Voltar

Conheça a importância do SUS, o Sistema Único de Saúde

24 de setembro de 2022

Considerado um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) está disponível para todos os brasileiros e realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos todos os anos. Na semana em que o SUS completa 32 anos, saiba mais sobre a importância do sistema para a saúde pública no Brasil. […]

Conheça a importância do SUS, o Sistema Único de Saúde

Considerado um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) está disponível para todos os brasileiros e realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos todos os anos. Na semana em que o SUS completa 32 anos, saiba mais sobre a importância do sistema para a saúde pública no Brasil.

O SUS foi oficializado em 1990 com o objetivo de garantir o acesso à saúde universal e gratuita em todo o território nacional, direito assegurado pela Constituição de 1988. O sistema oferece serviços de baixa, média e alta complexidade, que vão de simples consultas a atendimentos de urgência e emergência.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% da população brasileira depende exclusivamente do SUS para ter acesso aos serviços de saúde.

Isso demonstra a importância de se construir um SUS cada vez mais forte, organizado e acessível para todos os brasileiros.

Onde está o SUS

Muitas pessoas acreditam que, por possuírem plano de saúde, não utilizam os serviços ofertados pelo SUS. Os serviços mais conhecidos do sistema são aqueles que compõem a atenção básica e a atenção hospitalar, que incluem, dentre outros:

  • As unidades de atendimento médico, como as Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs);
  • Os hospitais públicos e privados que sejam credenciados;
  • O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU);
  • A rede de atenção psicossocial, composta, por exemplo, pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outras unidades de saúde;
  • A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Mas o SUS vai muito além dos cuidados médicos de urgência e emergência. Conheça outras maneiras pelas quais o SUS está presente no seu dia a dia.

Vacinação

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido internacionalmente como um dos mais eficazes em todo o mundo. O PNI é gerido pelo SUS.

Vigilância Sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também faz parte do SUS. A Anvisa é responsável por estabelecer e fiscalizar o cumprimento das normas sanitárias em vigor no país. A atuação da Anvisa vai desde a fiscalização de estabelecimentos alimentícios à fiscalização de cosméticos e à autorização da aplicação de novos medicamentos e insumos farmacêuticos no país.

Transplantes

Mais de 90% dos transplantes realizados no Brasil são feitos por meio do sistema público de saúde, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O SUS possui uma rede de assistência distribuída por todo o Brasil, oferecendo o acompanhamento necessário antes, durante e depois da realização do transplante.

Tratamentos

O SUS oferece tratamentos para doenças crônicas e graves. Por meio dele, é possível obter tratamento gratuito contra HIV, câncer e tuberculose, entre outras doenças.

Além disso, a Farmácia Popular possibilita que qualquer pessoa, desde que apresente a receita, recolha gratuitamente ou com descontos medicamentos contra condições como hipertensão e diabetes.

Controle de zoonoses

O SUS também ajuda a manter a saúde do seu pet. O órgão fiscaliza doenças que possam acometer animais e organiza campanhas de vacinação, como a realizada anualmente contra raiva animal.

Voltar

Dia Mundial de Combate ao Estresse: veja dicas de como driblar esse mal

23 de setembro de 2022

Ampliar a conscientização sobre o estresse e informar a população sobre os sintomas da doença são os principais objetivos do Dia Mundial de Combate ao Estresse, celebrado em 28 de setembro. Veja dicas de como combater e evitar o estresse. De acordo com levantamento realizado pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse no Brasil (Isma-BR), […]

Dia Mundial de Combate ao Estresse: veja dicas de como driblar esse mal

Ampliar a conscientização sobre o estresse e informar a população sobre os sintomas da doença são os principais objetivos do Dia Mundial de Combate ao Estresse, celebrado em 28 de setembro. Veja dicas de como combater e evitar o estresse.

De acordo com levantamento realizado pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse no Brasil (Isma-BR), cerca de 70% da população do país apresenta ou já apresentou sintomas da doença.

Segundo pesquisas mais recentes, após a Covid-19 esse número pode ter se tornado ainda maior.

O que é o estresse

O estresse é uma defesa natural e necessária do organismo, que prepara o corpo para reagir adequadamente em situações de perigo ou ameaça. O estresse se torna um problema quando persiste mesmo na ausência de situações desconfortáveis, impactando negativamente na qualidade de vida da pessoa.

Esse estresse contínuo pode ser provocado por diversas causas, como desemprego, problemas financeiros, morte, doenças, problemas no trabalho e situações do cotidiano, como transporte público lotado, por exemplo.

Individualmente ou em conjunto, esses fatores podem deixar a pessoa em estado de alerta e preocupação constantes, o que desencadeia uma série de problemas psicológicos.

Sintomas do estresse

O estresse pode se manifestar de diversas maneiras e com intensidade variada. De modo geral, os sintomas mais comuns são:

  • Agitação;
  • Sudorese;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Tensão e dor muscular;
  • Respiração ofegante;
  • Sensação de cansaço;
  • Insônia;
  • Diarreia;
  • Alterações de apetite.

Esses sintomas podem estar relacionados com diversas outras doenças, por isso é importante procurar um médico para que o diagnóstico correto seja feito.

Dicas de como combater o estresse

Além de acompanhamento médico e psicológico, algumas medidas podem ser tomadas para combater o estresse:

  • Tenha uma alimentação saudável;
  • Dedique-se a atividades que você gosta: pode ser ler, dançar, cozinhar ou qualquer atividade que lhe agrade;
  • Pratique exercícios físicos;
  • Mantenha um sono regular;

Pratique exercícios de respiração.

Voltar

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: como funciona a doação de medula óssea

16 de setembro de 2022

O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, data foi criada pela Associação Mundial de Doadores de Medula, é sempre celebrado no terceiro sábado de setembro. O objetivo principal da comemoração é agradecer a disposição dos doadores e aumentar a conscientização sobre o tema, aumentando o interesse da população em como se tornar um doador […]

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: como funciona a doação de medula óssea

O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, data foi criada pela Associação Mundial de Doadores de Medula, é sempre celebrado no terceiro sábado de setembro. O objetivo principal da comemoração é agradecer a disposição dos doadores e aumentar a conscientização sobre o tema, aumentando o interesse da população em como se tornar um doador de medula óssea.

De acordo com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), o Brasil possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, com cerca de 5 milhões de pessoas cadastradas.

O ato de doar pode salvar muitas vidas: mais de 80 doenças têm indicação do transplante de medula como forma de tratamento. Dentre elas, estão a leucemia, o linfoma e casos graves de anemia.

No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, a chance de encontrar uma medula compatível é de uma em cem mil. Cerca de 25% dos pacientes que precisam de transplante encontram um doador no núcleo familiar, mas os restantes precisam recorrer ao banco de medula para achar uma pessoa compatível.

Por isso, quanto mais pessoas cadastradas como doadoras, maiores as chances dos pacientes de receber um tratamento adequado.

Como funciona a doação de medula óssea

Após tomar a decisão de se tornar um doador, o primeiro passo é procurar um hemocentro. Lá, o doador vai assinar um Termo de Consentimento Livre Informado autorizando a realização de um exame de compatibilidade. Uma amostra de 10ml de sangue é coletada, e as informações genéticas do doador ficam registradas no REDOME.

Caso seja encontrado um paciente compatível com a medula do doador, a pessoa é contactada para a realização de exames mais específicos e uma avaliação médica. Caso o doador seja liberado, é encaminhado para a doação de fato.

Quem pode ser doador de medula óssea

Para se tornar doador é preciso atender a uma série de requerimentos especificados pelo Ministério da Saúde. Eles são:

  • Ter entre 18 e 35 anos de idade;
  • Não ter doença infecciosa ou incapacitante;
  • Não ter câncer, doenças do sangue ou do sistema imunológico.

Caso se encaixe nos requisitos, procure um hemocentro mais próximo da sua residência e ajude a salvar vidas.

Voltar

Como descartar remédios sem contaminar o meio ambiente

15 de setembro de 2022

Muitas pessoas não sabem, mas fazer o descarte correto de medicamentos vencidos ou que sobraram após a realização de algum tratamento exige um procedimento específico. Saiba como descartar remédios de maneira a não contaminar o meio ambiente. A primeira atitude a se tomar é não jogar medicamentos no lixo comum ou na rede de esgoto. […]

Como descartar remédios sem contaminar o meio ambiente

Muitas pessoas não sabem, mas fazer o descarte correto de medicamentos vencidos ou que sobraram após a realização de algum tratamento exige um procedimento específico. Saiba como descartar remédios de maneira a não contaminar o meio ambiente.

A primeira atitude a se tomar é não jogar medicamentos no lixo comum ou na rede de esgoto. Os remédios contêm diversas substâncias químicas potencialmente danosas ao meio ambiente e que podem contaminar o solo, o ar e a água.

Estudos apontam que, mesmo tratada, a água contaminada por medicamentos não fica totalmente limpa das substâncias encontradas nos remédios. Assim, ao descartar essas substâncias no lixo comum ou no esgoto, você está correndo o risco de contaminar a água que chega às suas torneiras.

Os malefícios de descartar medicamentos no meio ambiente

Além do perigo de ingerirmos substâncias indevidamente e sem necessidade, a presença excessiva de medicamentos no meio ambiente favorece o desenvolvimento de micróbios resistentes.

É o caso, por exemplo, das superbactérias, bactérias resistentes à maioria dos antibióticos utilizados para combatê-las. Quando um antibiótico é descartado  na natureza, ele mata as bactérias mais frágeis, mas os organismos mais fortes permanecem vivos e “aprendem” a sobreviver à ação do remédio, tornando-se resistentes. Isso também pode ocorrer com fungos.

Além disso, os seres humanos não são os únicos prejudicados pelo contato com substâncias provenientes de medicações. Um quilo de remédios descartados no meio ambiente pode contaminar até 450 mil litros de água, provocando efeitos danosos em peixes e outros animais marinhos e, posteriormente, em animais que entram em contato com a água contaminada.

Por isso, é essencial saber como descartar os medicamentos adequadamente.

Como descartar remédios preservando o meio ambiente

De acordo com a legislação brasileira, o descarte correto de medicamentos é uma responsabilidade compartilhada. Em municípios com mais de 100 mil habitantes, as farmácias devem ter dispensadores para que a população possa descartar os remédios.

A atitude correta é, portanto, procurar um local que faça a coleta adequada de medicamentos e frascos. Alguns supermercados e Unidades Básicas de Saúde (UBS) também oferecem esse serviço.

Essa recomendação é válida para as chamadas embalagens primárias, que entram em contato direto com a substância química: cartelas de comprimidos, frascos, tubos de cremes ou pomadas.

Por sua vez, as bulas e as caixas de papel, por não entrarem em contato direto com as medicações, são consideradas embalagens secundárias e podem ser descartadas em lixo reciclável comum.

Dessa maneira, você dá um destino correto aos remédios que utiliza e preserva o meio ambiente e a sua saúde.

Voltar

Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio: a importância de cuidar da saúde mental

10 de setembro de 2022

O Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio é comemorado no dia 10 de setembro. A data foi criada em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a prevenção do suicídio e diminuir o tabu em torno do tema. No Brasil, de acordo com o DataSUS, 14 mil […]

Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio: a importância de cuidar da saúde mental

O Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio é comemorado no dia 10 de setembro. A data foi criada em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a prevenção do suicídio e diminuir o tabu em torno do tema.

No Brasil, de acordo com o DataSUS, 14 mil pessoas cometem suicídio por ano. Esse número está diretamente ligado ao aumento da incidência de transtornos psicológicos, especialmente após a pandemia de Covid-19: em 2020, segundo a OMS, o número de casos de transtorno de ansiedade aumentou 25,6% em todo mundo; já os de depressão subiram 27,6%.

Desde 2017, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo. Conforme a OMS, mais de 19 milhões de brasileiros convivem com a condição.

Vários fatores estão envolvidos no desenvolvimento de transtornos psicológicos e no suicídio, como questões econômicas; abusos físicos e psicológicos; dependência química; falta de projetos de vida; doenças; isolamento social; situações de vulnerabilidade, entre outros.

Como ajudar

Com o aumento da consientização sobre o suicídio – resultado de campanhas como o Setembro Amarelo – muitas pessoas se voluntariam para conversar com quem precisa de ajuda.

Embora a empatia e o acolhimento sejam necessários entre amigos e familiares de pessoas com ideações suicidas, é importante relembrar que apenas profissionais podem tratar a depressão e lidar adequadamente com casos como esses.

É importante não julgar, condenar e nem banalizar o sofrimento, procurando entender a dor do outro e incentivá-lo a buscar ajuda especializada. O ato do suicídio não busca eliminar a vida em si, mas o sofrimento vivenciado pela pessoa.

A importância de uma ajuda especializada

Na prevenção ao suicídio é necessária uma abordagem especializada, organizada por políticas públicas governamentais e executada por profissionais de psicologia, serviço social e psiquiatria, abordando os seguintes pontos:

  • Restrição de acesso a métodos que facilitem o suicídio, como armas de fogo e pesticidas;
  • Desenvolvimento de políticas sociais de valorização da saúde mental e conscientização sobre questões como o abuso de álcool;
  • Desmistificação do estigma social ainda existente sobre o suicídio, que impede muitas pessoas de buscar ajuda.

O cuidado com a saúde mental é uma das medidas mais eficazes na prevenção ao suicídio. Várias abordagens psicoterapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental, possuem resultados positivos em pacientes com ansiedade, depressão e ideações suicidas.

Além disso, o tratamento medicamentoso com antidepressivos e ansiolíticos, sempre realizado por um período determinado de tempo e com o acompanhamento de um psiquiatra, também é eficiente em muitos casos.

Buscando ajuda

Caso você ou alguém que você conhece precise de apoio emocional ou informações sobre prevenção ao suicídio, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188 ou pelo site www.cvv.org.br.

É importante procurar o aconselhamento de um psicólogo ou psiquiatra. Vários serviços públicos oferecem esse serviço, como as Unidades de Saúde da Família (USFs) e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Voltar

Fibrose cística: saiba mais sobre essa doença rara

9 de setembro de 2022

O dia 8 de setembro marca o Dia Mundial da Fibrose Cística. A data foi escolhida pois, neste mesmo dia em 1989, uma renomada revista científica publicou a descoberta do gene causador da doença. Saiba o que é a fibrose cística. A fibrose cística é uma doença genética – ou seja, não contagiosa – que […]

Fibrose cística: saiba mais sobre essa doença rara

O dia 8 de setembro marca o Dia Mundial da Fibrose Cística. A data foi escolhida pois, neste mesmo dia em 1989, uma renomada revista científica publicou a descoberta do gene causador da doença. Saiba o que é a fibrose cística.

A fibrose cística é uma doença genética – ou seja, não contagiosa – que pode ser diagnosticada já nos primeiros dias de vida, por meio do teste do pezinho, e em qualquer idade por meio do teste do suor e de exames genéticos. De acordo com o Ministério da Saúde, a condição é rara, atingindo 1 a cada 10 mil nascidos vivos no Brasil.

Também conhecida como mucoviscidose ou doença do beijo salgado, a fibrose cística é provocada por um gene defeituoso do pai e um da mãe, que não manifestam a doença. A condição faz com que o organismo produza secreções (como muco, suor e enzimas pancreáticas) mais espessas do que o normal, dificultando a sua eliminação.

Sintomas

A fibrose cística afeta principalmente os sistemas digestivo e respiratório. No sistema digestivo, a doença impede que enzimas responsáveis pela digestão cheguem ao intestino, provocando:

  • Desnutrição;
  • Diarreia;
  • Inflamações no fígado.

Já no sistema respiratório, o muco espesso bloqueia os brônquios, levando a uma série de sintomas e infecções. Entre os sintomas mais comuns, estão:

  • Pneumonia de repetição;
  • Tosse crônica;
  • Dificuldade para respirar.

Além disso, a fibrose cística afeta também as glândulas sudoríparas, provocando um suor mais salgado do que o normal.

Mulheres afetadas pela fibrose cística têm mais dificuldade de engravidar, pois o muco cervical dificulta a passagem dos espermatozoides. A quase totalidade dos homens acometidos pela doença é estéril.

Tratamento

Embora não haja cura para a fibrose cística, o tratamento adequado ajuda a aumentar a qualidade de vida do paciente.

O acompanhamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar e, além de ser focado em garantir a hidratação do paciente e a limpeza dos pulmões, inclui:

  • Dieta saudável;
  • Ingestão de enzimas para auxiliar na digestão;
  • Reposição de vitaminas;
  • Fisioterapia respiratória com o intuito de evitar infecções pulmonares;
  • Prescrição de medicamentos como antibióticos e broncodilatadores, se necessário.
Voltar

Conheça a importância dos exercícios físicos para o tratamento da ansiedade

2 de setembro de 2022

Existem muitos tratamentos disponíveis para a ansiedade, desde terapias medicamentosas e abordagens com meditação e acompanhamento psicológico. Mas muitas pessoas ainda desconhecem a importância dos exercícios físicos no tratamento da ansiedade. A ansiedade é um problema crescente no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), somos o país com maior número de […]

Conheça a importância dos exercícios físicos para o tratamento da ansiedade

Existem muitos tratamentos disponíveis para a ansiedade, desde terapias medicamentosas e abordagens com meditação e acompanhamento psicológico. Mas muitas pessoas ainda desconhecem a importância dos exercícios físicos no tratamento da ansiedade.

A ansiedade é um problema crescente no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), somos o país com maior número de pessoas com a doença no mundo – são 18,6 milhões de pessoas convivendo com a condição, ou seja, cerca de 10% da população.

Todos nós vivenciamos momentos de ansiedade em nosso dia a dia, afinal, ela é uma resposta normal do corpo a situações de estresse, nos ajudando a reagir de maneira apropriada.

O problema é que, cada vez mais, a ansiedade vem se tornando patológica, com sintomas que muitas vezes são provocados sem causa aparente e que permanecem por longos períodos de tempo. Assim, a ansiedade se transforma em um transtorno que pode prejudicar a qualidade de vida da pessoa afetada.

Nesses casos, a ansiedade precisa ser tratada com acompanhamento médico e psicológico. Além dessas abordagens, a prática de exercícios físicos tem se provado extremamente benéfica não apenas para pessoas que convivem com a doença.

Exercitar-se, inclusive, ajuda a prevenir o problema: segundo uma pesquisa realizada por cientistas dos Estados Unidos e Suécia com 395 mil pessoas por um período de 21 anos, a prática regular de atividades físicas pode reduzir em até 60% os riscos de desenvolvimento da ansiedade.

Conheça alguns benefícios dos exercícios físicos no tratamento da ansiedade.

Melhora a qualidade do sono

Episódios de insônia são frequentes em pessoas com ansiedade. Ambos os transtornos podem ser complementares, ou seja, um surge por causa da presença do outro. O estresse intenso produz hormônios como adrenalina e cortisol, que prejudicam o sono.

A prática de atividades físicas provoca o chamado “cansaço bom”, ajuda a melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, a reduzir a ansiedade e o estresse.

Melhora a saúde mental

Praticar atividades físicas melhora diversos aspectos de nossa saúde mental, como aqueles relacionados à autoconfiança. De acordo com pesquisas, pessoas que se exercitam regularmente têm uma mentalidade mais positiva e maior autoestima devido ao ganho de condicionamento e às mudanças físicas.

A produção de um hormônio chamado serotonina – conhecido como o hormônio da felicidade – durante a prática de exercício físico promove uma sensação de bem-estar e tranquilidade, oferecendo à mente um descanso dos padrões de pensamentos que afligem a pessoa com ansiedade.

Auxilia no equilíbrio hormonal

Durante a prática de atividade física, o corpo produz hormônios como a serotonina e a endorfina, que também está ligada a sensações de recompensa e bem-estar.

O organismo é igualmente estimulado a produzir a adrenalina e o cortisol, hormônios relacionados ao estresse e à ansiedade. Mas é importante notar que, durante a prática de exercícios, a liberação desses hormônios é necessária e passageira.

Além disso, o exercício físico induz o desenvolvimento de mecanismos de defesa que protegem os tecidos do organismo contra os efeitos maléficos do cortisol.

Promove a socialização

A prática de exercícios físicos muitas vezes promove o contato com outras pessoas, como instrutores e colegas praticantes do esporte ou atividade.

Esse aumento da interação social é um fator essencial para a redução da ansiedade, já que estar em companhia de outras pessoas ajuda a desenvolver uma sensação de pertencimento e integração, diretamente relacionada ao bem-estar psíquico.

Além disso, o contato social serve como uma distração dos pensamentos trágicos e obsessivos, comumente ligados à ansiedade.

Voltar

Varíola dos macacos: como funcionam o remédio e a vacina aprovados no Brasil

31 de agosto de 2022

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, recentemente, a liberação da vacina Jynneos/Imvanex e do medicamento tecovirimat contra a varíola dos macacos (também chamada de monkeypox) no Brasil. Ambos os produtos foram aprovados em caráter temporário e excepcional, ou seja, podem ser utilizados apenas por seis meses, salvo recomendação contrária da Anvisa. Saiba como […]

Varíola dos macacos: como funcionam o remédio e a vacina aprovados no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, recentemente, a liberação da vacina Jynneos/Imvanex e do medicamento tecovirimat contra a varíola dos macacos (também chamada de monkeypox) no Brasil.

Ambos os produtos foram aprovados em caráter temporário e excepcional, ou seja, podem ser utilizados apenas por seis meses, salvo recomendação contrária da Anvisa.

Saiba como funcionam a vacina e o remédio aprovados contra a varíola dos macacos.

Como funciona a vacina Jynneos/Imvanex

De acordo com o ministério da Saúde, a vacina Jynneos (nome utilizado nos Estados Unidos) ou Imvanex (como é conhecida na Europa) deve chegar ao Brasil no mês de setembro.

O imunizante é produzido com uma versão atenuada do vírus vaccinia da cepa Ankara, estreitamente relacionado com o vírus da varíola. Por estar enfraquecido, o vírus presente na vacina não tem capacidade de provocar a doença e estimula as defesas do corpo contra a varíola.

A vacina deve ser aplicada em pessoas com mais de 18 anos e tem um esquema de duas doses com um intervalo de quatro semanas entre elas. A expectativa dos cientistas é de que a vacina Jynneos/Imvanex tenha uma eficácia de 85% no combate à varíola dos macacos.

Como funciona o tecovirimat

O tecovirimat é um medicamento antiviral, na forma de cápsula dura de 200 mg, que deve ser administrado por via oral. O fármaco age impedindo a formação do envelope viral, evitando que as partículas do vírus infectem outras células do organismo.

Dessa maneira, o tecovirimat impede a disseminação do vírus da varíola dos macacos pelo corpo e o desenvolvimento de casos graves.

O medicamento será distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, ao menos em um primeiro momento, deve ser administrado em pacientes com manifestações mais graves da varíola dos macacos, que apresentem sintomas como proctite (lesão retal), aparecimento de muitas lesões e acometimento da retina.

Voltar

Saiba quais são as principais consequências da obesidade

26 de agosto de 2022

Um a cada quatro adultos no Brasil está obeso, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. O percentual de pessoas em idade adulta vivendo com obesidade mais que dobrou em um período de 20 anos, e saber quais as causas desse crescimento e consequências da obesidade é essencial para evitar o desenvolvimento […]

Saiba quais são as principais consequências da obesidade

Um a cada quatro adultos no Brasil está obeso, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. O percentual de pessoas em idade adulta vivendo com obesidade mais que dobrou em um período de 20 anos, e saber quais as causas desse crescimento e consequências da obesidade é essencial para evitar o desenvolvimento da doença.

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de gordura no corpo. Entre as suas principais causas, estão os maus hábitos alimentares, com o consumo exagerado de calorias, e o sedentarismo.

Tanto o tratamento quanto a prevenção da obesidade passam por alterações no estilo de vida: manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente são as principais medidas adotadas para evitar ou tratar a obesidade.

Evitar ou minimizar o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados e comer mais frutas, legumes, verduras e carnes magras são passos fundamentais para quem pretende perder peso.

Em casos mais graves, um procedimento cirúrgico chamado de gastroplastia (popularmente conhecido como cirurgia bariátrica ou de redução de estômago) é realizado no paciente obeso. A realização da cirurgia, entretanto, não dispensa a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a realização de exercícios físicos.

Caso não tratado, o excesso de peso pode provocar inflamações em diferentes regiões do corpo, além do acúmulo de gordura nas artérias e de colesterol nos vasos sanguíneos. Pessoas com obesidade também têm risco de desenvolver problemas motores e ósseos. Alterações psicológicas, como depressão e ansiedade, também são comuns.

A obesidade pode, assim, provocar diversas doenças graves, que exigem tratamento contínuo. Saiba quais são as principais consequências da obesidade.

Diabetes

Com a ingestão excessiva de calorias, a quantidade de insulina produzida pelo corpo torna-se insuficiente para metabolizar todo o açúcar ingerido na alimentação. Assim, os níveis de açúcar no sangue sobem para além dos limites aceitáveis, caracterizando a diabetes tipo 2.

A boa notícia é que esse tipo de diabetes é revertido com bons hábitos alimentares e prática de exercícios físicos.

Problemas cardiovasculares

Para além da gordura visível no corpo, a obesidade provoca também o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de problemas como infarto e AVC.

Além disso, o excesso de colesterol dificulta a passagem de sangue pelos vasos sanguíneos e favorece o aparecimento de hipertensão. Em longo prazo, o paciente pode desenvolver condições graves, como insuficiência cardíaca.

Câncer

A obesidade não está relacionada apenas a doenças cardiovasculares. Diversas pesquisas indicam que o processo inflamatório provocado pela obesidade desempenha um papel na proliferação celular, o que aumenta o risco de desenvolvimento de tumores malignos.

A obesidade parece estar relacionada com um maior risco para o câncer de intestino grosso, mama, útero, rins e esôfago. Além disso, outros estudos já apontam para uma relação entre a obesidade e outros tipos de câncer, como de ovário e pâncreas.

Doenças respiratórias

O peso provocado pela gordura em excesso acaba sobrecarregando os pulmões, o que pode levar a uma condição potencialmente fatal chamada apneia do sono, quando ocorre uma parada momentânea da respiração durante o sono.

Além disso, obesidade também é um fator de risco para asma, uma das doenças respiratórias mais comuns. Isso ocorre porque a inflamação do tecido adiposo pode inflamar as vias aéreas, provocando o problema.

Voltar

Alzheimer: entenda o que é a doença, quais os sintomas e como se prevenir

25 de agosto de 2022

Responsável por entre 60% a 80% dos casos de demência em idosos, a doença de Alzheimer caracteriza-se pela perda gradual das funções cognitivas, como a memória e a linguagem. Saiba o que é a doença de Alzheimer, quais os principais sintomas e como proceder após o diagnóstico. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas […]

Alzheimer: entenda o que é a doença, quais os sintomas e como se prevenir

Responsável por entre 60% a 80% dos casos de demência em idosos, a doença de Alzheimer caracteriza-se pela perda gradual das funções cognitivas, como a memória e a linguagem. Saiba o que é a doença de Alzheimer, quais os principais sintomas e como proceder após o diagnóstico.

No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com algum tipo de demência, e uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) indica que esse número pode chegar a 4 milhões em 30 anos.

A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum, e é caracterizada pela degeneração do tecido cerebral, com o acúmulo de uma proteína anormal chamada beta-amiloide e a destruição de células do sistema nervoso. À medida que avança, o Alzheimer provoca problemas de memória, comportamento, comunicação e pensamento.

Não se sabe ainda o que provoca a neurodegeneração característica do Alzheimer, mas pesquisas indicam que a predisposição genética tem papel fundamental para o desenvolvimento da doença.

Além disso, condições como hipertensão, diabetes, sedentarismo e obesidade podem contribuir para o aparecimento do problema.

Quais os sintomas do Alzheimer?

Com a progressiva degeneração do tecido cerebral, os sintomas se desenvolvem gradualmente, e na fase inicial se manifestam de forma branda. Os primeiros sinais comumente aparecem por volta dos 65 anos, mas eles podem ocorrer antes disso.

O primeiro sintoma geralmente é o esquecimento de eventos recentes, já que a doença torna mais difícil a formação de memórias novas.

Podem ocorrer também alterações de personalidade, como o desenvolvimento de ansiedade, depressão ou medos irracionais. Dificuldades na fala e na execução de tarefas cotidianas também são manifestações frequentes.

Conforme a doença progride, os sintomas vão se tornando mais acentuados e incluem:

  • Perda de memória, inclusive informações sobre pessoas, locais e eventos;
  • Dificuldades na resolução de problemas e execução de tarefas cotidianas, como dirigir;
  • Desorientação e confusão;
  • Dificuldade de coordenação motora;
  • Dificuldade em entender e acompanhar pensamentos e conversas complexas;
  • Problemas de comunicação, incluindo o esquecimento de palavras;
  • Irritabilidade, agressividade e tendência ao isolamento.

Nos estágios mais avançados, a pessoa acometida tem dificuldade em lembrar de acontecimentos passados, precisa de ajuda para se alimentar e tomar banho, e desenvolve confusão crescente, não reconhecendo pessoas da própria família e até a própria casa.

Caso um idoso que você conheça desenvolva algum dos sintomas característicos do Alzheimer, é importante levá-lo para uma avaliação médica o mais rapidamente possível.

Diagnóstico e tratamento do Alzheimer

Não existe ainda um teste específico para o diagnóstico da doença de Alzheimer, e a condição só pode ser confirmada definitivamente por meio da biópsia do tecido cerebral.

O diagnóstico é realizado por meio da avaliação médica, que inclui averiguação do histórico familiar, testes neurológicos e cognitivos, exames de imagem do cérebro e exames de sangue, que ajudam a descartar outras causas de demência.

O apoio de amigos e familiares é fundamental no momento do diagnóstico, e é importante que os cuidadores mantenham um diário com a evolução dos sintomas. A manutenção da produtividade e de certos níveis de independência da pessoa acometida é recomendada sempre que possível.

O Alzheimer não tem cura e o objetivo principal do tratamento é retardar a evolução da doença, além de preservar as funções cerebrais.

Como prevenir a doença de Alzheimer

Algumas medidas podem ser adotadas na tentativa de prevenir o desenvolvimento do Alzheimer:

  • Controlar os níveis de colesterol e a pressão sanguínea;
  • Praticar exercícios físicos com regularidade;
  • Realizar atividades que estimulem o cérebro, como ler, resolver palavras cruzadas e aprender novas habilidades.