Candidíase vaginal: o que você precisa saber sobre os sintomas e o tratamento
A candidíase vaginal é uma infecção comum causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida, que normalmente vive de forma inofensiva na flora vaginal. Quando há um desequilíbrio no ambiente vaginal, esse fungo pode se multiplicar de forma descontrolada, causando a infecção. É importante reconhecer os sinais da candidíase vaginal e seguir os cuidados adequados após […]

A candidíase vaginal é uma infecção comum causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida, que normalmente vive de forma inofensiva na flora vaginal. Quando há um desequilíbrio no ambiente vaginal, esse fungo pode se multiplicar de forma descontrolada, causando a infecção. É importante reconhecer os sinais da candidíase vaginal e seguir os cuidados adequados após o diagnóstico para evitar complicações e promover uma recuperação eficaz.
Principais sinais da candidíase vaginal
Os sintomas da candidíase vaginal podem variar de leve a moderada e geralmente incluem:
- Coceira intensa na região vaginal e ao redor da vulva
A coceira é um dos sintomas mais comuns e pode ser bastante desconfortável. Ela ocorre devido à inflamação causada pela infecção fúngica.
- Corrimento vaginal espesso e branco
O corrimento gerado pela candidíase é frequentemente comparado a queijo cottage, com uma textura grossa e esbranquiçada. Ele geralmente não tem um cheiro forte, mas pode causar desconforto.
- Ardor e dor durante a micção
A dor ou ardência ao urinar pode ocorrer devido à irritação da região vaginal e uretral, causada pela infecção.
- Dor durante as relações sexuais
A inflamação causada pela candidíase pode tornar a área vaginal mais sensível, resultando em dor ou desconforto durante a relação sexual.
- Vermelhidão e inchaço da vulva
A área externa da genitália pode ficar avermelhada e inchada, indicando inflamação.
- Sensação de desconforto geral na região vaginal
Muitas mulheres relatam um desconforto persistente, que pode ser mais pronunciado ao longo do dia, especialmente se a área ficar abafada ou não for mantida limpa e seca.
Causas e fatores de risco
A candidíase vaginal ocorre devido ao crescimento descontrolado do fungo Candida albicans, mas alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a infecção:
- Uso excessivo de antibióticos: eles podem alterar o equilíbrio da flora vaginal, matando bactérias benéficas que normalmente controlam o crescimento da Candida.
- Gravidez: durante a gestação, as mudanças hormonais podem aumentar a probabilidade de infecção por Candida.
- Sistema imunológico enfraquecido: mulheres com sistema imunológico comprometido, como aquelas com HIV/AIDS ou diabetes mal controlada, têm maior risco de desenvolver candidíase.
- Uso de roupas apertadas ou sintéticas: roupas íntimas muito justas ou feitas de materiais sintéticos podem reter umidade e calor, criando um ambiente propício para o crescimento de fungos.
- Higiene inadequada: o uso excessivo de duchas vaginais ou produtos de higiene íntima agressivos pode alterar o pH vaginal, favorecendo o crescimento do fungo.
- Alterações hormonais: mudanças hormonais, como as que ocorrem durante o ciclo menstrual, a gravidez ou o uso de anticoncepcionais hormonais, podem aumentar a suscetibilidade à candidíase.
Cuidados após o diagnóstico
Após o diagnóstico da candidíase vaginal, geralmente realizado por meio de exame clínico e, se necessário, exames laboratoriais, é importante adotar algumas práticas para promover a cura da infecção e prevenir novas ocorrências.
- Seguir o tratamento prescrito pelo médico
O tratamento da candidíase vaginal pode envolver medicamentos antifúngicos, como cremes, supositórios vaginais ou comprimidos orais. É fundamental seguir corretamente as orientações médicas e completar todo o curso do tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes.
- Evitar relações sexuais durante o tratamento
A infecção pode ser transmitida para o parceiro, e o contato sexual pode piorar os sintomas. É recomendável evitar relações sexuais até que o tratamento esteja completo e os sintomas tenham desaparecido.
- Usar roupas íntimas de algodão e evitar roupas apertadas
Roupas íntimas de algodão permitem que a região vaginal respire, reduzindo a umidade, que favorece o crescimento do fungo. Evite roupas íntimas de materiais sintéticos e justas, que podem causar irritação e criar um ambiente propício para o crescimento da Candida.
- Manter a higiene íntima adequada
Lave a região vaginal com água e sabonetes neutros, evitando produtos que contenham fragrâncias fortes ou substâncias químicas que possam irritar a área. Não é recomendada a lavagem excessiva ou o uso de duchas vaginais, pois isso pode desequilibrar o pH vaginal e piorar a infecção.
- Atenção à alimentação
Manter uma alimentação equilibrada e saudável pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico e reduzir a probabilidade de infecções recorrentes. Algumas pessoas optam por reduzir o consumo de alimentos ricos em açúcares, já que o fungo Candida se alimenta de carboidratos simples, mas sempre consulte um nutricionista antes de fazer mudanças significativas na dieta.
- Tratamento do parceiro sexual
Caso o parceiro também apresente sintomas de candidíase, é importante que ele seja tratado para evitar reinfecções. Embora a candidíase não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), o tratamento do parceiro pode ajudar a prevenir a transmissão.
Prevenção de infecções recorrentes
Após a infecção, algumas mulheres podem ser propensas a ter candidíase recorrente. Para prevenir novas infecções, é importante:
- Evitar o uso de antibióticos de forma indiscriminada.
- Manter a área vaginal seca e limpa.
- Usar preservativos em todas as relações sexuais para reduzir o risco de transmissão ou reinfecção.
- Evitar a automedicação: sempre busque orientação médica antes de usar medicamentos, para garantir que o tratamento seja o mais adequado.