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Veja dicas para evitar acidentes de trânsito

19 de agosto de 2022

 A cada 12 minutos, uma pessoa morre em um acidente de trânsito no Brasil. De acordo com dados do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), o país registrou 878.208 acidentes e 20.053 mortes no trânsito em 2021, o que leva o Brasil à quarta posição entre as nações com maior número de […]

Veja dicas para evitar acidentes de trânsito

 A cada 12 minutos, uma pessoa morre em um acidente de trânsito no Brasil. De acordo com dados do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), o país registrou 878.208 acidentes e 20.053 mortes no trânsito em 2021, o que leva o Brasil à quarta posição entre as nações com maior número de acidentes no mundo. Por isso, trazemos importantes dicas para evitar acidentes de trânsito.

As principais vítimas são os motociclistas. Em 2020, eles corresponderam a 36% dos mortos em acidentes no Brasil, seguidos pelos ocupantes de carros (21%). Do total de vítimas, 84% foram do sexo masculino, o que reforça a necessidade de campanhas educativas e dicas de segurança para esse público.

Afinal, mais de 90% dos acidentes de trânsito ocorrem por imperícia, negligência ou imprudência dos envolvidos, segundo a Organização das Nações Unidas. Muitas vidas podem ser salvas se motoristas e pedestres cumprirem a legislação de trânsito e seguirem algumas medidas simples, mas extremamente importantes, na hora de dirigir.

Veja algumas dicas para evitar os acidentes de trânsito.

Use o cinto de segurança

A mais efetiva forma de evitar consequências graves em acidentes de trânsito é utilizar o cinto de segurança. Uma pessoa que é ejetada do veículo em caso de acidente tem cinco vezes mais chances de morrer caso não esteja usando o cinto.

Apesar de ser um item obrigatório, muitos motoristas ainda teimam em não utilizar o cinto de segurança – especialmente no banco de trás, onde metade dos brasileiros viajam sem o cinto, conforme pesquisa do Ministério da Saúde.

Respeite os limites de velocidade

O limite de velocidade de uma via é determinado para garantir a segurança dos motoristas e pedestres. Ao dirigir em alta velocidade, as chances do motorista reagir rápida e adequadamente a situações imprevistas são muito pequenas. Além disso, os impactos em alta velocidade são mais violentos.

Por isso, é muito importante respeitar os limites impostos – o Código de Trânsito Brasileiro estabelece a velocidade máxima para cada tipo de via, e as sinalizações indicam ao motorista a velocidade que ele não deve ultrapassar.

Não utilize celular ao dirigir

Usar o celular ao volante é uma infração gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além de precisar retirar as mãos do volante para manusear o aparelho, o celular representa perigo por distrair o condutor.

Não dirija sob efeito de álcool

Dirigir após o consumo de álcool é um crime de trânsito e coloca sua vida e a de outras pessoas em perigo. Qualquer quantidade de álcool no organismo é suficiente para provocar alterações de atenção, raciocínio e coordenação motora. Por isso, ao beber, fique longe do volante.

Mantenha distância do veículo da frente

Quanto mais rápido você estiver dirigindo, maior deve ser a distância do veículo que estiver à sua frente. Dessa maneira, no caso de qualquer incidente, o motorista tem um tempo de reação maior para evitar colisões.

Faça manutenção preventiva do veículo

Realize uma revisão do veículo periodicamente e sempre antes de viajar. Pneus, freios, luzes, retrovisores e o nível do óleo e da água devem ser checados com cuidado. Além de evitar acidentes, você também protege seu bolso, já que consertos extensos costumam ser mais caros que reparos pontuais.

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Câncer de pele: conheça a doença e saiba como se prevenir

17 de agosto de 2022

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo. No país, ele corresponde a cerca de um terço de todos os tumores malignos diagnosticados, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – são cerca de 185 mil novos casos a cada ano. Saiba o que […]

Câncer de pele: conheça a doença e saiba como se prevenir

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo. No país, ele corresponde a cerca de um terço de todos os tumores malignos diagnosticados, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – são cerca de 185 mil novos casos a cada ano. Saiba o que é o câncer de pele e como se prevenir.

A doença é provocada pelo crescimento anormal das células que formam a pele. Embora possa acometer pessoas de todas as idades, a neoplasia é mais comum em pacientes com mais de 40 anos. Apesar disso, a idade média de diagnóstico vem diminuindo, principalmente por causa da exposição desprotegida ao sol.

Os carcinomas basocelulares e os espinocelulares são os tipos de câncer de pele mais frequentes e, felizmente, possuem baixa taxa de letalidade. Os melanomas, por sua vez, são mais raros e graves, embora as chances de cura ainda sejam de cerca de 90% em casos de diagnóstico precoce.

O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição indiscriminada ao sol sem utilização de protetor solar. Outros fatores incluem ter pele, cabelos e olhos claros; ter casos da doença na família; e possuir muitos sinais e manchas no corpo.

Quais são os sintomas do câncer de pele?

Apesar de ser o tipo de câncer mais frequente no Brasil, o câncer de pele tem altas taxas de cura, principalmente se for diagnosticado precocemente. Por isso, é preciso ficar atento a qualquer sintoma que possa ser um alerta para a doença.

Na sua fase inicial, o câncer de pele pode ser assintomático ou muito difícil de ser percebido. O primeiro indicativo de alerta é o surgimento de manchas na pele ou a mudança em sinais já existentes. Na maior parte das vezes, esses sinais não passam de lesões benignas, mas apenas um médico pode fazer o diagnóstico correto.

Fique de olho no tamanho, nas bordas, na cor e na evolução de pintas e manchas. Sinais que coçam, descamam, sangram e demoram a cicatrizar devem ser analisados por um dermatologista.

A regra ABCDE

Conhecer a regra ABCDE (assimetria, bordas, cor, dimensão e evolução) é essencial para quem quer acompanhar a saúde da pele periodicamente:

  • Assimetria: fique atento a sinais assimétricos, que fogem ao formato redondo ou oval característico;
  • Bordas: bordas irregulares podem indicar tumores malignos;
  • Cor: sinais benignos geralmente possuem apenas uma cor ou tom. Manchas ou sinais com dois ou mais tons de cores devem ser analisados por um profissional;
  • Dimensão: sinais maiores que 6mm podem indicar malignidade;
  • Evolução: preste atenção a sinais pré-existentes que mudam de tamanho, cor ou formato. O aparecimento de novos sinais também é um sintoma que deve ser acompanhado de perto.

A regra ABCDE ajuda os pacientes a identificar sinais potencialmente perigosos, mas não substitui uma avaliação médica. Manchas na pele aparentemente benignas podem ser câncer de pele, e vice-versa; apenas um especialista poderá fazer um diagnóstico preciso.

Como evitar o câncer de pele

A principal forma de evitar o câncer de pele é se resguardar da exposição prolongada ao sol, principalmente no horário entre as 10h e 16h. Procure utilizar protetor solar – com fator de proteção mínimo de 30 – sempre que for à praia e praticar atividades ao ar livre.

A reaplicação do filtro é necessária a cada duas horas ou sempre que sair da água. Chapéus, óculos de sol e sombrinhas são itens indispensáveis. Além disso, a utilização do protetor nas áreas mais expostas, com o rosto e as mãos, é recomendada diariamente.

Também é importante hidratar a pele após a exposição ao sol. Em caso de exposição excessiva e insolação, a utilização de cremes hidratantes específicos pós-sol pode ajudar a aliviar o incômodo.

Caso perceba o aparecimento de qualquer mancha ou sinal suspeito na pele, procure um dermatologista.

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Veja dicas de lanches saudáveis para as crianças

13 de agosto de 2022

  Preparar um lanche saudável para as crianças levarem todos os dias para a escola pode se transformar em uma tarefa complicada e dispendiosa para muitos pais. Por isso, muitas vezes é fácil cair na tentação de entregar um biscoito e um suco de caixinha para os pequenos comerem – mas saiba que preparar um […]

Veja dicas de lanches saudáveis para as crianças

 

Preparar um lanche saudável para as crianças levarem todos os dias para a escola pode se transformar em uma tarefa complicada e dispendiosa para muitos pais. Por isso, muitas vezes é fácil cair na tentação de entregar um biscoito e um suco de caixinha para os pequenos comerem – mas saiba que preparar um lanche gostoso, rápido e nutritivo para seu filho é possível com algumas dicas de opções saudáveis para crianças.

Hábitos alimentares saudáveis são desenvolvidos desde cedo, na primeira infância. Da mesma maneira, crianças que são acostumadas a comer produtos industrializados – como biscoitos e doces – em excesso tendem a levar esse hábito para a adolescência e a vida adulta.

Portanto, é importante habituar a criança a ter uma alimentação equilibrada desde os primeiros anos de vida, e as refeições feitas tanto em casa quanto na escola desempenham um papel importante para o desenvolvimento saudável do seu filho.

Alimentação saudável para crianças

Durante a infância, o metabolismo do corpo é bastante acelerado, o que exige uma alta demanda energética e uma dieta rica em proteínas, carboidratos, sais minerais, vitaminas, fibras e gorduras boas.

Além de prover esses nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil, lanches nutritivos e naturais ajudam a prevenir problemas comuns em crianças que consomem alimentos industrializados e ultraprocessados – apesar de práticos e saborosos, esses alimentos podem provocar doenças como obesidade, diabetes e colesterol alto.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem 6,4 milhões de crianças com excesso de peso, sendo que 3,1 milhões delas já evoluíram para a obesidade.

Prover uma alimentação saudável para as crianças é, assim, de suma importância para pais e cuidadores.

Dicas de lanches saudáveis para crianças

Antes de decidir o que preparar, tenha em mente algumas orientações que ajudam a tornar o lanche mais atrativo para o seu filho:

  • Pense na apresentação: disponha os alimentos de maneira organizada. Lancheiras e utensílios coloridos e divertidos tornam a comida mais atraente;
  • Aposte na variedade: ao variar os alimentos, você evita que a criança enjoe de algum item do lanche. Sempre que possível, procure inserir uma proteína (como iogurte ou queijo), uma fruta, um carboidrato e um líquido (suco natural ou água de coco, por exemplo);
  • Monte o lanche junto com a criança: chamar o seu filho para ajudar a preparar o lanche em casa ou a lancheira para a escola vai incentivá-lo a conhecer o preparo e a consumir os alimentos, despertando seu interesse e gerando expectativa para o momento de saborear a comida.

Agora, chegou o momento de preparar o lanche do seu filho. Veja algumas dicas de lanches saudáveis para as crianças:

  • Frutas picadas: são várias as frutas disponíveis para lanche, e seu filho certamente gosta de pelo menos uma delas. Vale a pena acrescentar alguma proteína, como iogurte ou queijo. Ainda é possível cobrir as frutas com mel e granola para montar um lanche simples e delicioso;
  • Sucos naturais: os sucos naturais são acompanhamentos saudáveis e fáceis de fazer para manter a criança bem hidratada;
  • Sanduíches: apesar de sua má fama, os sanduíches podem ser bastante nutritivos. Uma ideia é prepará-los com pão integral e utilizar alguma proteína como recheio, como queijos magros ou pastas de frango ou atum;
  • Snacks de grão de bico: eles ajudam a substituir os biscoitos e são muito saborosos. Além disso, são fáceis de fazer e pouco calóricos. Você pode temperá-los com manjericão para torná-los ainda mais apetitosos.
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Saiba a importância do ciclo vacinal completo contra a Covid-19

11 de agosto de 2022

Mais de dois anos depois do início da pandemia de Covid-19, a vacina segue sendo a melhor ferramenta para combater a doença. Embora a quantidade de doses necessárias varie de acordo com a vacina tomada e a idade de cada pessoa, é consenso entre os especialistas a importância do ciclo vacinal completo contra a para […]

Saiba a importância do ciclo vacinal completo contra a Covid-19

Mais de dois anos depois do início da pandemia de Covid-19, a vacina segue sendo a melhor ferramenta para combater a doença. Embora a quantidade de doses necessárias varie de acordo com a vacina tomada e a idade de cada pessoa, é consenso entre os especialistas a importância do ciclo vacinal completo contra a para a redução da quantidade de casos graves e mortes pela doença.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual de Londrina e pela Universidade Federal de São Carlos, 75% das mortes provocadas pela Covid-19 nos primeiros dez meses de 2021 ocorreram em pessoas que não haviam completado seu ciclo vacinal.

Esse é apenas um dos muitos estudos que apontam a necessidade de tomar todas as doses da vacina. Inicialmente, as vacinas disponíveis eram administradas em uma ou duas doses, com variações de acordo com o fabricante.

Mas essa situação mudou: atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o ciclo vacinal está completo quando são administradas mais uma ou duas doses de reforço – número que varia segundo o tipo de vacina aplicado e a idade do indivíduo.

Por que a necessidade de doses de reforço?

A aplicação de múltiplas doses e reforços vacinais não é novidade na saúde pública: vacinas como tétano, difteria e coqueluche precisam de reforços aplicados ao longo de toda a vida.

Geralmente, vacinas que precisam apenas de uma ou duas doses para fornecer uma proteção duradoura são feitas com vírus vivos atenuados, que costumam produzir uma resposta imunológica mais forte. As vacinas amplamente utilizadas contra a Covid, por sua vez, costumam ser de vírus inativado (morto), vetor viral ou RNA.

Para a maior parte dessas vacinas, é normal e esperado que sua proteção diminua com o tempo.

Além da diminuição gradativa e natural dos anticorpos produzidos pelas vacinas, o surgimento de variantes mais transmissíveis, com maior resistência e escape imunológico, como a Ômicron, explica a necessidade das doses de reforço.

O reforço vacinal é especialmente importante em pessoas imunodeprimidas (como aquelas que convivem com o HIV ou que estão em tratamento oncológico, por exemplo) e em idosos, que passam por um fenômeno denominado imunossenescência – que leva a uma resposta cada vez menos eficaz do sistema imunológico.

É fundamental, portanto, procurar saber se já chegou a sua vez de tomar as doses de reforço. Isso vai depender das vacinas administradas, da sua idade e do local onde mora, já que as campanhas de vacinação avançam de maneira diferente de acordo com cada estado e município do país.

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Fazer caminhada é alternativa ao esporte; conheça os benefícios

5 de agosto de 2022

A caminhada é a atividade física mais acessível que existe. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela é a segunda modalidade esportiva mais praticada pelos brasileiros: 24,6% das pessoas que praticam exercício físico optam pela caminhada. Para quem tem dúvida, sim, a caminhada é uma alternativa ao esporte. […]

Fazer caminhada é alternativa ao esporte; conheça os benefícios

A caminhada é a atividade física mais acessível que existe. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela é a segunda modalidade esportiva mais praticada pelos brasileiros: 24,6% das pessoas que praticam exercício físico optam pela caminhada. Para quem tem dúvida, sim, a caminhada é uma alternativa ao esporte.

Praticada por causa de sua facilidade e de seu baixo ou nenhum custo, a caminhada traz diversos benefícios para o corpo, como redução da pressão arterial e glicemia, perda de peso e diminuição da ansiedade e estresse.

Pesquisas já indicam que a prática ajuda até mesmo a combater a depressão, pois a caminhada ajuda a esquecer os problemas, aliviar as tensões cotidianas e, em muitos casos, funciona como um fator de socialização. Caminhar também libera hormônios como a serotonina e a endorfina, que ajudam a aumentar a sensação de prazer e bem-estar.

Além disso, a caminhada tem benefícios também para grupos específicos. De acordo com uma pesquisa da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, pessoas que sofreram derrame cerebral e ficaram com sequelas motoras apresentaram melhorias dos movimentos após a realização de caminhadas.

Os ganhos obtidos com a caminhada variam de acordo com a frequência, a duração e a intensidade do exercício. Além disso, manter uma alimentação saudável é essencial para o sucesso de qualquer exercício físico.

Dicas para uma caminhada segura

Apesar de sua acessibilidade e benefícios, alguns cuidados devem ser tomados antes de começar a praticar a caminhada:

  • Consulte o médico para saber se há qualquer restrição à prática de atividades. Dê preferência a um cardiologista;
  • É recomendável procurar também um profissional de Educação Física, para que ele possa montar um plano adequado de acordo com seus objetivos e necessidades;
  • Use roupas leves, que mantenham a flexibilidade e permitam que seu corpo possa respirar, e tênis confortáveis e adequados para a prática;
  • De preferência, escolha locais planos para a caminhada, especialmente se for iniciante no exercício;
  • Comece a caminhada numa intensidade baixa antes de aumentar a velocidade do exercício gradativamente;
  • Durante a caminhada, procure pisar primeiro com o calcanhar e depois com a ponta dos pés;
  • Respire profundamente ao longo do trajeto;
  • Beba água antes, durante e após o exercício;
  • Procure caminhar ao menos quatro vezes na semana, com uma duração mínima de 30 minutos de exercício.
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Varíola dos macacos: o que você precisa saber sobre a doença

3 de agosto de 2022

Desde o mês de maio de 2022, o mundo vem passando por um surto de varíola dos macacos, uma doença provocada pelo vírus monkeypox. Embora pouco conhecida em boa parte do mundo, a varíola dos macacos já existe há décadas e é endêmica em algumas partes da África. Entenda o que é a varíola dos […]

Varíola dos macacos: o que você precisa saber sobre a doença

Desde o mês de maio de 2022, o mundo vem passando por um surto de varíola dos macacos, uma doença provocada pelo vírus monkeypox. Embora pouco conhecida em boa parte do mundo, a varíola dos macacos já existe há décadas e é endêmica em algumas partes da África. Entenda o que é a varíola dos macacos, quais os sintomas e como se prevenir.

O vírus monkeypox foi inicialmente descoberto em macacos no ano de 1958 e o primeiro caso em humanos foi registrado na República Democrática do Congo, em 1970. Desde então, surtos da doença vêm ocorrendo com certa frequência, mas geralmente restritos a países da África Central e o Ocidental – regiões onde prevalecem florestas tropicais que abrigam animais que podem portar o vírus.

O que é a varíola dos macacos

A doença é provocada por um vírus da família dos orthopoxvírus, da mesma família do vírus que provoca a varíola humana, condição muito mais letal que foi erradicada na década de 1980 após uma extensa campanha de vacinação.

Classificada como uma zoonose viral – ou seja, doença em que a transmissão geralmente ocorre a partir de um animal infectado para um ser humano -, a varíola dos macacos também pode se propagar entre pessoas, o que aumenta a chance de surtos como o quem vem ocorrendo em 2022.

Existem dois tipos de vírus que provocam a varíola dos macacos: o da África Ocidental, que tem taxa de mortalidade de cerca de 1%; e o da Bacia do Congo (África Central), cuja mortalidade pode chegar a 10%.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, crianças e pessoas imunodeprimidas têm maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Quais os sintomas

Alguns dos sintomas da varíola dos macacos são inespecíficos, como febre, fraqueza, dor de cabeça e dor nas costas. Mas a doença também produz sintomas mais característicos, que incluem:

  • Gânglios linfáticos inchados;
  • Calafrios;
  • Lesões na pele que aparecem cerca de um a três dias depois da febre.

As lesões cutâneas provocadas pela varíola dos macacos também são conhecidas como exantemas e costumam aparecer inicialmente no rosto antes de se espalhar pelo resto do corpo, inclusive nos órgãos genitais. Elas podem ser planas ou elevadas, pruriginosas ou dolorosas, e são preenchidas com um líquido amarelado.

Com o avanço da infecção, as lesões secam e formam uma crosta, que depois cai.

Segundo a OMS, as lesões do surto atual de varíola dos macacos apresentam algumas características distintas da forma clássica da doença, incluindo:

  • Aparecimento de poucas ou mesmo de uma única lesão no corpo;
  • Lesões que ficam restritas à área genital e anal;
  • Lesões que aparecem antes da febre.

A maioria das pessoas desenvolve uma forma autolimitada – ou seja, que desaparece sem tratamento – da infecção, que geralmente leva entre duas e quatro semanas para sumir.

Como ocorre o contágio

O contágio da varíola dos macacos acontece por via respiratória, por gotículas expelidas por uma pessoa ou animal infectado; pelo contato direto com as lesões características da doença; pelo contato com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas; e pela utilização de objetos pessoais, como toalhas, roupas, tecidos e materiais manuseados por pessoas com a doença.

As pessoas contaminadas podem transmitir o vírus enquanto durarem os sintomas. Conforme a OMS, qualquer pessoa, independente de localização geográfica, cor da pele ou orientação sexual, pode contrair a varíola dos macacos. É provável que pessoas vacinadas contra a varíola humana tenham certo grau de proteção contra a doença, mas a vacinação foi interrompida após a erradicação da varíola humana na década de 1980.

Como é o tratamento

Os sintomas costumam desaparecer por conta própria na maior parte dos casos. É importante evitar tocar ou coçar as lesões, que podem ser cobertas com curativos úmidos para aliviar a dor e a coceira. O antiviral Tecomivirat, utilizado no tratamento da varíola humana, foi aprovado também para o tratamento da varíola dos macacos.

As vacinas produzidas contra a varíola humana oferecem proteção contra a varíola dos macacos. Elas são a Dryvax, a ACAM2000 e a mais recente Jynneos, mas nenhuma está amplamente disponível.

Como se prevenir

Algumas medidas devem ser adotadas para evitar o contágio da varíola dos macacos:

  • Caso vá viajar para uma localidade onde a doença é endêmica, evite contato com animais (vivos ou mortos) como primatas, roedores e marsupiais;
  • Higienize as mãos com sabão ou álcool em gel frequentemente;
  • Utilize máscara em locais fechados;
  • Evite contato direto com pessoas contaminadas e com objetos utilizados por pessoas infectadas.

Caso desenvolva algum sintoma da varíola dos macacos, converse com seu médico ou serviço de saúde imediatamente para obter orientações e, se possível, isole-se e evite contato direto com outras pessoas.

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Tomar leite diariamente pode proteger o coração

30 de julho de 2022

O leite é um dos alimentos mais comuns na mesa do brasileiro. Seja por seu sabor, pela possibilidade de utilização em várias receitas ou pelos benefícios à saúde, ele é essencial para uma alimentação saudável. E, recentemente, novos estudos sugerem que o leite, conhecido principalmente por seus benefícios aos ossos, pode ajudar a proteger o […]

Tomar leite diariamente pode proteger o coração

O leite é um dos alimentos mais comuns na mesa do brasileiro. Seja por seu sabor, pela possibilidade de utilização em várias receitas ou pelos benefícios à saúde, ele é essencial para uma alimentação saudável. E, recentemente, novos estudos sugerem que o leite, conhecido principalmente por seus benefícios aos ossos, pode ajudar a proteger o coração.

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e publicada no European Journal of Nutrition, consumir cerca de um copo de leite de vaca por dia ajuda a diminuir o risco de morte provocada por doenças cardiovasculares.

Para os homens, beber mais de 260 ml de leite de vaca diariamente reduz o risco de morte por doenças cardiovasculares em 66%. Nas mulheres, o benefício foi verificado com a ingestão diária de 321 ml de leite.

Segundo a pesquisa, o efeito positivo do leite sobre a saúde cardiovascular está relacionado aos nutrientes presentes no alimento. O leite de vaca é rico em cálcio – nutriente benéfico também para os ossos -, proteínas, vitaminas A e E, potássio e magnésio, e contribui para a redução da pressão arterial.

Além disso, as proteínas do leite possuem forte ação antioxidante, o que ajuda na redução de inflamações.

Derivados também trazem benefícios

O estudo acompanhou cerca de 15 mil brasileiros em diferentes regiões do país durante um período de oito anos. Durante esse tempo, os pesquisadores verificaram que não é somente o leite que ajuda a proteger o coração.

Conforme os resultados da pesquisa, derivados como queijo, iogurte, requeijão, manteiga e sorvetes também apresentaram efeitos positivos sobre a saúde dos participantes.

Isso não quer dizer que devemos abusar do consumo de leite, iogurte e manteiga. O segredo está na moderação: embora seja rico em nutrientes e traga uma série de benefícios para o organismo, o leite integral também é rico em gordura saturada, que, se consumida em excesso, provocam doenças cardiovasculares. Os derivados também contêm substâncias que podem ser prejudiciais à saúde se ingeridas em demasia.

É interessante, assim, manter o consumo dentro dos limites preconizados pelo estudo. Dessa maneira, você pode saborear alimentos com leite e derivados sem culpa e, de quebra, ainda trazer benefícios para sua saúde.

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Entenda o que são as hepatites virais e como se prevenir

29 de julho de 2022

O mês de julho marca a Luta Mundial Contra as Hepatites Virais. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2010, com o objetivo de alertar a população sobre o controle e tratamento da doença. Em todo mundo, cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem anualmente de hepatites virais – no Brasil, […]

Entenda o que são as hepatites virais e como se prevenir

O mês de julho marca a Luta Mundial Contra as Hepatites Virais. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2010, com o objetivo de alertar a população sobre o controle e tratamento da doença.

Em todo mundo, cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem anualmente de hepatites virais – no Brasil, o Ministério da Saúde notificou mais de 670 mil casos entre os anos de 1999 e 2009.

A hepatite é uma infecção que atinge o fígado, podendo ser provocada por vírus, bactérias, drogas, álcool, outras doenças e alguns medicamentos. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as provocadas pelos vírus A, B e C.

Além deles, os vírus da hepatite D (encontrado com maior prevalência na região Norte) e E são menos frequentes, mas possuem casos notificados no país.

Na maior parte das vezes, as hepatites virais são infecções silenciosas – e, por isso mesmo, se tornam mais perigosas. Quando produzem sintomas, eles incluem:

  • Cansaço;
  • Febre;
  • Mal-estar geral;
  • Tonturas;
  • Enjoo e vômitos;
  • Dores abdominais;
  • Pele e olhos amarelados (icterícia);
  • Urina escura e fezes claras.

No caso das hepatites B e C, as infecções não tratadas podem se tornar crônicas, evoluindo por décadas sem que as pessoas saibam que estão com a doença. Os sintomas costumam aparecer apenas quando o fígado já está amplamente comprometido.

O avanço da infecção e o comprometimento gradativo do fígado levam ao desenvolvimento de cirrose (lesão que provoca insuficiência hepática) e, eventualmente, câncer.

Como se contrai hepatite?

A transmissão da hepatite varia de acordo com o tipo de vírus. No caso da hepatite A, a transmissão geralmente ocorre por meio de água e alimentos contaminados e pelo contato com excrementos de pessoas doentes.

Os tipos B e C, por sua vez, são transmitidos por meio de fluidos corporais, como sangue e secreções. Assim, é importante evitar compartilhar objetos de uso individual, como escovas de dente, agulhas e seringas.

É recomendado também utilizar preservativo durante as relações sexuais: a hepatite B é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), e coinfecções entre o vírus da hepatite B e o HIV são comuns.

Diagnóstico, prevenção e tratamento das hepatites virais

Atualmente, existem testes rápidos para diagnóstico das hepatites B e C no Sistema Único de Saúde (SUS).

A melhor forma de se prevenir contra as hepatites virais é por meio da vacinação: existem vacinas que evitam o desenvolvimento das hepatites A e B. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população por meio do SUS.

Embora não exista uma vacina contra a hepatite C, alguns antivirais, como a Ribavirina, são utilizados com sucesso no tratamento contra a doença.

Além da vacinação, algumas medidas podem ser tomadas para evitar a infecção por hepatite viral:

  • Higienize os alimentos que serão consumidos crus e cozinhe bem os demais;
  • Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal;
  • Fique atento à utilização de materiais descartáveis e a práticas de higiene no momento de colocar brincos e piercings e ao fazer tatuagens;
  • Utilize preservativo durante as relações sexuais.

É importante tomar as vacinas disponíveis contra hepatite e realizar os testes que identificam a doença periodicamente. Caso desenvolva algum sintoma, procure imediatamente um médico ou serviço de saúde.

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Saiba como a TPM interfere na qualidade do sono da mulher

22 de julho de 2022

Cólicas, dores de cabeça, inchaço e ansiedade estão entre os sintomas mais comuns do período conhecido como tensão pré-menstrual, ou TPM. Mas um outro problema muito frequente e incômodo durante o período menstrual não é tão falado: como a TPM pode interferir na qualidade do sono. O ciclo menstrual é controlado por hormônios produzidos pela […]

Saiba como a TPM interfere na qualidade do sono da mulher

Cólicas, dores de cabeça, inchaço e ansiedade estão entre os sintomas mais comuns do período conhecido como tensão pré-menstrual, ou TPM. Mas um outro problema muito frequente e incômodo durante o período menstrual não é tão falado: como a TPM pode interferir na qualidade do sono.

O ciclo menstrual é controlado por hormônios produzidos pela hipófise, uma glândula localizada na parte inferior do cérebro, e pelos ovários. A grande liberação desses hormônios durante os diferentes períodos do ciclo menstrual resulta em alterações que podem ser sentidas em todo o corpo – inclusive no ritmo circadiano, mecanismo por meio do qual nosso corpo regula a fome, o estado de vigília e o sono.

A mudança dos níveis de progesterona ao longo da menstruação, por exemplo, tem impacto direto sobre a liberação de neurotransmissores relacionados à sensação de calma e tranquilidade. Por isso é comum, durante a TPM, que a mulher tenha sintomas como irritabilidade, ansiedade e alterações de humor.

Dessa maneira, o corpo não consegue relaxar na hora de dormir, o que acaba provocando agitação e insônia. Além disso, outros sintomas do período menstrual, como as cólicas, também acabam prejudicando a qualidade do sono da mulher.

Por não ter um descanso apropriado, a pessoa acaba se sentindo cansada e sonolenta durante o dia, o que interfere na realização das atividades cotidianas e prejudica a qualidade de vida.

Essa relação entre TPM e má qualidade do sono acaba se tornando um ciclo vicioso: de acordo com pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, mulheres que dormem menos de seis horas por noite têm 70% mais chances de sofrer com sintomas mais severos durante o período menstrual.

Assim, o período menstrual acaba prejudicando a qualidade do sono; e um sono de má qualidade resulta em agravamento dos sintomas da TPM.

Felizmente, algumas dicas podem ser seguidas para melhorar a qualidade do sono durante a TPM:

  • Monitore seu ciclo menstrual – existem aplicativos voltados especificamente para isso, por exemplo – e, quando seu período estiver próximo, reserve alguns momentos ao longo do dia para descansar;
  • Evite o consumo de bebidas alcóolicas e cigarros;
  • Pratique atividades físicas que estimulam a produção de endorfina, hormônio ligado à sensação de bem-estar;
  • Alimente-se bem ao longo do dia;
  • Na hora de dormir, evite o uso de aparelhos eletrônicos, como celulares e TVs, pelo menos uma hora antes de se deitar;
  • Chás calmantes, como a camomila, podem ajudar.

Caso a insônia provocada pela TPM seja frequente e intensa, converse com um ginecologista, que pode determinar o melhor tratamento para o seu caso.

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Covid longa: dor de cabeça é um dos principais sintomas

21 de julho de 2022

Com a ampla utilização das vacinas, a maior parte dos casos de Covid-19 registrados atualmente são leves e moderados. Isso não significa, entretanto, que já é possível tratar a Covid como um resfriado qualquer: muitos pacientes vêm vivenciando a chamada “Covid longa”, condição em que um ou mais sintomas persistem mesmo após a infecção. E […]

Covid longa: dor de cabeça é um dos principais sintomas

Com a ampla utilização das vacinas, a maior parte dos casos de Covid-19 registrados atualmente são leves e moderados. Isso não significa, entretanto, que já é possível tratar a Covid como um resfriado qualquer: muitos pacientes vêm vivenciando a chamada “Covid longa”, condição em que um ou mais sintomas persistem mesmo após a infecção. E um dos sintomas mais comuns é a dor de cabeça.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Minas Gerais, cerca de metade dos pacientes que contraíram a Covid-19 apresentaram sintomas da doença mesmo após a eliminação do vírus. As sequelas se manifestaram tanto em pacientes com casos graves quanto naqueles com quadros moderados e leves da doença.

Sintomas como fadiga, problemas gastrointestinais, tosse persistente e perda do paladar e olfato são comuns na Covid longa. Mas um problema vem se tornando cada vez mais persistente entre pacientes que contraíram o coronavírus: a dor de cabeça.

A dor de cabeça durante a Covid

A dor de cabeça é uma das manifestações mais frequentes das infecções sintomáticas pelo Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19. Durante a fase aguda da doença, ela costuma aparecer já nos primeiros dias.

O incômodo pode ser percebido dos dois lados da cabeça como uma sensação de dor ou pressão e vir acompanhada de outros sintomas, como náuseas e intolerância à luz ou a sons muito altos.

Em geral, a dor de cabeça provocada pela Covid é autolimitada – ou seja, desaparece sozinha depois de algum tempo. Além disso, o uso de medicamentos contra a dor ajuda a aliviar o desconforto.

A dor de cabeça na Covid longa

O problema é que, em alguns casos, a dor de cabeça pode persistir por dias, semanas ou até mesmo meses após a infecção pelo coronavírus. Segundo a pesquisa da Fiocruz, 17% das pessoas com Covid longa reclamaram de dores de cabeça frequentes mesmo após estarem livres da doença.

Pessoas que já sofriam com o problema antes da Covid estão mais propensas a sentir dores de cabeça como sintoma da Covid longa, mas o incômodo pode acometer qualquer um infectado pelo vírus.

Tratamento

O tratamento da dor de cabeça provocada pela Covid longa deve ser realizado com acompanhamento médico e depende da intensidade, frequência e do histórico do paciente.

Primeiramente, é preciso determinar se as dores realmente são consequência da infecção pelo coronavírus – e não resultado de outras condições, como enxaqueca, por exemplo.

Algumas dicas podem ser seguidas se você sofre com dores de cabeça – sejam elas provocadas ou não pela Covid-19:

  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Alimente-se e durma bem;
  • Use analgésicos com cautela: esses medicamentos costumam ajudar durante as crises mas, se usados por longos períodos de tempo, podem agravar o problema, provocando uma condição conhecida como cefaleia rebote;
  • Preste atenção a situações que podem servir como gatilhos para a dor de cabeça, como eventos estressantes.

É importante que os sintomas sejam discutidos com um médico, que vai determinar o melhor tratamento para cada paciente. Em alguns casos, exames de imagem como tomografia de crânio e ressonância magnética podem ser realizados para que um diagnóstico e tratamento mais precisos sejam estabelecidos.