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Brasil já vive uma epidemia de obesidade: e os números mais recentes explicam por quê

26 de fevereiro de 2026

O excesso de peso já faz parte da realidade da maioria da população brasileira. Dados mais recentes do sistema de vigilância Vigitel mostram que 62,6% dos adultos nas capitais estão acima do peso, e 25,7% vivem com obesidade. O que antes era visto como um problema individual se consolidou como um fenômeno coletivo e crescente, […]

Brasil já vive uma epidemia de obesidade: e os números mais recentes explicam por quê

O excesso de peso já faz parte da realidade da maioria da população brasileira. Dados mais recentes do sistema de vigilância Vigitel mostram que 62,6% dos adultos nas capitais estão acima do peso, e 25,7% vivem com obesidade. O que antes era visto como um problema individual se consolidou como um fenômeno coletivo e crescente, hoje reconhecido como um dos principais desafios de saúde pública no país.

O peso da população brasileira vem aumentando de forma contínua

O avanço não aconteceu de forma repentina. A série histórica do Vigitel mostra crescimento consistente do excesso de peso e da obesidade desde 2006. Naquele ano, 42,6% dos adultos estavam acima do peso; em 2024, o índice chegou a 62,6%. A obesidade mais que dobrou no período, passando de 11,8% para 25,7% da população adulta.

Esse aumento populacional indica que a obesidade não pode ser compreendida apenas como resultado de escolhas individuais. Trata-se de uma mudança ampla no perfil de saúde da população brasileira.

A epidemia avança mais cedo e já preocupa entre jovens

Um dos sinais mais recentes e preocupantes é o crescimento acelerado do excesso de peso entre adultos jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, a prevalência subiu de 29,9% em 2019 para 41,3% em 2024, um aumento expressivo em poucos anos.

Esse padrão indica que o ganho de peso está começando mais cedo na vida adulta, o que projeta maior risco de doenças crônicas ao longo das próximas décadas.

O que explica o avanço da obesidade no Brasil hoje

Os dados mais recentes ajudam a entender que a epidemia de obesidade está ligada a mudanças no estilo de vida e no ambiente cotidiano. Entre os fatores identificados nas pesquisas nacionais estão:

  • Redução da atividade física no deslocamento (de 17% em 2009 para 11,3% em 2024)

  • Aumento do tempo sedentário em telas digitais

  • Padrões alimentares com presença relevante de ultraprocessados

  • Sono insuficiente em parte da população adulta

  • Rotinas urbanas mais sedentárias

Essas transformações indicam um ambiente que favorece o ganho de peso em escala populacional.

A obesidade cresce junto com outras doenças crônicas

O avanço da obesidade acompanha o aumento de condições crônicas associadas. Entre 2006 e 2024, o diagnóstico de diabetes em adultos brasileiros passou de 5,5% para 12,9%, e a hipertensão chegou a 29,7% da população adulta das capitais.

Esse conjunto de indicadores reforça que o excesso de peso não é apenas uma questão estética, mas um fator central no perfil atual de doenças no país.

Uma epidemia já instalada, um desafio coletivo

Com mais de seis em cada dez adultos acima do peso e mais de um quarto vivendo com obesidade, o Brasil já se encontra em um cenário típico de epidemia de saúde pública. A velocidade de crescimento, especialmente nas últimas décadas, indica que a obesidade deixou de ser exceção e passou a representar uma condição comum na população adulta brasileira.

Os dados mais recentes mostram que a obesidade é um fenômeno complexo, influenciado por múltiplos fatores do cotidiano e do ambiente. Diante desse cenário, olhar para a própria saúde com atenção, buscar acompanhamento quando necessário e adotar hábitos que favoreçam o bem-estar ao longo do tempo são passos importantes. Mais do que o peso em si, o foco está em promover saúde, qualidade de vida e cuidado contínuo.

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Mpox ultrapassa 80 casos no Brasil em 2026: conheça os sintomas e quando procurar atendimento

25 de fevereiro de 2026

A mpox voltou a registrar novos casos no Brasil em 2026 e já ultrapassa a marca de 80 confirmações no país neste início de ano. Embora o cenário esteja longe de uma emergência sanitária, autoridades de saúde reforçam a importância de reconhecer sinais e sintomas da infecção para reduzir a transmissão. Casos recentes mostram que […]

Mpox ultrapassa 80 casos no Brasil em 2026: conheça os sintomas e quando procurar atendimento

A mpox voltou a registrar novos casos no Brasil em 2026 e já ultrapassa a marca de 80 confirmações no país neste início de ano. Embora o cenário esteja longe de uma emergência sanitária, autoridades de saúde reforçam a importância de reconhecer sinais e sintomas da infecção para reduzir a transmissão.

Casos recentes mostram que o vírus continua circulando

Até fevereiro de 2026, o Brasil já havia registrado mais de 80 casos de mpox, com confirmações recentes em diferentes estados e o registro de novas áreas afetadas. O surgimento de casos em 2026 indica que o vírus segue em circulação no país, ainda que em níveis baixos.

Por exemplo, em 17 de fevereiro de 2026, Porto Alegre confirmou o primeiro caso do ano no município. O paciente foi infectado fora do estado, e autoridades reforçaram medidas de prevenção e vigilância.

Especialistas consideram o risco de uma nova onda baixo no momento, mas destacam que a presença de casos exige atenção contínua e orientação à população.

 O principal alerta: reconhecer os sintomas de mpox

A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Febre

  • Dor de cabeça

  • Dores musculares

  • Cansaço

  • Ínguas (gânglios inchados)

  • Lesões ou erupções na pele

As lesões cutâneas são o sinal mais característico da doença. Elas podem aparecer como bolhas, feridas ou crostas e surgir em diferentes partes do corpo, especialmente rosto, mãos, pés, boca ou região genital. Autoridades de saúde recomendam observar a pele e procurar atendimento se surgirem alterações suspeitas.

Como ocorre a transmissão

A transmissão acontece principalmente em situações de contato próximo, como:

  • Contato pele a pele com lesões

  • Contato com secreções das feridas

  • Saliva ou secreções respiratórias em proximidade prolongada

  • Contato com objetos ou tecidos contaminados

Esse padrão explica por que eventos com contato físico próximo podem favorecer a disseminação do vírus.

Quando procurar avaliação em saúde

A orientação é buscar atendimento sempre que surgirem lesões de pele associadas a febre ou mal-estar, especialmente após contato próximo com alguém com suspeita ou diagnóstico de mpox. Em caso de suspeita, recomenda-se:

  • Procurar uma unidade de saúde

  • Evitar contato próximo com outras pessoas

  • Manter lesões cobertas

  • Usar máscara em ambientes compartilhados

Essas medidas ajudam a reduzir a transmissão enquanto o diagnóstico é investigado.

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Vai cair na folia? Veja como cuidar da saúde durante o Carnaval

6 de fevereiro de 2026

O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano no Brasil. Blocos de rua, festas, viagens e longas horas de celebração fazem parte da programação de milhões de pessoas. No entanto, a intensidade da folia exige atenção redobrada com a saúde para que a diversão não seja interrompida por mal-estar, desidratação ou outros problemas […]

Vai cair na folia? Veja como cuidar da saúde durante o Carnaval

O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano no Brasil. Blocos de rua, festas, viagens e longas horas de celebração fazem parte da programação de milhões de pessoas. No entanto, a intensidade da folia exige atenção redobrada com a saúde para que a diversão não seja interrompida por mal-estar, desidratação ou outros problemas evitáveis.

Cuidados simples podem fazer toda a diferença antes, durante e depois dos dias de festa.

Hidratação deve ser prioridade

Altas temperaturas, consumo de bebidas alcoólicas e longos períodos de exposição ao sol aumentam significativamente o risco de desidratação durante o Carnaval. A recomendação é manter a ingestão frequente de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.

Intercalar bebidas alcoólicas com água é uma medida importante, assim como priorizar água, água de coco ou bebidas isotônicas em momentos de maior esforço físico, como caminhadas longas e permanência prolongada em blocos de rua.

Alimentação influencia diretamente no bem-estar

Durante a folia, é comum pular refeições ou optar por alimentos rápidos e de baixo valor nutricional. No entanto, uma alimentação inadequada pode levar à queda de energia, desconforto gastrointestinal e até episódios de hipoglicemia.

A orientação é fazer refeições leves e equilibradas, priorizando frutas, legumes, proteínas magras e carboidratos de fácil digestão. Também é importante ter atenção à procedência dos alimentos consumidos na rua, evitando locais sem higiene adequada.

Sono e descanso não devem ser ignorados

A privação de sono é frequente durante o Carnaval, mas pode comprometer o sistema imunológico, a atenção e o equilíbrio corporal. Dormir poucas horas por vários dias seguidos aumenta o risco de quedas, mal-estar e infecções.

Sempre que possível, é recomendável respeitar períodos mínimos de descanso entre um dia de festa e outro, permitindo que o corpo se recupere do desgaste físico.

Proteção contra o sol é essencial

Grande parte das festas acontece ao ar livre, muitas vezes sob sol intenso. O uso de protetor solar, reaplicado ao longo do dia, ajuda a prevenir queimaduras e outros danos à pele.

Além disso, chapéus, bonés, óculos escuros e roupas leves podem contribuir para maior conforto térmico e redução dos riscos associados à exposição solar prolongada.

Atenção ao consumo de álcool

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas está associado a diversos problemas de saúde, como desidratação, queda da pressão arterial, náuseas e prejuízo da coordenação motora. Esses fatores aumentam o risco de acidentes e mal-estar durante a folia.

Moderação é a principal recomendação. Alternar bebidas alcoólicas com água e evitar consumir álcool em jejum são medidas simples que ajudam a reduzir os impactos no organismo.

Cuidados com os pés e o corpo

Horas em pé, caminhadas longas e dança exigem atenção especial com o corpo. O uso de calçados confortáveis, adequados e já amaciados ajuda a prevenir bolhas, dores e lesões.

Alongamentos leves antes e depois das atividades também contribuem para reduzir dores musculares e melhorar a recuperação.

Atenção aos sinais do corpo

Tontura, enjoo, dor de cabeça intensa, fraqueza e sensação de desmaio são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Ao perceber qualquer sintoma persistente, a recomendação é interromper a atividade, buscar um local fresco, se hidratar e, se necessário, procurar atendimento de saúde.

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Coceira e formigamento nas pernas durante o exercício: o que explica essas sensações?

5 de fevereiro de 2026

Sensações como coceira, formigamento ou ardência nas pernas durante o exercício físico são queixas comuns entre pessoas que estão iniciando uma rotina de atividades. Embora causem estranhamento e até preocupação, esses sintomas, na maioria dos casos, estão associados a processos fisiológicos normais de adaptação do organismo ao esforço físico. O fenômeno está diretamente ligado à […]

Coceira e formigamento nas pernas durante o exercício: o que explica essas sensações?

Sensações como coceira, formigamento ou ardência nas pernas durante o exercício físico são queixas comuns entre pessoas que estão iniciando uma rotina de atividades. Embora causem estranhamento e até preocupação, esses sintomas, na maioria dos casos, estão associados a processos fisiológicos normais de adaptação do organismo ao esforço físico.

O fenômeno está diretamente ligado à circulação sanguínea, à ativação do sistema nervoso e à resposta do corpo ao aumento repentino de movimento, especialmente após períodos prolongados de sedentarismo.

Aumento do fluxo sanguíneo e ativação nervosa

Durante o exercício, o corpo aumenta o fluxo de sangue para os músculos ativos, com o objetivo de fornecer mais oxigênio e nutrientes. Esse processo é essencial para sustentar o esforço físico, mas pode gerar efeitos colaterais temporários.

O aumento da circulação provoca a dilatação dos vasos sanguíneos próximos à pele, estimulando terminações nervosas. Essa estimulação pode resultar em sensações como coceira ou formigamento, principalmente nas pernas, região que concentra grandes grupos musculares e costuma ser menos ativada na rotina diária.

Em pessoas sedentárias ou que estão retomando os exercícios após longos períodos de inatividade, essa resposta tende a ser mais perceptível.

Liberação de histamina durante o exercício

Outro fator envolvido é a liberação de histamina, substância produzida naturalmente pelo organismo. Durante a prática de atividade física, especialmente em exercícios aeróbicos, o corpo pode liberar histamina como parte do processo de regulação do fluxo sanguíneo.

Essa substância age sobre os vasos e pode causar coceira na pele. Diferentemente das reações alérgicas clássicas, essa liberação não indica doença nem intolerância ao exercício, sendo considerada uma resposta fisiológica comum em fases iniciais de adaptação.

Por que as pernas são mais afetadas?

As pernas são frequentemente o local onde essas sensações aparecem com mais intensidade. Isso ocorre porque:

  • São responsáveis por grande parte do esforço em caminhadas, corridas e treinos funcionais;

  • Permanecem longos períodos com pouca movimentação em atividades cotidianas;

  • Concentram grande volume de circulação sanguínea durante o exercício.

Quando o estímulo físico começa, o contraste entre repouso prolongado e atividade intensa torna as sensações mais evidentes.

Formigamento também pode estar relacionado à postura

Além da circulação, o formigamento pode estar associado a fatores mecânicos, como postura inadequada, sobrecarga inicial ou até compressão temporária de nervos durante determinados movimentos.

O uso de roupas muito apertadas, calçados inadequados ou a execução incorreta de exercícios também pode contribuir para esse tipo de sensação, especialmente em iniciantes que ainda estão ajustando técnica e consciência corporal.

Tendência é de melhora com a regularidade

Essas sensações costumam diminuir conforme o corpo se adapta à prática regular. Com o tempo, o sistema circulatório se torna mais eficiente, os nervos se ajustam aos estímulos e a resposta exagerada inicial tende a desaparecer.

Em geral, a redução dos sintomas ocorre após algumas semanas de prática consistente, respeitando limites e progressões adequadas.

Medidas simples ajudam na adaptação

Algumas estratégias podem contribuir para minimizar a coceira e o formigamento durante os treinos iniciais:

  • Realizar aquecimento progressivo antes do exercício;

  • Evitar aumentos bruscos de intensidade;

  • Usar roupas confortáveis e adequadas à atividade;

  • Manter hidratação adequada;

  • Respeitar os sinais do corpo e os intervalos de descanso.

Essas medidas favorecem uma adaptação mais gradual e segura.

Quando é necessário investigar?

Apesar de serem comuns e benignas na maioria dos casos, as sensações devem ser avaliadas por um profissional de saúde quando:

  • Persistem mesmo após o término do exercício;

  • Tornam-se intensas ou dolorosas;

  • Vêm acompanhadas de dormência prolongada;

  • Surgem junto a inchaço, alteração de cor da pele ou dor localizada.

Nessas situações, é importante descartar condições circulatórias, neurológicas ou musculares.