Dor nas costas: entenda o aumento de queixas durante a pandemia

2021-09-13T08:46:04-03:00

A dor nas costas é um problema que afeta homens e mulheres, sem distinção de idade, em diversos momentos da vida, e nem sempre ela é sintoma de alguma doença. Porém, a lombalgia (dor na região lombar), dorsalgia (dor na região superior das costas) e a cervicalgia (dores no pescoço) já são a segunda maior razão de ida dos pacientes aos consultórios médicos e uma das causas mais recorrentes de afastamento de trabalho e pedidos de aposentadoria. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80% da população mundial será acometida, pelo menos uma vez na vida, pelo problema.

Durante a pandemia da Covid-19, as buscas na internet pelo termo “dor nas costas” tiveram um salto considerável, segundo dados do Google Trends, uma ferramenta que mostra as pesquisas mais populares por uma determinada palavra-chave. O maior pico foi logo no início de quarentena, mas o interesse pelo tema segue em alta com o avançar dos meses. Entretanto, o aumento no número de pessoas acometidas por esse tipo de incômodo não é por acaso.

As dores nas costas e na lombar podem surgir a partir de um conjunto de fatores, sendo facilmente explicadas pela alteração na rotina e novos hábitos da pandemia. O abandono dos exercícios físicos ou redução do ritmo, problemas de postura no home office, o estresse acumulado e a adoção de atividades não habituais são alguns dos agentes que levam ao aumento do número de casos e queixas durante o período.

Conheça alguns fatores capazes de desencadear episódios de dores nas costas e saiba como amenizar os impactos desse problema que pode interferir diretamente na sua qualidade de vida.

Home office

Com o avanço da pandemia, muita gente viu o seu lar se transformar em um ambiente de trabalho, e muitas vezes sem o aparato necessário para isso. Para essas pessoas, o ideal é ter uma estrutura que atenda minimamente algumas exigências ergonômicas, como uma cadeira confortável, capaz de oferecer apoio para a coluna e braços. Ao sentar, quadril e joelhos devem ficar em um ângulo de 90 graus. Caso os pés não encostem no chão, é importante ter um suporte para eles.

A tela do computador deve estar na altura dos olhos, para que a cabeça não fique curvada para baixo, tensionando o pescoço. O mais recomendado é que o mouse e teclado fiquem na mesa, na altura do cotovelo dobrado. Evite permanecer na mesma posição por um longo período, levantando-se de hora em hora para dar uma caminhada e esticar as pernas.

Atividade física

 O sedentarismo é um dos principais adversários da saúde. A recomendação médica é que sejam realizadas atividades físicas diárias por no mínimo 30 minutos, durante 5 dias na semana. O retorno deve ser feito com os devidos cuidados, não somente por conta do risco de infecção pelo coronavírus, mas também pelo perigo de lesões após o intervalo parado. Retome em baixa intensidade, deixando que o seu corpo volte a se acostumar com os exercícios.

Caso prefira permanecer com as atividades físicas em casa, aposte em treinos de fortalecimento da região do core, que é o conjunto de músculos que suporta a pelve, abdômen, lombar e quadril. Se você não tem muita prática ou experiência, comece aos poucos e de preferência com o acompanhamento de um profissional, mesmo que à distância.

Relaxe a mente

Existe uma forte conexão entre o estresse e as dores nas costas. Isso porque, com a agitação constante, contraímos os músculos sem mesmo perceber. Além disso, o estresse causa a liberação de hormônios que aumentam a percepção da dor, reduzindo a circulação sanguínea e fazendo com que menos oxigênio e nutrientes cheguem aos tecidos. O resultado disso é a sensação de fadiga acompanhada de dores, sendo a coluna uma das regiões que mais refletem a tensão do dia a dia.

Para amenizar esse problema, invista em atividades como alongamento, ioga e meditação. Essas práticas, além de auxiliarem a gerenciar o estresse e a lidar com as emoções, ajudam a melhorar a flexibilidade, a fortalecer a musculatura e articulações, e a restaurar o equilíbrio do corpo e da mente.

Se as dores persistem, procure atendimento médico

 As dores nas costas são, geralmente, pontuais, pioram com o movimento e tendem a regredir com o passar dos dias, sem maiores complicações. Nesse período, alongamentos, compressas quentes e massagens podem amenizar os sintomas. A automedicação deve ser evitada, pois pode trazer sérios riscos à saúde.

Porém, há situações que precisam de um acompanhamento médico, por isso é preciso estar atento a sinais de alerta como as dores intensas ou persistentes, dores com alterações de força e sensibilidade, dor após um trauma, febre, dificuldade em respirar ou problemas para se movimentar. Caso sinta algum desses sintomas, busque ajuda especializada para uma avaliação.