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Guia essencial das principais especialidades médicas: entenda a função de cada uma

27 de janeiro de 2026

Saber qual médico procurar nem sempre é uma tarefa simples. Diante de sintomas, desconfortos ou até mesmo na prevenção, muitas pessoas têm dúvidas sobre qual especialidade é a mais indicada para cada situação. Essa falta de informação pode atrasar diagnósticos, gerar insegurança e dificultar o cuidado contínuo com a saúde. Pensando nisso, este guia reúne […]

Guia essencial das principais especialidades médicas: entenda a função de cada uma

Saber qual médico procurar nem sempre é uma tarefa simples. Diante de sintomas, desconfortos ou até mesmo na prevenção, muitas pessoas têm dúvidas sobre qual especialidade é a mais indicada para cada situação. Essa falta de informação pode atrasar diagnósticos, gerar insegurança e dificultar o cuidado contínuo com a saúde.

Pensando nisso, este guia reúne algumas das principais especialidades médicas, explicando de forma clara e objetiva para que serve cada uma delas. O objetivo é orientar, informar e ajudar o paciente a entender melhor os caminhos do cuidado com a própria saúde.

Clínico geral

O clínico geral é, na maioria das vezes, o primeiro médico a ser procurado. Ele avalia o paciente de forma ampla, considera o histórico de saúde, analisa sintomas iniciais e solicita exames básicos. Quando necessário, também faz o encaminhamento para outras especialidades, ajudando a direcionar a investigação do quadro clínico.

Cardiologista

O cardiologista é responsável pela saúde do coração e do sistema cardiovascular. Deve ser procurado em casos de dor no peito, falta de ar, palpitações, pressão arterial alterada ou histórico familiar de doenças cardíacas. Também atua de forma preventiva, acompanhando pacientes mesmo antes do surgimento de sintomas.

Endocrinologista

Essa especialidade cuida do equilíbrio hormonal e metabólico do organismo. O endocrinologista acompanha condições como diabetes, alterações da tireoide, obesidade, distúrbios hormonais e mudanças significativas em exames relacionados ao metabolismo. Também é indicado quando há dificuldades persistentes relacionadas ao peso ou ao funcionamento hormonal.

Gastroenterologista

O gastroenterologista é o médico do sistema digestivo, incluindo estômago, intestinos, esôfago, fígado e pâncreas. Sintomas como azia frequente, refluxo, dor abdominal, náuseas, constipação ou diarreia persistente costumam ser investigados por essa especialidade.

Ortopedista

O ortopedista atua no cuidado com ossos, músculos, articulações e ligamentos. É indicado para dores na coluna, joelhos, ombros, quadris, além de fraturas, lesões esportivas, problemas de postura e limitações de movimento que impactam a rotina.

Reumatologista

O reumatologista trata doenças inflamatórias, autoimunes e degenerativas que afetam articulações, músculos e tecidos conjuntivos. Dores articulares persistentes, rigidez ao acordar, inchaço e doenças como artrite, artrose e lúpus estão entre as condições acompanhadas por essa especialidade.

Neurologista

O neurologista é responsável pelo sistema nervoso, que inclui cérebro, medula espinhal e nervos. Deve ser procurado em casos de dores de cabeça frequentes, tonturas, formigamentos, alterações de memória, convulsões, tremores e outros sintomas neurológicos.

Pneumologista

Essa especialidade cuida da saúde respiratória. O pneumologista acompanha doenças como asma, bronquite, pneumonia, apneia do sono e quadros de falta de ar recorrente. Também atua na avaliação e no acompanhamento de pessoas com histórico de tabagismo.

Dermatologista

O dermatologista cuida da pele, cabelos e unhas. Além das questões estéticas, é fundamental para o diagnóstico de doenças de pele, alergias, infecções, queda de cabelo, alterações nas unhas e avaliação de manchas ou lesões suspeitas.

Ginecologista

O ginecologista acompanha a saúde da mulher ao longo da vida, desde a adolescência até a maturidade. Atua na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de condições do sistema reprodutor feminino, além de orientar sobre ciclos menstruais, saúde íntima e exames preventivos.

Urologista

O urologista é o especialista do sistema urinário de homens e mulheres, além de cuidar da saúde reprodutiva masculina. É indicado para alterações urinárias, infecções, dores na região pélvica, problemas prostáticos e acompanhamento preventivo da saúde do homem.

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Oleaginosas: aliadas da alimentação equilibrada, mas com atenção às quantidades

26 de janeiro de 2026

Castanha-do-pará, castanha de caju, nozes, amêndoas, pistache, amendoim. As oleaginosas fazem parte da rotina alimentar de muitas pessoas e, nos últimos anos, ganharam ainda mais espaço por estarem associadas a uma alimentação considerada mais equilibrada. Ricas em gorduras boas, fibras e micronutrientes, elas podem, sim, ser grandes aliadas da saúde. No entanto, como acontece com […]

Oleaginosas: aliadas da alimentação equilibrada, mas com atenção às quantidades

Castanha-do-pará, castanha de caju, nozes, amêndoas, pistache, amendoim. As oleaginosas fazem parte da rotina alimentar de muitas pessoas e, nos últimos anos, ganharam ainda mais espaço por estarem associadas a uma alimentação considerada mais equilibrada. Ricas em gorduras boas, fibras e micronutrientes, elas podem, sim, ser grandes aliadas da saúde. No entanto, como acontece com diversos alimentos nutricionalmente densos, o consumo em excesso pode transformar o benefício em um risco.

O que são oleaginosas e por que elas são tão valorizadas?

Oleaginosas são sementes ou frutos ricos em óleos naturais. Esse grupo inclui alimentos bastante populares no dia a dia do brasileiro, como o amendoim e a castanha de caju, além de opções mais comuns em dietas específicas, como nozes, amêndoas, macadâmia e pistache.

O principal motivo pelo qual esses alimentos são tão valorizados está na sua composição nutricional. As oleaginosas são fontes de gorduras insaturadas — conhecidas como “gorduras boas” — além de proteínas vegetais, fibras alimentares, vitaminas e minerais como magnésio, selênio, zinco e vitamina E. Essa combinação contribui para a sensação de saciedade, para o bom funcionamento do organismo e para a manutenção de uma alimentação mais equilibrada.

Quando o excesso vira um problema

Apesar dos benefícios, é importante lembrar que oleaginosas são alimentos altamente calóricos. Uma pequena porção concentra uma quantidade significativa de energia, justamente por causa do alto teor de gorduras. Isso significa que o consumo desatento ou exagerado pode contribuir para o ganho de peso e para desequilíbrios nutricionais.

Além disso, algumas oleaginosas possuem concentrações elevadas de determinados minerais. A castanha-do-pará, por exemplo, é extremamente rica em selênio. Embora esse mineral seja essencial para o organismo, o consumo excessivo pode levar a efeitos adversos quando ultrapassa as necessidades diárias recomendadas.

Outro ponto de atenção está no consumo de oleaginosas industrializadas, como versões salgadas ou caramelizadas. O excesso de sódio e açúcares adicionados pode anular parte dos benefícios naturais do alimento e impactar negativamente a saúde quando consumidos com frequência.

Quantidade importa tanto quanto a escolha

O papel das oleaginosas na alimentação deve ser o de complemento, e não de substituição descontrolada de refeições ou de outros grupos alimentares. Guias alimentares, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, reforçam a importância do equilíbrio, da variedade e da atenção às porções.

Uma pequena quantidade diária costuma ser suficiente para aproveitar os benefícios nutricionais sem exageros. O problema não está no alimento em si, mas na frequência, na quantidade e na forma como ele é inserido na rotina alimentar.

Nesse contexto, exames laboratoriais e avaliações periódicas ajudam a compreender como o corpo responde à alimentação e ao estilo de vida adotado. Alterações em indicadores como colesterol, triglicerídeos e minerais no organismo podem sinalizar a necessidade de ajustes, sempre com base em dados e acompanhamento adequado.

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Janeiro Roxo: informação e diagnóstico precoce fazem toda a diferença no combate à hanseníase

14 de janeiro de 2026

Apesar de ser uma doença antiga e amplamente estudada, a hanseníase ainda é cercada por desinformação, preconceito e, principalmente, diagnósticos tardios. É justamente por isso que o Janeiro Roxo existe: para reforçar a importância da conscientização, do olhar atento aos primeiros sinais e do acesso ao diagnóstico precoce. No Brasil, a hanseníase ainda é um […]

Janeiro Roxo: informação e diagnóstico precoce fazem toda a diferença no combate à hanseníase

Apesar de ser uma doença antiga e amplamente estudada, a hanseníase ainda é cercada por desinformação, preconceito e, principalmente, diagnósticos tardios. É justamente por isso que o Janeiro Roxo existe: para reforçar a importância da conscientização, do olhar atento aos primeiros sinais e do acesso ao diagnóstico precoce.

No Brasil, a hanseníase ainda é um desafio de saúde pública. E não por falta de tratamento, que é eficaz e disponível, mas porque muitas pessoas demoram a reconhecer os sintomas ou a procurar atendimento médico. Informação, nesse contexto, é uma das ferramentas mais importantes de cuidado.

O que é a hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Ela tem evolução lenta e, quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode causar complicações neurológicas e sequelas físicas.

Um dos principais problemas é que, nos estágios iniciais, os sinais costumam ser sutis. Isso faz com que muitas pessoas convivam com a doença por meses — ou até anos — sem saber.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Quanto mais cedo a hanseníase é identificada, menores são os riscos de complicações. O diagnóstico precoce permite:

● Início rápido do tratamento

● Interrupção da transmissão

● Prevenção de sequelas físicas e neurológicas

● Melhor qualidade de vida para o paciente

Além disso, identificar a doença nos estágios iniciais contribui para reduzir o estigma, mostrando que a hanseníase é uma condição tratável e curável quando acompanhada corretamente.

Os primeiros sinais merecem atenção

Um dos grandes desafios da hanseníase é que ela não costuma causar dor no início. Justamente por isso, muitos sinais acabam sendo ignorados ou confundidos com outras condições dermatológicas ou neurológicas.

Entre os principais sintomas iniciais estão:

● Manchas na pele mais claras, avermelhadas ou acastanhadas

● Alteração ou perda de sensibilidade ao toque, calor ou dor nessas manchas

● Dormência ou formigamento, principalmente em mãos, pés e braços

● Diminuição da força muscular, especialmente nas extremidades

● Lesões que não doem e não coçam, mas persistem ao longo do tempo

Esses sinais, isolados ou combinados, merecem investigação médica. Observar o próprio corpo e não normalizar sintomas persistentes é um passo fundamental para o cuidado com a saúde.

Hanseníase tem tratamento e tem cura

Outro ponto essencial do Janeiro Roxo é combater o medo e o preconceito. A hanseníase tem tratamento eficaz e gratuito, e a pessoa em tratamento deixa de transmitir a doença logo no início da terapia. O maior risco não está no diagnóstico, mas no atraso dele.

Quando a doença é ignorada ou descoberta tardiamente, aumentam as chances de comprometimento dos nervos, o que pode levar a limitações funcionais. Por isso, informação e acesso ao diagnóstico são aliados indispensáveis.

Informação também combate o preconceito

Durante muito tempo, a hanseníase foi associada ao medo e ao isolamento. Hoje, sabemos que o maior inimigo ainda é o desconhecimento. Falar sobre a doença, explicar seus sinais e reforçar a importância do diagnóstico precoce é uma forma direta de combater o estigma e promover saúde.

Janeiro Roxo não é apenas uma campanha de conscientização. É um convite para olhar com mais atenção para o próprio corpo, buscar informação de qualidade e entender que cuidar cedo é sempre o melhor caminho.

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Nem 8, nem 80: por que começar o ano com equilíbrio faz mais sentido para a sua saúde

13 de janeiro de 2026

Todo começo de ano vem acompanhado de uma sensação coletiva de “agora vai”. É a época das listas intermináveis de metas, das promessas de mudança radical e, principalmente, das tentativas de compensar tudo o que ficou para trás. Dietas extremamente restritivas, treinos intensos do dia para a noite, rotinas quase impossíveis de manter. Mas será […]

Nem 8, nem 80: por que começar o ano com equilíbrio faz mais sentido para a sua saúde

Todo começo de ano vem acompanhado de uma sensação coletiva de “agora vai”. É a época das listas intermináveis de metas, das promessas de mudança radical e, principalmente, das tentativas de compensar tudo o que ficou para trás. Dietas extremamente restritivas, treinos intensos do dia para a noite, rotinas quase impossíveis de manter. Mas será que esse é mesmo o melhor caminho?

A lógica do “tudo ou nada” — o famoso 8 ou 80 — pode até parecer motivadora num primeiro momento, mas, na prática, costuma ser uma das maiores inimigas da saúde física e mental. O corpo não funciona no modo emergência o tempo todo. Ele responde melhor à constância, ao cuidado progressivo e ao equilíbrio.

O problema dos extremos

Quando falamos de saúde, extremos quase nunca são sinônimo de bons resultados. Dietas milagrosas prometem emagrecimento rápido, mas frequentemente ignoram necessidades básicas do organismo, como variedade de nutrientes, energia

suficiente e prazer ao se alimentar. Treinos excessivos, sem preparo ou acompanhamento adequado, aumentam o risco de lesões, fadiga extrema e frustração.

Além disso, mudanças muito bruscas costumam ser difíceis de sustentar. O resultado é conhecido: abandono precoce, sensação de fracasso e, muitas vezes, um efeito rebote que gera ainda mais desânimo.

Não é falta de força de vontade. É falta de estratégia.

O início do ano não precisa ser um recomeço radical

Existe uma ideia bastante difundida de que janeiro é um botão de “reset”. Como se tudo precisasse começar do zero, com intensidade máxima. Mas a vida real não funciona assim. O corpo carrega histórias, ritmos, limites e também aprendizados do ano que passou.

Começar com calma não significa começar errado. Pelo contrário: significa respeitar processos.

Adotar hábitos saudáveis pode (e deve) ser algo construído aos poucos. Pequenas mudanças consistentes costumam gerar impactos muito mais duradouros do que grandes transformações feitas às pressas.

Equilíbrio também é uma escolha consciente

Equilíbrio não é fazer tudo “mais ou menos”. É fazer com consciência. É entender que cuidar da alimentação não precisa excluir grupos alimentares inteiros sem orientação profissional. Que se movimentar mais não exige treinar como um atleta logo na primeira semana. Que descanso, sono de qualidade e saúde mental também fazem parte de um estilo de vida saudável.

Equilíbrio é saber ouvir o próprio corpo, reconhecer sinais de cansaço, desconforto ou excesso e ajustar o ritmo quando necessário. É sair da lógica punitiva e entrar numa relação mais sustentável com a própria saúde.

Constância vale mais do que intensidade

Um dos maiores mitos quando falamos de hábitos saudáveis é a ideia de que só vale a pena se for intenso. Mas a ciência e a prática mostram justamente o contrário: constância supera intensidade.

Caminhadas regulares podem ser mais benéficas do que treinos intensos feitos de forma esporádica. Uma alimentação equilibrada ao longo da semana tende a ser mais eficaz do que períodos de restrição seguidos de exageros. O mesmo vale para exames preventivos e acompanhamento médico: cuidar antes é sempre melhor do que correr atrás depois.

O papel da prevenção e do autoconhecimento

Cuidar da saúde também passa por conhecer o próprio corpo. Exames de rotina ajudam a entender como o organismo está funcionando, identificar possíveis desequilíbrios e orientar decisões mais seguras, seja para iniciar uma atividade física, ajustar a alimentação ou simplesmente acompanhar indicadores importantes.

A prevenção permite escolhas mais conscientes e evita que o cuidado com a saúde seja movido apenas por urgência ou culpa. É um investimento em qualidade de vida, não uma resposta a excessos.

Menos pressão, mais cuidado

Talvez o maior desafio do início do ano não seja criar novas metas, mas aliviar a pressão. Não existe um prazo universal para “dar certo”. Saúde não é uma corrida, nem uma competição.

Respeitar o próprio tempo, buscar orientação profissional quando necessário e fugir de soluções milagrosas são atitudes que fazem toda a diferença no longo prazo. O caminho do meio costuma ser o mais seguro, mais eficiente e mais gentil.