Dicas de saúde

Diagnóstico da Síndrome de Down durante a gravidez

Entenda quais são as causas e motivos e como saber lidar da melhor maneira com essa situação.

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O diagnóstico durante a gestação de que o casal terá um filho com síndrome de Down geralmente traz impacto inicial. Todavia, a notícia pode ajudá-los a se prepararem melhor para a chegada do bebê. É importante informar ao casal que não há “culpados” pelo fato do bebê ter síndrome de Down e que ela não é uma doença, e sim uma condição que exige certos cuidados especiais. O fato da criança que virá ser diferente daquela que foi idealizada, não significa que ela não será uma pessoa plena e poderá viver uma vida com emoções e felicidade.

Os cuidados durante a gestação são os mesmos para qualquer criança. No entanto, como bebês com síndrome de Down podem ter problemas cardíacos, é fundamental conversar com o médico que acompanha a gravidez e pedir para ele solicitar uma ecocardiografia fetal. Pois uma avaliação do coração da criança poderá ser útil para programar o melhor local do parto.

Diagnóstico

As ultrassonografias realizadas durante o pré-natal podem apontar para a possibilidade de que o bebê nasça com Síndrome de Down ou outras ocorrências genéticas. A translucência nucal (medida da quantidade de líquido na porção posterior do pescoço fetal) é eficaz na identificação do risco materno e, em associação com dois hormônios produzidos pela placenta, pode assegurar com boa margem de exatidão, que uma pessoa considerada de alto risco (idade superior a 35 anos ou história prévia de crianças com síndrome de Down) terá uma gestação tranquila e não há necessidade de preocupação. Por outro lado, pode identificar pessoas com risco elevado independente de ser considerada de baixo risco, como as gestantes jovens. Neste caso, ou seja, identificado o risco elevado, a gestante deve avaliar junto com seu médico a necessidade da realização de outros exames para a confirmação do diagnóstico.

Atualmente, os exames mais comuns para diagnosticar a síndrome antes do nascimento são a: aminiocentese e a biópsia do vilo corial, que analisam o líquido amniótico e uma amostra da placenta, respectivamente. No entanto, ambos são invasivos e apresentam um risco, ainda que pequeno, e por isso devem ser precedidos por testes acurados de identificação do risco.

No início de 2013, alguns laboratórios brasileiros começaram a oferecer um exame de sangue capaz de detectar alterações cromossômicas, como a síndrome de Down. A amostra é colhida no consultório e analisada nos Estados Unidos, onde é realizada uma análise do material genético do feto que circula no sangue da mãe. No entanto, a avaliação tem um valor elevado.

Informações e acolhimento

Estima-se que haja uma criança com Síndrome de Down a cada 700 nascimentos no Brasil. Se você está esperando um bebê com Síndrome de Down, trocar informações com outros pais que têm crianças com o mesmo diagnóstico pode ser de grande ajuda. Existem listas de discussão onde é possível tirar dúvidas e encontrar o acolhimento de quem já viveu essa experiência. Pergunte ao médico fetal que confirmou seu diagnóstico e ele poderá te ajudar.

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