Síndrome mão-pé-boca: saiba como prevenir doença que afeta principalmente crianças

2021-12-03T08:04:32-03:00

A síndrome mão-pé-boca é uma doença contagiosa causada pelo vírus Coxsackie, que ataca o sistema digestivo e tem como sua principal característica a formação de estomatites, uma espécie de afta que afeta a mucosa da boca, e bolhas que costumam aparecer nos pés e mãos. Apesar de acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

Por conta das mudanças climáticas, os casos da doença tendem a aumentar consideravelmente durante o verão e outono. Conheça mais sobre a síndrome mão-pé-boca, saiba como identificá-la e preveni-la.

Transmissão

 A transmissão da mão-pé-boca se dá pela via oral ou fecal, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, salivas e outras secreções, ou por alimentos e objetos contaminados. Mesmo depois de curado, o indivíduo pode transmitir o vírus por aproximadamente quatro semanas.

 Sintomas

O período de incubação do vírus oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os de um resfriado comum. São sinais característicos da doença:

  • Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
  • Manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro, que podem evoluir para ulcerações dolorosas, na boca, amígdalas e faringe;
  • Erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos, plantas dos pés, nádegas e na região genital;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Dificuldade para engolir e muita salivação.

Diagnóstico

Devido às características das lesões e dos sintomas, o diagnóstico é feito através do exame clínico, não havendo, em geral, necessidade de nenhum exame laboratorial para confirmação da doença. Em casa de dúvidas ou semelhanças com outros quadros, o médico pediatra pode solicitar exames de sangue.

Tratamento

Na maioria dos casos, como ocorre em outras infecções por vírus, a síndrome mão-pé-boca regride espontaneamente após alguns dias. Para aliviar os sintomas, são utilizados analgésicos e antitérmicos, por exemplo. Recomenda-se que a criança permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem durante o período. Caso o paciente sofra com desidratação por causa da dificuldade de ingerir líquidos, a internação se faz necessária.

Prevenção

Como ainda não existe vacina contra o vírus Coxsackie, a forma mais eficiente de prevenir a contaminação é através do reforço das medidas de higiene, com a lavagem das mãos com água e sabão, limpeza de objetos e dos ambientes da casa. Evite também contato com pessoas doentes. Crianças contaminadas devem permanecer afastadas da escola ou creche até não apresentar mais nenhum sintoma da doença.