Agir pode salvar vidas: prevenção ao suicídio e cuidado com a saúde mental

2021-09-10T16:23:26-03:00

Neste 10 de setembro se celebra o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, elencado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais causas de morte no Brasil e mundo. Realizada desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a campanha Setembro Amarelo lança luz sobre pautas de saúde mental, incorporando e popularizando discussões que são fundamentais para acabar com preconceitos e oferecer ajuda para quem precisa.

Todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. Ainda de acordo com a OMS, estima-se que a cada 40 segundos uma pessoa é vítima de suicídio no mundo. O número de casos gira em torno de 1 milhão por ano, sendo essa a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. No Brasil, são cerca de 13 mil ocorrências por ano, mas esse número pode ser ainda maior, devido às subnotificações. E segundo estudos, cada suicídio tem sério impacto na vida de pelo menos outras seis pessoas de forma direta.

Os transtornos como depressão, bipolaridade e esquizofrenia, e o abuso de substâncias como álcool e drogas são os principais fatores de risco para o suicídio. Conforme a ABP, 96,8% dos casos estão relacionados aos transtornos mentais, mas é consenso entre médicos e pesquisadores que o suicídio é considerado o desfecho de um fenômeno complexo e multidimensional, que envolve também agentes socioculturais, genéticos, filosófico existenciais e ambientais.

Agir pode salvar vidas

A campanha deste ano tem como lema “Agir pode salvar vidas”. O suícidio é uma questão de saúde pública e pode ser prevenido em 90% dos casos, segundo a OMS, já que, em quase sua totalidade, é resultado de transtornos mentais não tratados corretamente ou não identificados e acompanhados. Os sintomas nem sempre são visíveis, sendo muitas das vezes silenciosos, mas há alguns sinais de alerta que familiares, amigos e professores podem perceber, ajudando a prevenir e diminuir a mortalidade. Confira alguns comportamentos suicidas que você pode identificar:

Sintomas verbais

  • Verbalizar a intenção de tirar a própria vida;
  • Relatar cansaço extremo e falta de vontade de viver;
  • Cartas de despedida.

Sinais comportamentais

  • Isolamento social;
  • Alterações de humor;
  • Desinteresse por atividades que gosta;
  • Alteração na alimentação (acima ou abaixo do comum);
  • Mudanças no sono (insônia ou sono em excesso);
  • Agressividade

Um dos grandes desafios no combate ao suicídio ainda é o preconceito e os estigmas relacionado ao tratamento psiquiátrico. Isso faz com que, por muitas vezes e por razões religiosas, morais ou culturais, as pessoas com transtornos mentais não busquem ajuda ou escondam a sua doença, temendo o julgamento ou por vergonha de falar abertamente sobre o tema.

Se você desconfiar que alguém próximo está pensando em suicídio, tome uma atitude, converse, fale sobre o assunto no sentido da conscientização. Um dos pontos altos nos cuidados em saúde mental é proporcionar ao paciente acolhimento, conforto e bem-estar no trato das doenças. Ao ajudar com ações efetivas na busca de assistência médica, você pode estar fazendo a diferença na vida de uma pessoa que sofre com ideação suicida.

Onde buscar ajuda

Caso precise de ajuda, o ideal é sempre buscar o auxílio de profissionais habilitados. O tratamento urgente é fundamental para resguardar vidas. Conheça alguns canais disponíveis:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (saúde da família, postos e centros de saúde)
  • UPA 24h
  • Samu 192
  • Hospitais
  • Pronto-socorro
  • CVV – Centro de Valorização da Vida (apoio emocional e prevenção do suicídio): 188 (ligação gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular) ou cvv.org.br (Chat, Skype ou e-mail)

Para mais informações sobre a campanha Setembro Amarelo 2021 acesse www.setembroamarelo.com.