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Crianças e adolescentes em casa? Veja por que vale conferir a caderneta de vacinação

6 de agosto de 2026

Se você tem crianças ou adolescentes em casa, este é um bom momento para conferir se a caderneta de vacinação está em dia. Até 1º de setembro, a Campanha Nacional de Multivacinação incentiva pais e responsáveis a revisarem o esquema vacinal de menores de 15 anos, ajudando a proteger contra doenças que podem ser prevenidas […]

Crianças e adolescentes em casa? Veja por que vale conferir a caderneta de vacinação

Se você tem crianças ou adolescentes em casa, este é um bom momento para conferir se a caderneta de vacinação está em dia. Até 1º de setembro, a Campanha Nacional de Multivacinação incentiva pais e responsáveis a revisarem o esquema vacinal de menores de 15 anos, ajudando a proteger contra doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização.

Mais do que cumprir o calendário vacinal, atualizar a caderneta significa garantir uma proteção eficaz contra doenças que podem causar complicações graves e contribuir para a proteção de toda a comunidade.

Por que é importante conferir a caderneta de vacinação?

É comum acreditar que, depois de receber as vacinas da infância, a proteção está garantida para sempre. No entanto, isso nem sempre acontece.

Algumas vacinas exigem mais de uma dose para que o organismo desenvolva uma resposta imunológica adequada, enquanto outras precisam de doses de reforço para manter essa proteção ao longo do tempo. Além disso, novas vacinas podem ser incorporadas ao Calendário Nacional de Vacinação, tornando importante revisar periodicamente a caderneta.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Campanha Nacional de Multivacinação tem justamente o objetivo de identificar e completar esquemas vacinais incompletos, garantindo que crianças e adolescentes recebam todas as doses recomendadas para sua faixa etária.

Como as vacinas protegem o organismo?

As vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer vírus e bactérias antes mesmo que eles provoquem uma infecção. Assim, caso o organismo entre em contato com esses agentes no futuro, a resposta acontece de forma mais rápida e eficiente, reduzindo significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença, de precisar de internação e até de morrer.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação previne entre 3,5 e 5 milhões de mortes por ano em todo o mundo por doenças como difteria, tétano, coqueluche, influenza e sarampo.

A vacinação também protege quem está ao redor

Além da proteção individual, as vacinas desempenham um papel fundamental na chamada imunidade coletiva.

Quando uma grande parcela da população está vacinada, a circulação de vírus e bactérias diminui, reduzindo o risco de transmissão e protegendo também pessoas que não podem receber determinadas vacinas, como alguns pacientes imunossuprimidos e bebês muito pequenos.

Por outro lado, quando a cobertura vacinal diminui, doenças que estavam controladas podem voltar a circular. Um exemplo é o sarampo, que voltou a registrar casos em diferentes regiões do país nos últimos anos, reforçando a importância de manter a vacinação em dia.

Quais vacinas podem ser atualizadas?

Durante a campanha, profissionais de saúde avaliam a situação vacinal de cada criança ou adolescente e verificam se existe alguma dose pendente conforme a idade e o histórico registrado na caderneta.

Entre as vacinas que podem ser indicadas estão aquelas que protegem contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, hepatites A e B, meningites, febre amarela, HPV, influenza, Covid-19 e dengue — nos municípios onde ela faz parte do calendário vacinal. A recomendação varia de acordo com a faixa etária e o esquema vacinal de cada pessoa.

 

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