Conheça mitos e verdades sobre o câncer de mama

2021-10-27T11:18:27-03:00

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de novos casos só em 2020, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Com ocorrência e mortalidade crescente a partir dos 40 anos, ele também é o tipo que mais mata brasileiras. Mas o câncer de mama pode ser curado e quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será o tratamento. Quando descoberto em estágio inicial, as chances de cura chegam a 95%.

Por isso, nada mais importante do que compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença e o seu diagnóstico precoce. Confira as principais dúvidas, mitos e verdades que cercam o câncer de mama.

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O câncer de mama sempre apresenta sintomas?

Falso. Nos estágios mais iniciais, a doença pode se manifestar através de microcalcificações ou nódulos impalpáveis. Por isso a mamografia de rastreio é tão importante e deve ser realizada regularmente a partir dos 50 anos.

Se tenho histórico familiar de câncer de mama, corro mais riscos de desenvolver a doença?

Verdadeiro. Ter mãe, irmã ou filha com câncer de mama aumenta o risco em 80%. Por isso, mulheres com histórico familiar devem fazer um acompanhamento intensivo. Há um teste que mostra se há mutações genéticas, porém o serviço só é feito na rede particular de saúde. Se for detectada a mutação, as cirurgias preventivas conseguem reduzir bastante as chances de desenvolver a doença.

O autoexame pode substituir a mamografia?

Falso. O autoexame é insuficiente para detectar nódulos com menos de 1 centímetro. Ou seja, quando ele é palpável, já está em um tamanho acima do desejável. Por isso, a mamografia para os grupos indicados é essencial e insubstituível.

Quem tem silicone pode fazer mamografia?

Verdadeiro. Mulheres que possuem prótese de silicone podem realizar a mamografia, não havendo prejuízos ao exame.

Todo nódulo na mama é câncer?

Falso. A formação de nódulos nas mamas pode ocorrer ao longo da vida, devido à multiplicação desordenada de células. Porém, eles nem sempre trazem risco para a mulher e são, em grande maioria, benignos. No entanto, é essencial o acompanhamento médico e uma investigação completa.

A mamografia e a ultrassonografia são exames diferentes?

 Verdadeiro. A mamografia é uma radiografia, ou seja, um exame de imagem que utiliza raios X. Já a ultrassonografia, embora também seja um exame de imagem, usa ondas sonoras de alta frequência. Apesar de até poder ser utilizada no diagnóstico do câncer de mama, a ultrassonografia não é um método possível para todas as pessoas, sendo a mamografia o exame mais indicado.

Todas as pacientes diagnosticadas com câncer de mama precisam fazer quimioterapia?

 Falso. Apesar de frequente, a quimioterapia não é um tratamento necessário para todos os casos. A indicação ocorre de acordo com vários fatores, como o tamanho e características do nódulo, dados do estudo imunohistoquímico, condições de saúde da paciente, dentre outros.

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Hábitos alimentares saudáveis contribuem para a reduzir a mortalidade por câncer de mama?

 Verdadeiro. Um estudo publicado pelo Journal of Clinical Oncology, em 2021, demonstrou uma diminuição de 15% de risco da mortalidade em pacientes com câncer de mama após ser implementada uma dieta com redução de gordura.

Mulheres com câncer de mama não devem fazer exercício físico?

Falso. Diversos estudos comprovam o benefício da prática regular de atividades físicas, como a melhora do sistema imunológico e do metabolismo, redução dos efeitos colaterais do tratamento, além da prevenção da ansiedade e depressão. Entretanto, os exercícios devem ser adaptados para as necessidades da paciente, com aval do mastologista e sempre com orientação profissional.

O uso de sutiã pode causar o câncer de mama?

Falso. Não há indicação científica que comprove a relação entre o uso do sutiã e o desenvolvimento da doença. O câncer de mama é uma patologia multifatorial com alguns fatores de risco modificáveis, como obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo e má alimentação.

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