Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo
O Mês da Mulher costuma ser um momento de reflexão sobre conquistas, direitos e bem-estar feminino. Também é uma oportunidade importante para reforçar um tema essencial: o cuidado com a saúde. Entre os diversos aspectos que merecem atenção, a saúde do coração ocupa um lugar central. Isso porque as doenças cardiovasculares são atualmente a principal […]
O Mês da Mulher costuma ser um momento de reflexão sobre conquistas, direitos e bem-estar feminino. Também é uma oportunidade importante para reforçar um tema essencial: o cuidado com a saúde. Entre os diversos aspectos que merecem atenção, a saúde do coração ocupa um lugar central.
Isso porque as doenças cardiovasculares são atualmente a principal causa de morte entre mulheres no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essas condições são responsáveis por cerca de um terço de todas as mortes femininas, superando inclusive diversos tipos de câncer quando analisados em conjunto.
Entre os problemas mais frequentes estão o infarto, o acidente vascular cerebral (AVC), a insuficiência cardíaca e outras alterações que comprometem o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.
Apesar da alta incidência, muitas mulheres ainda não se reconhecem como parte do grupo de maior risco para essas doenças. A percepção comum costuma associar os problemas cardíacos mais aos homens, o que pode fazer com que os sinais de alerta sejam ignorados ou subestimados.
Sintomas podem se manifestar de forma diferente
Outro ponto importante é que os sintomas de doenças cardiovasculares nem sempre se apresentam da mesma forma nas mulheres. Enquanto o infarto nos homens costuma ser marcado por dor intensa no peito, nas mulheres os sinais podem ser mais discretos ou até confundidos com outros problemas de saúde.
Alguns sintomas que merecem atenção incluem:
-
Falta de ar
-
Cansaço excessivo sem motivo aparente
-
Náuseas ou sensação de mal-estar
-
Tontura
-
Dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula
-
Desconforto ou pressão no peito
Por serem sinais menos evidentes, muitas mulheres demoram mais para procurar atendimento médico, o que pode atrasar o diagnóstico.
Fatores de risco que merecem atenção
Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Entre os principais estão:
-
Pressão alta
-
Colesterol elevado
-
Diabetes
-
Tabagismo
-
Sedentarismo
-
Alimentação rica em gorduras e ultraprocessados
-
Excesso de peso
-
Estresse
Além desses fatores, mudanças hormonais ao longo da vida, especialmente após a menopausa, também podem influenciar o risco cardiovascular.
Prevenção faz diferença
A boa notícia é que muitos casos de doenças cardiovasculares podem ser evitados com medidas de prevenção e acompanhamento médico regular. Pequenas mudanças de hábito já contribuem significativamente para a saúde do coração.
Entre as principais recomendações estão:
-
Manter uma rotina de atividades físicas
-
Adotar uma alimentação equilibrada
-
Controlar pressão arterial, colesterol e glicemia
-
Evitar o tabagismo
-
Realizar consultas e exames periódicos
Esses cuidados ajudam a identificar alterações precocemente e permitem intervenções que reduzem riscos e complicações futuras.
O acompanhamento da saúde cardiovascular passa também pela realização de exames e avaliações médicas que ajudam a identificar fatores de risco e possíveis alterações antes mesmo do surgimento de sintomas.
Exames laboratoriais e de imagem, associados à avaliação clínica, permitem um monitoramento mais completo da saúde do coração. Quando alterações são detectadas precocemente, as chances de controle e tratamento são significativamente maiores.