Reconstrução de mama renova autoestima após o câncer

2021-10-15T17:57:26-03:00

Receber o diagnóstico de câncer de mama é um processo difícil para qualquer mulher. Isso porque, além de ter de enfrentar a doença, há o grande receio da perda do seio. Com isso, além do corpo, a autoestima da paciente também é afetada diretamente. Por isso, as cirurgias de reconstrução mamária são tão importantes, ajudando as mulheres a se recuperarem emocionalmente e contribuindo para o sucesso do tratamento.

Atualmente, a cirurgia reparadora pode ser realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e é garantida por lei em casos de retirada total ou parcial de mamas afetadas pelo câncer. Ela pode ser feita logo após a mastectomia ou posteriormente, caso a paciente não tenha condições clínicas para isso. E, assim como o tratamento da doença evoluiu, também evoluíram as técnicas de reconstrução mamária.

 O que é a reconstrução mamária e como é feita?

 A cirurgia reparadora mamária tem como objetivo remodelar ou reconstruir as mamas após a mastectomia, procedimento que remove todo o seio, incluindo o mamilo e a aréola, ou a setorectomia, que retira apenas a parte onde está localizado o tumor. Ela pode ser feita no momento da retirada parcial ou total do seio, o que é conhecido como reconstrução imediata, ou depois da cicatrização do tecido e da finalização do tratamento do câncer, no que chamam de reconstrução tardia.

A técnica de reconstrução que será utilizada dependerá de alguns fatores, como a forma, tamanho e localização da retirada do tecido mamário, a estrutura corporal e até a quantidade de cirurgias que a paciente está disposta a fazer, podendo ser utilizado próteses, expansores ou retalhos de gordura e pele. Em alguns casos, pode ser usada uma combinação dos dois tipos, para deixar a mama ainda mais natural. Os principais métodos são:

Prótese de silicone

Essa técnica é indicada, na maioria das vezes, quando a mastectomia ocorre sem comprometer uma grande quantidade de pele ou em casos onde a paciente não possui tecido suficiente para reconstruir a mama.

Expansores

 Nesse método, uma prótese vazia é inserida sob a pele, de forma a possibilitar a expansão gradual do tecido, através da aplicação de soro fisiológico, até que seja atingido o tamanho desejado. Finalizada essa etapa, uma segunda intervenção é realizada para remoção do expansor e implante definitivo. Também já existem expansores permanentes, onde toda a reconstrução é feita através de um único procedimento.

Transferência de retalhos de pele

Na técnica de transferência de retalhos de pele é feita a retirada de tecidos de uma área do corpo da própria paciente, sendo os principais tipos: retalho miocutâneo do músculo reto abdominal (TRAM), onde é utilizado pele, gordura e músculos da parte inferior abdominal e criado uma espécie de túnel, levando o tecido até a mama; retalho perfurante da artéria epigástrica (DIEP), onde se retira parte do tecido adiposo da barriga para inserir na região a ser reconstruída; e retalho do músculo grande dorsal, sendo feita a rotação de retalho ou músculo grande dorsal do mesmo lado do seio que precisa ser reparado. Apenas o médico poderá indicar qual tipo de método é ideal para cada caso.

É possível reconstruir a aréola e o mamilo?

Se a área da aréola e do mamilo da paciente for afetada pelo tratamento, existem algumas técnicas para reconstruir a região. A reconstrução pode ser feita através de um novo procedimento cirúrgico, a partir da pele do local, de enxerto ou de ambos, depois que a mama reconstruída estiver cicatrizada, o que ocorre em média três a quatro meses após a intervenção.

Na hipótese da mulher não desejar passar por novos procedimentos ou não ser possível realizar a reparação, o uso da dermopigmentação com técnicas em 3D é uma excelente opção. Esse processo poderá ser feito de 6 meses a 1 ano após a reconstrução da mama, com a indicação e autorização médica. Através desse método também é possível amenizar as cicatrizes que as cirurgias deixam.

Prevenção é o melhor tratamento para o câncer de mama

 O câncer de mama ainda é um dos cânceres que mais matam no Brasil. Porém, a detecção precoce possibilita a cura em mais de 90% dos casos. Por isso, o autoexame deve ser iniciado a partir dos 20 anos. Para mulheres acima dos 50 anos, é importante a realização da mamografia de rastreamento, mesmo sem que haja sinais ou sintomas da doença. Além disso, busque um estilo de vida saudável, com prática de exercícios físicos e alimentação equilibrada.

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