Saúde mental também passa pelo que crianças e adolescentes vivem online
Setembro é marcado pela mobilização em torno da prevenção ao suicídio e pelo convite para olharmos com mais atenção para a saúde mental. E, quando falamos de crianças e adolescentes, esse cuidado também precisa considerar uma parte importante de suas vidas: o ambiente digital. Redes sociais, jogos, grupos de mensagens e comunidades online são espaços […]
Setembro é marcado pela mobilização em torno da prevenção ao suicídio e pelo convite para olharmos com mais atenção para a saúde mental. E, quando falamos de crianças e adolescentes, esse cuidado também precisa considerar uma parte importante de suas vidas: o ambiente digital.
Redes sociais, jogos, grupos de mensagens e comunidades online são espaços de diversão, convivência e pertencimento. Mas também podem expor os mais jovens a cyberbullying, pressão de grupo, conteúdos nocivos e desafios que incentivam comportamentos de risco. O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) destaca que conflitos online e cyberbullying, por exemplo, podem afetar o bem-estar e a saúde mental de adolescentes.
Por isso, mais do que simplesmente controlar o tempo de tela, pais, responsáveis e educadores podem exercer um papel importante na construção de uma relação mais segura com o mundo digital.
Algumas atitudes podem ajudar:
- Converse sobre o que acontece online. Pergunte quais jogos, perfis, comunidades e conteúdos fazem parte da rotina, sem começar a conversa pelo julgamento ou pela proibição.
- Fale sobre pressão de grupo e desafios perigosos. Reforce que recusar uma brincadeira ou desafio que provoque medo, desconforto ou coloque alguém em risco não é motivo de vergonha.
- Ajude a reconhecer e denunciar situações de violência. Bloquear perfis, denunciar conteúdos e procurar um adulto de confiança são atitudes importantes diante de cyberbullying, ameaças ou outras situações de risco.
- Observe mudanças de comportamento. Isolamento, alterações importantes de humor ou rotina e perda de interesse por atividades habituais podem indicar que algo não vai bem e merecem atenção, especialmente quando aparecem em conjunto.
- Crie espaço para pedir ajuda. Saber que poderá contar o que aconteceu sem medo de punição pode fazer diferença para que uma criança ou adolescente procure um adulto quando enfrentar uma situação difícil.
Falar sobre prevenção também é lembrar que escutar, acompanhar e estar presente importa. A vida online não está separada da vida real, e compreender o que crianças e adolescentes vivem nas telas também faz parte do cuidado com sua saúde mental.
Em situações de sofrimento emocional, é importante buscar apoio profissional. O CVV oferece escuta gratuita pelo telefone 188. Em situações de risco imediato, procure um serviço de saúde ou emergência.