Dicas de saúde

Febre Amarela: Gestantes da Paraíba, fiquem tranquilas. Não há com que se preocupar!

Aqui na Paraíba estamos salvos deste infortúnio.

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A Febre Amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de alguns países da África. Ela é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres.

Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti* (o mesmo da dengue).

A infecção pode acometer pessoas que nunca tenham contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela, as que circulam em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado.

Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Vale lembrar que uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

E pensando nisso, queríamos compartilhar algumas informações importantes, para as gestantes que moram nas regiões aonde a vacinação se faz necessário (SP, RJ e Bahia). Aqui na Paraíba estamos salvos deste infortúnio!

 

1) Se você está amamentando um bebê de 6 meses ou mais, você pode vacinar SEM suspender o aleitamento materno. A suspensão da amamentação por 10 dias é se o bebê amamentado for MENOR que 6 meses.

 

2) Estimule principalmente seus familiares e conhecidos a se vacinarem. Homens entre 17 e 59 anos são a população que menos se vacinou e os que mais contraíram a doença no último surto.

 

3) A eficácia da dose fracionada foi comprovada por estudos científicos. Um dos estudos da Fiocruz acompanhou os pacientes vacinados com doses fracionadas por 8 anos (por isso a validade da vacina fracionada é considerada de 8 anos). A OMS se baseou nesses estudos para recomendar a dose fracionada.

 

4) A escolha dos estados brasileiros que vão  utilizar doses fracionadas na campanha de vacinação foi baseada na alta densidade populacional, baixa cobertura vacinal e necessidade de vacinar rapidamente a população dessas áreas.

 

5) Nenhuma criança vacinada teve febre amarela nos últimos surtos.

 

6) Os estudos são contínuos e por isso ocorrem alterações nos protocolos vacinais. Alterações vão continuar acontecendo, como acontece com qualquer vacina.

 

7) Algumas pessoas questionaram a exclusão da dose de reforço em crianças e em adultos vacinados a mais de 10 anos. A questão é que no atual cenário é mais importante garantir maior cobertura da vacina nas áreas de risco do que dar dose de reforço para pessoas já vacinadas (já que a proteção dessas pessoas já é alta). Mas quando a cobertura estiver maior, pode ser que as doses de reforço da vacina voltem a fazer parte do protocolo, pois há uma queda da proteção com o tempo.

 

8) A vacina da rede privada vem do mesmo vírus que a pública, ambas têm a mesma eficácia e segurança. Mas a vacina está em falta no momento na rede privada.

 

9) Os macacos são os sentinelas da doença. Macacos morrendo com febre amarela são o aviso de que a doença está chegando. Por isso, avise o centro de zoonoses da sua cidade se encontrar um macaco morto.

 

10) Os macacos na América latina morrem quando infectados com o vírus. Isso ocorre rapidamente e os macacos não são considerados reservatórios da doença (eles NÃO transmitem a doença para nós). Por isso, não mate os macacos. Como eu disse no item 9, eles são sentinelas importantes.

 

11) A eficácia da vacina é de 98%. Assim, de 100 pessoas vacinados, 2 não estarão protegidas.

 

12) Grávidas só podem vacinar com recomendação médica. NA PARAÍBA NÃO HÁ NECESSIDADE DE VACINA-LAS.

 

13) Quem está em um dos grupos que não pode vacinar, use medidas de proteção como repelente, roupas cobrindo o corpo e evite áreas próximas a matas.

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