fogos de artifício. No caso de queimadura, é importante adotar as seguintes recomendações:

  • Lave o local da queimadura com água fria e corrente, com jato suave, por cerca de dez minutos. Também podem ser realizadas compressas úmidas;
  • Evite tocar a queimadura com as mãos e não fure quaisquer bolhas que possam surgir;
  • No caso de tecidos ou corpos estranhos grudados à pele queimada, o ideal é não puxar e se encaminhar para um serviço de atendimento médico imediatamente;
  • Não coloque pó de café, creme dental, manteiga ou qualquer outra substância sobre a queimadura. Embora possam oferecer alívio para a dor, elas podem irritar a pele e contribuir para o desenvolvimento de infecções;
  • O gelo também deve ser evitado, pois pode agravar a queimadura;
  • Evite a automedicação com pomadas e géis para queimaduras.

Após lavar o ferimento com água corrente e cobrir com um pano limpo, procure atendimento médico o mais rápido possível, de preferência em centros hospitalares de referência em queimaduras.

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Saiba mais sobre o autismo e a luta por direitos

18 de junho de 2022

O Dia Mundial do Orgulho Autista é celebrado em 18 de junho, data instituída para reconhecer o potencial das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), fornecer informações sobre a condição para a população e celebrar a neurodiversidade, compreendendo que o funcionamento do cérebro de algumas pessoas é distinto do que é considerado típico. De […]

Saiba mais sobre o autismo e a luta por direitos

O Dia Mundial do Orgulho Autista é celebrado em 18 de junho, data instituída para reconhecer o potencial das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), fornecer informações sobre a condição para a população e celebrar a neurodiversidade, compreendendo que o funcionamento do cérebro de algumas pessoas é distinto do que é considerado típico.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo existem mais de 70 milhões diagnosticadas com autismo. No Brasil, essa população é de cerca de 2 milhões de pessoas.

O autismo é uma condição caracterizada por alterações comportamentais, com a exibição de padrões repetitivos (como, por exemplo, a repetição de movimentos) e dificuldade com a comunicação e interação social (como nas linguagens verbal e não verbal) e nas relações afetivas.

O TEA  se manifesta desde o nascimento ou começo da infância – daí a importância do diagnóstico precoce, que possibilita um acompanhamento multidisciplinar de acordo com as necessidades da criança e, consequentemente, uma maior qualidade de vida tanto para o indivíduo quanto para sua família. Ainda assim, não há cura para o autismo, tratando-se de uma condição permanente – ou seja, que acompanha a pessoa para toda a vida.

As pessoas com autismo apresentam manifestações únicas da condição, com diferentes níveis de intensidade entre cada uma – por isso, fala-se em “espectro” do autismo, que pode ir de leve a casos mais graves.

As causas para o transtorno ainda são desconhecidas, mas pesquisas recentes apontam para o papel que fatores genéticos e comportamentais desempenham no desenvolvimento da condição.

Luta por direitos

Saber sobre o autismo não é algo necessário apenas para o autista e sua família, mas para a sociedade como um todo. A inclusão da pessoa autista não envolve somente ações governamentais de acesso à saúde e educação, mas também a integração da criança em diferentes espaços de lazer e socialização, o que implica no papel de todos nós no processo de acolhimento e segurança da criança.

Por isso a luta pela inclusão e ampliação dos direitos da pessoa autista é tão importante. Sem uma mudança de atitude da sociedade, que deve encarar o indivíduo com autismo como uma pessoa com vontades próprias, capacidade de socialização e repleta de potencial, não há a possibilidade de desenvolvimento pleno das pessoas com o transtorno.

No Brasil, a lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista foi sancionada em 2012. A legislação determina o direito do autista ao diagnóstico precoce e tratamento; ao acesso à educação e proteção social; e ao trabalho e a igualdade de oportunidades.

Quando devidamente acompanhadas, compreendidas e estimuladas, pessoas com autismo conseguem se integrar plenamente aos espaços que as cercam e viver vidas plenas e ativas, estudando e construindo carreiras profissionais de sucesso.

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Dia Mundial do Doador de Sangue: veja como se tornar um doador

15 de junho de 2022

Em 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue, data designada para agradecer a todos os doadores ao redor do mundo, elevar a conscientização da população acerca da importância da doação de sangue e divulgar informações sobre como se tornar um doador de sangue. O dia foi escolhido pela Organização Mundial […]

Dia Mundial do Doador de Sangue: veja como se tornar um doador

Em 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue, data designada para agradecer a todos os doadores ao redor do mundo, elevar a conscientização da população acerca da importância da doação de sangue e divulgar informações sobre como se tornar um doador de sangue.

O dia foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, como homenagem ao nascimento do imunologista austríaco Karl Landsteiner, que descobriu o fator Rh e as diferenças existentes entre os tipos sanguíneos.

Por meio da campanha, mais pessoas são sensibilizadas a se tornar doadoras, e o objetivo final é fazer com que a prática de doar sangue se torne uma rotina na população. A ação é justificada: no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas 1,8% da população doa sangue regularmente. A meta da OMS é que esse número atinja, pelo menos, o patamar de 3% da população.

São vários os fatores que influenciam na baixa adesão às campanhas de doação, como medo do procedimento, desinformação em relação ao destino do sangue coletado e falta de conhecimento sobre como se tornar um doador.

A boa notícia é que o processo de doação é rápido, seguro e representa um gesto de amor ao próximo: uma única doação pode salvar até quatro vidas. Anualmente, mais de 3,5 milhões de pessoas são salvas pela doação de sangue no Brasil. O sangue coletado é utilizado em cirurgias, no tratamento de câncer, doenças crônicas e no atendimento de urgências e emergências.

Como se tornar um doador de sangue

O requisito básico para poder se tornar um doador de sangue é estar com boa saúde no momento da doação. Para garantir a segurança do doador e do(s) receptor(es), alguns critérios são exigidos pelas autoridades sanitárias:

  • Ter entre 16 e 69 anos – pessoas menores de 18 anos devem apresentar uma documentação com o consentimento formal dos pais;
  • Pesar no mínimo 50 quilos;
  • Estar descansado (ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas) e alimentado;
  • Não ter tido febre, gripe, dengue ou outras infecções recentemente;
  • Grávidas e puérperas ficam temporariamente impedidas de doar;

Alguns outros fatores impedem a realização da doação, como:

  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
  • Tatuagem ou piercing nos últimos 12 meses;
  • Exposição a situações de risco para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nos últimos 12 meses;
  • Extrações dentárias nas últimas 72 horas;
  • Transfusão de sangue nos últimos 12 meses.
  • Vacinação: o prazo varia de acordo com cada vacina.

Para quem foi contaminado com Covid-19, a doação pode ser realizada após dez dias da recuperação completa dos sintomas. O mesmo prazo é válido para pessoas assintomáticas que testaram positivo.

É preciso ficar atento, além disso, aos intervalos entre doações:

  • Mulheres: 3 meses entre cada doação, permitidas até 3 doações por ano;
  • Homens: 2 meses entre cada doação, permitidas até 4 doações por ano.

O processo de doação é realizado nos hemocentros e em outros bancos de sangue. O doador passa por uma entrevista e algumas avaliações para checar a pressão arterial, temperatura corporal e peso.

A doação em si não demora mais que 15 minutos, em média. São coletados cerca de 450 ml de sangue – quantidade que não interfere no estado de saúde do doador e é facilmente reposta pelo organismo. Após a doação, é recomendado que o doador se alimente bem.

O sangue coletado passa por uma série de testes para classificação do tipo sanguíneo e identificação de quaisquer doenças transmissíveis, e daí é distribuído para a rede de saúde dos municípios.

A doação de sangue é, assim, segura, rápida e indolor, além de ser facilmente realizada nos bancos de coleta em todo o país. Mais do que qualquer coisa, doar sangue representa um gesto de responsabilidade social, compaixão e amor ao próximo.