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Não sente nada? Mesmo assim, vale a pena consultar um oftalmologista

8 de julho de 2026

É comum associar a saúde dos olhos apenas ao momento em que a visão começa a falhar ou surge algum desconforto. No entanto, essa percepção pode ser enganosa. Muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa, sem causar sintomas nas fases iniciais, o que torna as consultas periódicas ao oftalmologista fundamentais para a prevenção e o […]

Não sente nada? Mesmo assim, vale a pena consultar um oftalmologista

É comum associar a saúde dos olhos apenas ao momento em que a visão começa a falhar ou surge algum desconforto. No entanto, essa percepção pode ser enganosa. Muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa, sem causar sintomas nas fases iniciais, o que torna as consultas periódicas ao oftalmologista fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce.

A lembrança ganha ainda mais relevância durante o Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho. Mais do que uma data comemorativa, ela reforça a importância de cuidar da visão antes que qualquer problema apareça.

Nem toda doença ocular dá sinais

A ausência de sintomas não significa, necessariamente, que os olhos estão saudáveis. Diversas condições podem se desenvolver lentamente, comprometendo a visão de forma gradual e, muitas vezes, irreversível quando descobertas tardiamente.

Entre elas estão o glaucoma, considerado uma das principais causas de cegueira evitável no mundo, além de doenças como a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. Em muitos casos, essas alterações só são identificadas durante um exame oftalmológico completo.

Por que fazer consultas de rotina?

Além de avaliar a qualidade da visão, a consulta oftalmológica permite analisar a saúde de diferentes estruturas do olho, como córnea, cristalino, retina e nervo óptico. Dependendo da idade, do histórico familiar e das condições de saúde do paciente, o médico pode solicitar exames específicos para investigar alterações que ainda não provocam sintomas.

O acompanhamento periódico também permite atualizar o grau dos óculos ou lentes de contato quando necessário, orientar sobre hábitos que ajudam a preservar a saúde ocular e identificar sinais de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, que podem apresentar manifestações nos olhos.

Quem deve consultar um oftalmologista?

A recomendação é que todas as pessoas façam avaliações oftalmológicas regularmente, mesmo sem queixas. A frequência pode variar conforme a idade e os fatores de risco de cada paciente.

O acompanhamento é especialmente importante para:

  • crianças, para identificar alterações que possam interferir no desenvolvimento visual;
  • adultos com histórico familiar de glaucoma ou outras doenças oculares;
  • pessoas com diabetes, hipertensão ou doenças autoimunes;
  • quem utiliza óculos ou lentes de contato;
  • adultos acima dos 40 anos, fase em que aumenta o risco de algumas doenças oculares relacionadas ao envelhecimento.

O oftalmologista é o profissional indicado para definir o intervalo mais adequado entre as consultas de acordo com cada caso.

Pequenos cuidados também fazem diferença

Embora as consultas periódicas sejam indispensáveis, alguns hábitos ajudam a proteger a visão no dia a dia:

  • utilizar óculos de sol com proteção contra os raios UV;
  • fazer pausas durante o uso prolongado de telas;
  • manter doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, sob controle;
  • evitar coçar os olhos com frequência;
  • manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes importantes para a saúde ocular.

Essas medidas contribuem para reduzir fatores de risco, mas não substituem a avaliação médica.

 

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