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Vai cair na folia? Veja como cuidar da saúde durante o Carnaval

6 de fevereiro de 2026

O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano no Brasil. Blocos de rua, festas, viagens e longas horas de celebração fazem parte da programação de milhões de pessoas. No entanto, a intensidade da folia exige atenção redobrada com a saúde para que a diversão não seja interrompida por mal-estar, desidratação ou outros problemas […]

Vai cair na folia? Veja como cuidar da saúde durante o Carnaval

O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano no Brasil. Blocos de rua, festas, viagens e longas horas de celebração fazem parte da programação de milhões de pessoas. No entanto, a intensidade da folia exige atenção redobrada com a saúde para que a diversão não seja interrompida por mal-estar, desidratação ou outros problemas evitáveis.

Cuidados simples podem fazer toda a diferença antes, durante e depois dos dias de festa.

Hidratação deve ser prioridade

Altas temperaturas, consumo de bebidas alcoólicas e longos períodos de exposição ao sol aumentam significativamente o risco de desidratação durante o Carnaval. A recomendação é manter a ingestão frequente de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.

Intercalar bebidas alcoólicas com água é uma medida importante, assim como priorizar água, água de coco ou bebidas isotônicas em momentos de maior esforço físico, como caminhadas longas e permanência prolongada em blocos de rua.

Alimentação influencia diretamente no bem-estar

Durante a folia, é comum pular refeições ou optar por alimentos rápidos e de baixo valor nutricional. No entanto, uma alimentação inadequada pode levar à queda de energia, desconforto gastrointestinal e até episódios de hipoglicemia.

A orientação é fazer refeições leves e equilibradas, priorizando frutas, legumes, proteínas magras e carboidratos de fácil digestão. Também é importante ter atenção à procedência dos alimentos consumidos na rua, evitando locais sem higiene adequada.

Sono e descanso não devem ser ignorados

A privação de sono é frequente durante o Carnaval, mas pode comprometer o sistema imunológico, a atenção e o equilíbrio corporal. Dormir poucas horas por vários dias seguidos aumenta o risco de quedas, mal-estar e infecções.

Sempre que possível, é recomendável respeitar períodos mínimos de descanso entre um dia de festa e outro, permitindo que o corpo se recupere do desgaste físico.

Proteção contra o sol é essencial

Grande parte das festas acontece ao ar livre, muitas vezes sob sol intenso. O uso de protetor solar, reaplicado ao longo do dia, ajuda a prevenir queimaduras e outros danos à pele.

Além disso, chapéus, bonés, óculos escuros e roupas leves podem contribuir para maior conforto térmico e redução dos riscos associados à exposição solar prolongada.

Atenção ao consumo de álcool

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas está associado a diversos problemas de saúde, como desidratação, queda da pressão arterial, náuseas e prejuízo da coordenação motora. Esses fatores aumentam o risco de acidentes e mal-estar durante a folia.

Moderação é a principal recomendação. Alternar bebidas alcoólicas com água e evitar consumir álcool em jejum são medidas simples que ajudam a reduzir os impactos no organismo.

Cuidados com os pés e o corpo

Horas em pé, caminhadas longas e dança exigem atenção especial com o corpo. O uso de calçados confortáveis, adequados e já amaciados ajuda a prevenir bolhas, dores e lesões.

Alongamentos leves antes e depois das atividades também contribuem para reduzir dores musculares e melhorar a recuperação.

Atenção aos sinais do corpo

Tontura, enjoo, dor de cabeça intensa, fraqueza e sensação de desmaio são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Ao perceber qualquer sintoma persistente, a recomendação é interromper a atividade, buscar um local fresco, se hidratar e, se necessário, procurar atendimento de saúde.

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Coceira e formigamento nas pernas durante o exercício: o que explica essas sensações?

5 de fevereiro de 2026

Sensações como coceira, formigamento ou ardência nas pernas durante o exercício físico são queixas comuns entre pessoas que estão iniciando uma rotina de atividades. Embora causem estranhamento e até preocupação, esses sintomas, na maioria dos casos, estão associados a processos fisiológicos normais de adaptação do organismo ao esforço físico. O fenômeno está diretamente ligado à […]

Coceira e formigamento nas pernas durante o exercício: o que explica essas sensações?

Sensações como coceira, formigamento ou ardência nas pernas durante o exercício físico são queixas comuns entre pessoas que estão iniciando uma rotina de atividades. Embora causem estranhamento e até preocupação, esses sintomas, na maioria dos casos, estão associados a processos fisiológicos normais de adaptação do organismo ao esforço físico.

O fenômeno está diretamente ligado à circulação sanguínea, à ativação do sistema nervoso e à resposta do corpo ao aumento repentino de movimento, especialmente após períodos prolongados de sedentarismo.

Aumento do fluxo sanguíneo e ativação nervosa

Durante o exercício, o corpo aumenta o fluxo de sangue para os músculos ativos, com o objetivo de fornecer mais oxigênio e nutrientes. Esse processo é essencial para sustentar o esforço físico, mas pode gerar efeitos colaterais temporários.

O aumento da circulação provoca a dilatação dos vasos sanguíneos próximos à pele, estimulando terminações nervosas. Essa estimulação pode resultar em sensações como coceira ou formigamento, principalmente nas pernas, região que concentra grandes grupos musculares e costuma ser menos ativada na rotina diária.

Em pessoas sedentárias ou que estão retomando os exercícios após longos períodos de inatividade, essa resposta tende a ser mais perceptível.

Liberação de histamina durante o exercício

Outro fator envolvido é a liberação de histamina, substância produzida naturalmente pelo organismo. Durante a prática de atividade física, especialmente em exercícios aeróbicos, o corpo pode liberar histamina como parte do processo de regulação do fluxo sanguíneo.

Essa substância age sobre os vasos e pode causar coceira na pele. Diferentemente das reações alérgicas clássicas, essa liberação não indica doença nem intolerância ao exercício, sendo considerada uma resposta fisiológica comum em fases iniciais de adaptação.

Por que as pernas são mais afetadas?

As pernas são frequentemente o local onde essas sensações aparecem com mais intensidade. Isso ocorre porque:

  • São responsáveis por grande parte do esforço em caminhadas, corridas e treinos funcionais;

  • Permanecem longos períodos com pouca movimentação em atividades cotidianas;

  • Concentram grande volume de circulação sanguínea durante o exercício.

Quando o estímulo físico começa, o contraste entre repouso prolongado e atividade intensa torna as sensações mais evidentes.

Formigamento também pode estar relacionado à postura

Além da circulação, o formigamento pode estar associado a fatores mecânicos, como postura inadequada, sobrecarga inicial ou até compressão temporária de nervos durante determinados movimentos.

O uso de roupas muito apertadas, calçados inadequados ou a execução incorreta de exercícios também pode contribuir para esse tipo de sensação, especialmente em iniciantes que ainda estão ajustando técnica e consciência corporal.

Tendência é de melhora com a regularidade

Essas sensações costumam diminuir conforme o corpo se adapta à prática regular. Com o tempo, o sistema circulatório se torna mais eficiente, os nervos se ajustam aos estímulos e a resposta exagerada inicial tende a desaparecer.

Em geral, a redução dos sintomas ocorre após algumas semanas de prática consistente, respeitando limites e progressões adequadas.

Medidas simples ajudam na adaptação

Algumas estratégias podem contribuir para minimizar a coceira e o formigamento durante os treinos iniciais:

  • Realizar aquecimento progressivo antes do exercício;

  • Evitar aumentos bruscos de intensidade;

  • Usar roupas confortáveis e adequadas à atividade;

  • Manter hidratação adequada;

  • Respeitar os sinais do corpo e os intervalos de descanso.

Essas medidas favorecem uma adaptação mais gradual e segura.

Quando é necessário investigar?

Apesar de serem comuns e benignas na maioria dos casos, as sensações devem ser avaliadas por um profissional de saúde quando:

  • Persistem mesmo após o término do exercício;

  • Tornam-se intensas ou dolorosas;

  • Vêm acompanhadas de dormência prolongada;

  • Surgem junto a inchaço, alteração de cor da pele ou dor localizada.

Nessas situações, é importante descartar condições circulatórias, neurológicas ou musculares.