Cefaleia ou enxaqueca: entenda a diferença e saiba as causas das dores

2021-11-30T08:05:24-03:00

Cefaleia ou enxaqueca? Essa pode até parecer uma pergunta simples, mas na verdade não é. Apesar de ambas se tratarem de dores que atingem a cabeça, um tipo de desconforto que afeta pelo menos 70% da população, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, existem diversas diferenças entre elas, a começar pelos sintomas e as causas. Com isso, as formas de tratamento também variam para cada uma.

A cefaleia é o termo técnico para dor de cabeça, enquanto a enxaqueca, também chamada de migrânea, é um dos 150 tipos de cefaleias. Os dois quadros se diferem pela localização da dor, duração, intensidade, intolerâncias e se é acompanhada de outros sintomas, como enjoo e vômito. Entenda a diferença entre os mais comuns tipos de cefaleia, principais gatilhos e saiba como amenizar as dores.

Cefaleia tensional

 A cefaleia tem como principal característica a sensação de cabeça pesada, apertada ou pressionada. A intensidade da dor varia de fraca a moderada, podendo ter duração de 30 minutos a sete dias e acontecer de forma episódica ou crônica. Apesar do desconforto, não apresenta outros sintomas, como náusea ou vômito, não piora com a prática de atividade física ou impede tarefas do dia a dia.

Na maioria dos casos, a cefaleia tensional está relacionada ao estresse, ansiedade, depressão, insônia ou jejum prolongado, mas também pode estar associada a doenças como sinusite, meningite, aneurisma, trombose ou AVC. Diante disso, em caso de crises persistentes e intensas, busque um atendimento médico de urgência ou uma avaliação com um especialista em neurologia.

Determinada a causa da cefaleia, o tratamento geralmente é feito através de analgésicos. Porém, é importante ressaltar que os medicamentos devem ser usados apenas para atenuar os sintomas, sendo fundamental identificar os gatilhos que levam às crises e tratá-los isoladamente, impedindo a repetição dos episódios e garantindo uma melhor qualidade de vida.

Cefaleia em salvas

 A cefaleia em salvas é considerada um tipo menos frequente, com dores que costumam atingir somente um lado da cabeça ou em torno dos olhos, em ondas pulsantes. A dor surge e desaparece de repente, podendo causar vermelhidão e lacrimejamento dos olhos, queda de pálpebra ou congestão nasal. Quanto à duração, varia de minutos a horas.

As principais causas da cafaleia em salvas podem ser problemas na região do cérebro conhecida como hipotálamo, que é responsável pelo controle da temperatura, hormônios e sono. O tratamento é feito de forma preventiva, a depender do tipo de crise que atinge o paciente.

Enxaqueca

 A enxaqueca é considerada uma condição crônica e sem cura. Ela se caracteriza pela dor de intensidade moderada a forte, latejante, em um dos lados da cabeça, que aumenta aos poucos. As crises costumam durar de quatro a 72 horas, podendo permanecer por mais de 15 dias e piorar com a movimentação do corpo ou atividades rotineiras. A frequência dos episódios varia de pessoa para pessoa, ocorrendo até diariamente.

Além da dor, outros sintomas são comuns, como náuseas e vômitos. A enxaqueca também pode provocar aversão à luz, a cheiros e ao som. Em alguns casos, é possível sentir a visão turva ou enxergar pontos luminosos, que podem indicar o início de uma nova crise. Em situações mais graves, as dores vêm acompanhadas de tontura, transpiração excessiva, dificuldade para falar ou se movimentar e formigamento em algumas partes do corpo, como mãos, pés e braços.

A enxaqueca muitas vezes é causada por alterações hormonais, ingestão de alimentos ricos em gordura, produtos condimentados, frutas cítricas, bebidas lácteas e alcoólicas, excesso de cafeína, mudanças no padrão do sono, atividades físicas em excesso, estresse, jejum prolongado e sedentarismo. Quanto mais se conhece os gatilhos desencadeadores das crises, maiores são as chances de se evitar novos episódios.

O tratamento para a enxaqueca leva em consideração as características específicas de cada paciente, podendo ser indicados medicamentos tanto para amenizar os sintomas e incômodos provocados pela condição quanto para evitar novos episódios e, assim, diminuir a frequência das crises. Associado a isso, uma alimentação balanceada e um estilo de vida saudável são grandes aliados contra as dores.